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Problemas financeiros nos clubes...

Crise afecta o Hóquei em Patins?

Crise afecta o Hóquei em Patins?
Terá a crise cada vez mais impacto no desporto, e principalmente no Hóquei em Patins? Salários em atraso em várias equipas, problemas em preparar a época seguinte devido a fundos monetários, porque?

Como todos sabemos, a crise tem afectado a economia do nosso país, e cada vez mais são os problemas financeiros nas equipas portuguesas e não só, como o caso da OK Liga em Espanha, considerada a melhor liga de hóquei em patins, onde várias equipas também estão com muitos problemas em manter os melhores jogadores, e conseguirem adquirir novos elementos.

Foram conhecidos na Primeira Divisão variados casos de equipas como os Tigres de Almeirim, Gulpilhares e até mesmo o Futebol Clube do Porto, em que os jogadores não recebiam os seus salários, tendo até mesmo Reinaldo Ventura, deixar de ter contrato profissional com os azuis e brancos, de modo a arranjar um trabalho.

Surgem nesta fase de fim de campeonato, e preparação da próxima época, cada vez mais noticias que dão conta de varias equipas sem saber do seu futuro, com taxas de inscrição muito altas por parte da Federação, e as equipas estão com falta de apoios para conseguir sustentar as despesas causadas numa época inteira.

Na Segunda Divisão - Zona Sul, o Campo de Ourique e Algés estão em dúvida se continuam a poder ter uma equipa a disputar esta prova, por falta de dinheiro, o que faz com que esta Zona esteja ainda indefinida quanto a equipas que a irão disputar, pois a confirmar estas duas desistências, sem haver mais nenhuma, as duas últimas equipas, Parede e Nafarros, podem conseguir assim ainda a manutenção na Segunda Divisão.

Quem está errado? Serão os dirigentes que não conseguem "segurar o barco" e manter as finanças dos seus clubes equilibradas? Serão os jogadores e treinadores que recebem assim tanto? Ou será a Federação de Patinagem de Portugal, que vai "cortando as pernas" às equipas portuguesas, com taxas de inscrição e transferências altíssimas, na qual muitos clubes para pagar tudo isto, deixam de ter para outras despesas, como aos jogadores e treinadores, despesas de viagem às ilhas, em que aconteceu vezes de mais, as faltas de comparência, saindo a multa de não jogar muito mais barata do que a despesa dos bilhetes de avião, e se for o caso de um hotel para a equipa pernoitar.

Algo vai mal no Hóquei em Patins, mas apesar da crise, ainda há muitos clubes sérios, com dirigentes e simpatizantes que vivem intensamente o Hóquei, e fazem com que a nossa modalidade não desapareça cada vez mais do mapa de Portugal, virando costas a muito custo, de todas as despesas que um clube tem!

Comentários

  • Hugo Azevedo [Não autenticado | IP: 213.22.xxx.xxx]: Bom artigo. Finalmente este assunto foi abordado.

    Creio que todos os leitores conhecerão por alto quanto custa - taxas, arbitragem, policiamento e organização de jogos - ter uma equipa na primeira divisão.

    É bastante óbvio que a Federação anda a usar esse dinheiro de forma "ineficaz", para não usar uma palavra mais popular.

    De qualquer forma, enquanto os clubes não se unirem e conversarem todos, os problemas financeiros manter-se-ão.

  • goncahoquei [Não autenticado | IP: 193.136.xxx.xxx]: Claro que a FPP, que está em período de eleições, não tem tido um comportamento exemplar no apoio à modalidade. Veja-se o que fazem outras federações para se entender que o que tem sido feito é muito pouco. As crises podem ser uma boa forma de reabilitar a modalidade, procurando melhorar a sua divulgação e dando-lhe visibilidade. Somente aumentar as despesas dos clubes parece-me ir no sentido contrário àquilo que seria necessário, mas as eleições estão aí e felizmente o hoquei nacional tem ainda muitas das suas glórias no mundo dos vivos.
    Vamos todos unir-nos em prol da modalidade de que tanto gostamos.

  • Marsim [Não autenticado | IP: 93.108.xxx.xxx]: isso das taxas de arbitragens, é giro, os clubes dizem que pagam, mas elas pelo menos não chegam a quem deviam,os árbitros pelo menos já vão com 4 meses de atraso. tambem pagam a crise e bem.

  • otrebla [Não autenticado | IP: 188.83.xxx.xxx]: Muito bem observado por alguns mas continuam a não utilizar os jovens que pagam 1 taxa de tanga criada pela FPP para incentivar as equipas a colocar nas fileiras jovens saídos dos Juniores mesmo com a dita crise continua-se a contratar pessoal na pré-reforma ...será a FPP responsável por estas brincadeiras ???? ...digo eu

  • Exacto [Não autenticado | IP: 95.92.xxx.xxx]: Epah.. clubes com problemas financeiros preferem gastar dinheiro a ir buscar jogadores "velhotes" de fora do que apostar na casa.. e ate ir buscar nos 1ºs anos de juniores para o lugar de atletas na casa e que merecem o lugar. Isto é um escandalo. Não é só dinheiro, é o umbigo dos papás qe funciona. Digo isto pq filhos de atletas internacionais e de grandes clubes, mesmo sem valor, sao uma aposta miraculosa de muitos lados. tenho pena que a NOSSA modalidade vá por estes caminhos, e triste para mim e para outros atletas. Revoltante

  • Anonimo [Não autenticado | IP: 193.127.xxx.xxx]: Para ajudar, algum conselheiro tecnico da Federação teve a "brilhante" ideia da alteração das idades dos escalões de formação o que irá mandar para fora da modalidade imensos miudos dos juniores que teriam mais um ano para jogar, pois antecipa para 19 e não 20 anos a idade de subida a senior. já é dificil arranjar novos praticantes, mas os "iluminados" querem acabar precocemente as carreiras desportivas de muitos atletas que não têm ainda maturidade para jogar nas equipas seniores.

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