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Crónica: Treinador de Bancada - Uma manhã na Mealhada

Crónica: Treinador de Bancada - Uma manhã na Mealhada
“Retalhos de uma manhã na Mealhada” Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer, lá diz o ditado popular. Numa ida ao Inter-Regiões, por Francisco Gavancho / Cartão Azul

 

Retalhos de uma manhã na Mealhada


Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer, lá diz o ditado popular, e se deitar cedo não foi o caso, levantar cedo foi seguido à risca. Deixei a minha bancada sob um dilúvio que se abatia sobre o Entroncamento dirigi-me até à estação da CP para apanhar um comboio rumo à Mealhada, para assistir aos jogos da manhã da 37ª edição do Inter Regiões. Cheguei á terra dos Leitões com uma hora de atraso, mas de Intercidades (um luxo para um pobre treinador de bancada), tudo isto patrocinado por uma agulha que avariou perto do apeadeiro de Fungalvaz.

 

 


Mas viagem à parte, vamos ao hóquei, aquilo que me levou até à Mealhada. No 1º jogo da Manhã, Aveiro e Açores lutavam pelos três pontos em disputa, e a selecção da casa, leia-se Aveiro foi sem dúvida melhor e venceu por 5-0, no entanto fica na retina a equipa Açoriana que praticou bom hóquei, com os jogadores a revelarem boa técnica, apesar da falta de competição que é conhecida no arquipélago.

O 2º jogo colocou frente-a-frente Lisboa e Setúbal, com a equipa Alfacinha a não deixar os créditos por mãos alheias e a vencer por 8-2.

 

Foto: Carlos Emídio Martins - Plurisports


O 3º jogo sem dúvida o melhor, mais emotivo e disputado acabou com um resultado em quem praticamente ninguém (à excepção da claque) apostava, pois de um lado o Minho que assumiu publicamente estar entre os candidatos à vitória e do outro que apesar da vitória na noite anterior era apontado como “o elo mais fraco”. A equipa de Mané Castilho com uma 2ª parte de luxo venceu por 6-4 e convenceu.

O último jogo da manhã e para finalizar a manhã hoquista colocou em pista o Porto e Coimbra, e perdoem-me os rapazes, este jogo teve pinceladas femininas no positivo e no menos positivo. Se pelo lado positivo Barbara Serpa “keeper” de Coimbra provou mais uma vez a sua excelência na baliza com defesas a fazer “corar de inveja” muitos rapazes que ocupam a mesma posição, a menos positiva têm a ver com um dos árbitros da partida, Cláudia Rego na amostragem de um cartão azul a um jogador de Coimbra, num lance atrás da baliza do Porto, em que realmente existe falta, mas para azul??? Onde está a pedagogia que deveria estar sempre presente e a explicação ao atleta, que cometeu falta e em casos extremos pode ler à amostragem de cartão. Mas o excesso de zelo, a inexperiência de quem tem pouco tempo de quadro nacional ou pelo contrário a experiência de um dos juízes com mais jogos dirigidos esta época, levou à exibição do cartão. A vitória do Porto por 5-2 não sofre contestação, pois foi a melhor equipa em pista.

 

Foto: Carlos Emídio Martins - Plurisports


Terminou assim pelas 14:00 horas a minha aventura matutina no que ao hóquei diz respeito, e seguiu-se o repasto em boa companhia, onde entre um pedaço de leitão e um copo de frisante se falou de hóquei em patins. Iniciei após o fim da refeição a viagem de regresso que revelou-se mais uma aventura a fazer inveja à da manhã, com atrasos, comboios suprimidos e a chegada a casa de Intercidades em vez de regional, enfim vicissitudes de um Treinador de Bancada de trazer por casa.

Como nota de rodapé um abraço e o agradecimento pela forma que fui recebido pelo Carlos Silva e Miguel Ferraz na sua casa, o HC Mealhada.



Fonte: Francisco Gavancho / Cartão Azul

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