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Hóquei em Patins «Decadente... cada vez mais decadente...»

Hóquei em Patins «Decadente... cada vez mais decadente...»
Artigo de opinião «só vem provar que nada tem vindo a ser feito para evitar o colapso do hóquei em patins, enquanto modalidade desportiva» por Nelson Alves

Na edição de "A BOLA" de dia 4 de Agosto (página 2), surgiu um texto da autoria do advogado e empresário luso-angolano Dr Paulo Teixeira Pinto, onde se contraria a ideia do "falam mal ou bem, desde que falem". Pessoalmente, preferia que só se falasse bem do hóquei em patins, mas a opinião que esta figura publica (também foi ministro...) tem da nossa modalidade, só vem provar que nada tem vindo a ser feito para evitar o colapso do hóquei em patins, enquanto modalidade desportiva.

A propósito dos Jogos Olímpicos, muito se tem escrito.

Neste breve artigo de opinião, o agora também empresário da industria livreira defende que Portugal só pode competir de igual para igual, em termos de modalidades colectivas, no futebol e no hóquei em patins: "Mas está, obviamente, fora de causa podermos aspirar a coisa alguma nas principais praticas coletivas, como o andebol, o voleibol ou o râguebi".
A relevância do hóquei em patins a nivel internacional é, no entanto, "nenhuma, absolutamente nenhuma", refere o ex-político.
Já no que diz respeito ao futuro do hóquei em patins no nosso país, a resposta também é peremptória: "Decadente, cada vez mais decadente, até ao ponto da indiferença. Ao que acresce ainda o triste reconhecimento de que além de Reinaldo Ventura já não resta mais nenhum grande jogador nos ringues nacionais".

Não sendo a opinião desta figura publica (foi notícia há algum tempo por ter sido nomeado pela ex-mulher, actual Ministra da Justiça, para um cargo publico...), uma opinião balizada, demonstra no entanto a ideia que a generalidade dos portugueses têm da nossa modalidade.

Como adepto de hóquei em patins, partilho da opinião de Paulo Teixeira Pinto, sobretudo no que diz respeito ao futuro da modalidade em Portugal. Isto claro, se nada continuar a ser feito...


Texto: Nelson Alves

Comentários

  • João Pedro Gonçalves: O hóquei em Patins precisa de mais do que uma reflexão e tomada de medidas por parte de Portugal e da sua federação. Precisa sim de uma federação internacional competente, que possa reunir apois de modo a que a modalidade seja apoiada e financiada nos países onde se joga. Para que daqui a uns anos não vejamos , Franças ou Suiças completamente desinteressadas e sem competições de alto nível, acontecendo-lhes o que aconteceu com a Inglaterra ou a Holanda. Porque se nós em Portugal já estamos mal, o que dizer desses países, cada vez mais afastados do hóquei e a caminhar a passos largos para o total desinteresse. Por isso, o primeiro passo para que se comessem a resolver os problemas mais graves é criar uma federação internacional dedicada apenas e só ao desporto, à sua promoção e à realização dos eventos. Procurando, e atendendo aos países que praticam actualmente o jogo, criando os melhores quadros competitivos possíveis relativamente aos actuais, (está mais que visto que não beneficiam a modalidade) e tentando crescer depois de estabilizada a situação do hóquei a nível mundial. Só depois de haver essa estabilização e se recuperar algum do fulgor que os países hoquistas perderam, se pode pensar em alargar campeonatos e levar o hóquei a outras paragens.

  • José Carvalho [Não autenticado | IP: 77.54.xxx.xxx]: Amigos do hóquei em patins
    Escrever, comentar, criticar na net, enfim acho que o problema da modalidade não se resolve dessa maneira. Digo isto porque ao fim de vinte e oito anos ligado à modalidade, penso que só existe uma solução, "MUDANÇAS"
    Passa pelos responsáveis com direito a voto nas Assembleias da Federação exercer o seu direito com responsabilidade e isenção. Sabe-se ou diz-se que os votos são a pedido ou por conveniência para pagar favores, mas alguma coisa deve ser verdade, pois os anos passam e yudo ontinua no mesmo marasmo com as mesmas pessoas e sempre tudo a dizer mal sem fazerem nada. Meus amigos responsaveis da modalidade está na hora de fazerem a mudança, este ano é de eleições, está na vossa mão assumir a mudança, pois até o presidente atual da FPP disse que estava farto de ver as camisolas da seleção Espanhola em primeiro lugar, mas pelos vistos vai continuar a ver, pois as convocatórias das seleções Nacionais assim o dizem "sem despresar quem foi convocado",

  • carlos pinto [Não autenticado | IP: 217.129.xxx.xxx]: Morte anunciada
    Fala-se de decadência desta modalidade desportiva, que já foi rainha no nosso país.Anuncia-se a sua morte.Mas não é de hoje este anúncio, esse tomou forma nos jogos olímpicos de Barcelona, onde o fracasso da sua apresentação foi redundante. De lá para cá a queda tem sido gradual, mas dizer que está a beira da morte é ainda prematuro afirmar.Apesar do reverso de 92, esta vem lutando e apesar de tudo resistindo, para isso contribui muito a sua espetacularidade, beleza e rapidez, que prende a atenção, mesmo daqueles que não estão muito familiarizados com este maravilhoso desporto.Mas os inimigos são inúmeros, alguns deles vivem no seio da modalidade e como larvas parasitam das suas fraquezas e ignoram que estão a levar o desporto a uma doença quase terminal.Após a malograda apresentação em barcelona o que têm feito os dirigentes da modalidade para modificar o sentido da direção da mesma?Alteraram as regras, mas entregaram o jogoaos árbitros, pois devido á velocidade a que se desenrolam as ações,estes podem facilmente alterar o resultado do mesmo,com a sua interpretação dos atos dos atletas.Não criaram uma estrutura capaz de avaliar as ações destes,pois as delegacias que hoje se fazem,quando se fazem, são feitas pelos amigos dos mesmos,que por razões obvias raramente os vão desvalorizar.Pouco fizeram,caducos ultrapassados,limitam-se a pavonear-se nos beberetes e a mostrarem os dentes às associações para que estas votem neles nas próximas eleições.Também estas, têm que se preocupar mais pela modalidade e não num ou outro clube da sua simpatia,grandes são as suas culpas na situação que o hóquei atravessa.Com tudo isto vemos o maior hino ao desporto terminar mais uma vez sem a nossa presença e a esperança de um dia lá estarmos mais difícil. Gostava que o objetivo olímpico passasse afazer parte do pensamento, mesmo da obsessão, dos novos dirigentes do hóquei nacional.Novos Sim! Pois espero que nas próximas eleições os clubes e associações tenham coragem de mudar.

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