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Do passado para o futuro

Finalmente a viragem

Finalmente a viragem
É bem visível nesta nossa seleção as duas realidades do nosso hóquei. O passado e o futuro, sem passar pelo presente, porque não há tempo para isso.

Aconteça o que acontecer hoje, Portugal já ganhou.

Finalmente parece estar a acabar, o ciclo em que mais importante do que ganhar, parecia ser... Não perder.
Foi esta a mensagem, que os treinadores foram passando ao longo dos últimos anos, com os resultados que temos visto.
Quem joga para não perder, arrisca-se a perder.
Só quem joga para ganhar, se arrisca a ganhar.
Esta seleção, tem essas duas escolas bem visíveis.
Os jovens que transbordam qualidade e respiram irreverência por todos os poros, mostram-nos isso quando estão em pista, ao contrario da velha escola, onde se joga no erro.
Quando temos a bola, não arriscamos e espera-se uma falha de quem defende.
Quando passamos a defender, não entramos e jogamos de igual forma no erro do adversário, para depois sair em contra-golpe, mas atenção, não com muitos jogadores, porque temos de salvaguardar a defesa. Ou seja, basicamente voltamos a não arriscar.
Esta estratégia resulta com equipas mais fracas, porque são eles que normalmente procuram o prejuízo. O problema acontece, quando apanhamos equipas de igual valor e nos apanhamos a perder.
Não sabemos procurar a bola e depois na sua posse, arriscar para ganhar, nota-se e de que maneira a ansiedade e precipitação, precisamente por não estarem habituados a atacar, atacando.
Atacamos, defendendo logo a posição.
Não foram formatados para isso, porque aprenderam amarrados a esquemas táticos de voltas e voltinhas, de bloqueios e de trocas, mas sempre a jogar por fora e longe, não se fosse perder a bola.
Mas, felizmente isso está a mudar e nota-se, para bem do hóquei e do espetáculo, que o "treinador" foi matando, porque ELE e os seus esquemas repetitivos, aborrecidos e básicos, passaram a ser os aspetos mais importantes do jogo.
Errado !
O mais importante do jogo, é e será sempre o jogador.
Depois perceber, que para ganhar temos de arriscar.
Mas estas situações que defendo, não fazem sentido nenhum, se não forem antes preparadas, treinadas e colocadas em prática.
Potenciar a criatividade, ousadia, irreverência e capacidade física, rodando os jogadores em pista com muito mais frequência, de forma a manter bem alto o ritmo de jogo, são alguns aspetos que podermos melhorar.
Então aí sim, cada vez mais importante deverá ser o papel do treinador, (nós temos muitos e bons), para saber dosear cada uma delas e encontrar o QB, para que ganhe a equipa, o publico e eles próprios.
Jogadores como o Diogo Rafael, Hélder Nunes, João Rodrigues, ou outros que ficaram de fora como o Gonçalo Alves, o Rafa, João Silva e alguns outros mais, estão encarregues de fazer voltar a encher os pavilhões, com a sua magia contagiante.
Assim os treinadores do passado os deixem.
O hóquei precisa.
Forca miúdos, força graúdos, atirem-se a eles como leões e mostrem que o medo é coisa do passado.
Vocês conseguem e há quem acredite em vocês.
Eu sou um deles e acredito que desta conseguimos chegar l

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