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SL Benfica vs FC Porto: A final aguardada

SL Benfica vs FC Porto: A final aguardada
Se antes da final-four da Liga Europeia alguém dissesse que a final ia colocar frente a frente as duas equipas portuguesas poucos acreditariam... Pois ela aí está, FC Porto e Benfica.

Se antes da final-four da Liga Europeia alguém dissesse que a final ia colocar frente a frente as duas equipas portuguesas poucos acreditariam... Pois ela aí está, FC Porto e Benfica. Mais do que escreverem uma página histórica no hóquei em patins português, escrevem história no hóquei em patins mundial e igualam um feito alcançado por espanhóis.

Em boa verdade as probabilidades aritméticas também eram maiores, mas não disso que vive o hóquei, porque se assim fosse o Barcelona, detentor de 19 trofeus nem precisava de jogar e em boa verdade se escreva que também pouco fez para chegar ao vigésimo título europeu.

No encontro como Benfica, os catalães, que arriscam-se a ficar a zero de títulos esta época pois estão a três pontos do Liceo na Ok Liga e perderam a Taça do Rei para o Vendrell, ficaram a ver onde paravam as modas do jogo. O Benfica foi perfeito. Rodou mais, esticou o jogo para nunca ser apanhado descompensado na defesa e teve uns heróis mais do que prováveis, Carlos Lopez, único campeão da Europa de clubes no Liceo e no Barcelona e Luís Viana, único campeão do mundo. O Barcelona foi mais perigoso, mas menos eficaz... Ficou-se pelo quase e por um Pedro Henriques que foi claramente o homem do jogo. Além de ter defendido vários livres directos e grandes penalidades durante o tempo regulamentar travou quatro penaltis na lotaria final. Justo.

Na segunda meia final a palavra que melhor consigo definir é: épico! Arrisco-me a dizer que foi o melhor jogo de hóquei em patins que vi em toda a minha vida. Rápido, acutilante, de resultado incerto, digno de um argumento de um filme de suspense. Aquilo que de sair de barriga cheia, aquilo foi um hino.

O Porto na frente e o Valdagno a empatar, o Porto na frente e o Valdagno a virar e depois Caio fez valer o porquê de não ter morada certa. Ele é um vagabundo em pista e só um vagabundo podia fazer aquele golo... Vou ver e rever durante muitos anos e vou arrepiar-me sempre que pensar que maluco é aquele que faz um lance daqueles a dois minutos do fim e decide um jogo. E se corresse mal? Não correu e porquê? Porque a sorte protege sempre os audazes e protege ainda mais os audazes que são capazes e naquele 'stick' capacidade é coisa que abundância. O FC Porto ganhou mais do que bem num jogo memorável. Pior mesmo só aquela arbitragem espanhola de esquecer.

Texto: Humberto Ferreira

Comentários

  • Ricardo Henriques [Não autenticado | IP: 87.102.xxx.xxx]: Belo Texto :) Temos talento para mais textos no Mundook

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