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Mãe, o arbitro expulsou-me!

Mãe, o arbitro expulsou-me!
O que é mais grave? A expulsão de um atleta por injuriar o árbitro, ou a presença da mãe num local de acesso restrito a adeptos?

No hóquei em patins há muita coisa que está mal. Na sociedade atual, também.
O “Mundo do Hóquei” deixa a pergunta: de cada vez que um árbitro expulsa um jogador, tem de aturar as birrices dos pais?

De modo a não cometer os mesmos erros dos chamados “Jornalistas Profissionais” que relataram acontecimentos sem ouvir as duas partes, nem julgar com a devida importância os lados da questão, decidimos elaborar um artigo de opinião. Ficamos a aguardar a vossa opinião.



Tudo se passou num jogo disputado na passada noite de terça-feira, no Pavilhão do Dramático de Cascais, entre os juniores locais e os «vizinhos» dos Salesianos do Estoril. A partida era relativa à Taça APL, organizada pela Associação de Patinagem de Lisboa.

O árbitro João Paulo Romão, teve de atuar de forma ativa ao longo da partida, que foi intensa e teve alguns casos mais problemáticos, nomeadamente um lance onde existiu um desentendimento entre dois atletas das duas equipas, tendo ambos recebido a cartolina azul.
O atleta visitante terá acatado a decisão do experiente árbitro, mas o atleta do cascais terá injuriado o juiz da partida, tendo recebido de imediato vermelho.
Nas bancadas os ânimos exaltaram-se, especialmente entre os familiares mais próximos do atleta em causa.

Já no final da partida, o árbitro dirigiu-se ao túnel de acesso aos balneários onde terá sido atingido com água e recebido insultos por parte dos adeptos locais, que se encontravam na bancada localizada por cima dos balneários, tendo cometido o erro de responder verbalmente.

De imediato, foi confrontado com a presença da mãe e irmã do atleta expulso que lhe exigiram explicações pelo sucedido. Com a postura conhecida do arbitro ( indiferença que por vezes pode ser rotulada como arrogância...  ) que já está habituado a este tipo de situações, seguiu para o seu balneário, que se localiza numa área de acesso restrito ao publico em geral.
Nessa mesma altura a mãe do atleta terá tentado o contacto físico, e, como é compreensível recebeu resistência...


Já por várias vezes ao longo dos anos, o “Mundo do Hóquei” informou várias situações semelhantes, e continuamos com duvidas.

O que é afinal mais grave? Um atleta em formação não ter respeito pelo juiz da partida? Ou esse mesmo juiz castiga-lo com um cartão?

O que é afinal mais grave? Um atleta ser expulso por comportamento anti-desportivo? Ou um árbitro ser insultado constantemente pelos familiares, que muitas das vezes desconhecem as regras do jogo?

O que é afinal mais grave? Um árbitro defender-se de uma agressão? Ou a «mãezinha» de um atleta entrar numa zona restrita do pavilhão, sem oposição da policia e, ainda por cima, exigir explicações de um árbitro experiente, com cerca de 20 anos de carreira?

O que é afinal mais grave? Um jovem ser expulso da sala de aula por mau comportamento? Ou a mãe agredir o professor por ter castigado o filho?

O que é afinal mais grave? Dê a sua opinião!

Comentários

  • Rita E Vando Correia: Os Juniores do Estoril são da Associação da Juventude Salesiana, que por sua vez fica nos Salesianos do Estoril (ESSA)...

  • Pedro Alves: Relembro que este texto é um artigo de opinião, não interpretem como sendo uma noticia.

  • João Sousa [Não autenticado | IP: 85.138.xxx.xxx]: Desconhecendo exactamente o sucedido porque não estava presente e perante a informação escrita, analiso de duas formas:
    Um árbitro que está a desempenhar a função, não deverá responder para a bancada apesar de ser humano e custar a ouvir certas palavras, no entanto se não conseguir ignorar, terá dificuldade de ter bom desempenho o que originará outros problemas como acabou de acontecer.
    A outra analise, diz respeito aos pais que não toleram as atitudes condenáveis dos seus filhos, ofendem verbalmente com insultos que sabemos dando razão ao seu filho, quando deveriam agradecer a alguns árbitros que tentam educa-los aplicando as regras do jogo.
    A experiência faz-me dizer que as situações por vezes acontecem porque as autoridades (não todas) presentes nos recintos desportivos parecem colaborar com as atitudes ao não dar a devida proteçãode forma a evitar os problemas.
    O problema acontece nas várias modalidades colectivas e deverá ser debatida e tomadas atitudes com a finalidade de proteger atletas que por vezes deixam o desporto por erros que poderia ser evitados.

  • Pedro Gonçalves: Olá Pedro.

    Antes demais deixa-me elogiar-te pelo excelente artigo em que promoves uma reflexão sobre todos estes acontecimentos.

    Depois, referir que estive no local e assisti a tudo o que despoletou os acontecimentos. Já o que ocorreu no túnel não tive oportunidade de ver.

    Em primeiro lugar dizer que o atleta em questão chama-se Ricardo Machado, joga hóquei há 14 anos, tem o seu currículo disciplinar totalmente limpo e é uma das jovens promessas do clube no momento. Teve um momento de inconsciência, acontece, acontece a todos.

    Em segundo lugar, esclarecer que a expulsão do Ricardo e todos os incidentes entre os familiares dele e o árbitro ocorrem em momentos diferentes e por isso ESPERO SINCERAMENTE que a sanção disciplinar do Ricardo não seja decidida com base nos acontecimentos que envolveram a sua família, pois com isso nada ele teve a ver e todos os que lá estiveram sabem disso perfeitamente.

    Depois, respondendo às tuas perguntas:
    - É grave que dois elementos estranhos ao jogo consigam chegar ao balneário do árbitro em poucos segundos.
    - É grave que um jogador insulte um árbitro, da mesma forma que é grave que um árbitro insulte um elemento da bancada. Entendo que são momentos de maior nervosismo que podem ser evitados mas também eu já lá estive dentro sei que por vezes é complicado ficar de boca fechada perante certas situações.

    Ainda de salientar que em nenhum momento os familiares do Ricardo se dirigiram ao árbitro já no túnel devido ao cartão vermelho mostrado. Isso aconteceu apenas depois do insulto proferido.

    E MAIS UMA VEZ DEIXO UM APELO AO CONSELHO DE DISCIPLINA DA APL: O Ricardo nada teve a ver com o que se passou no final do jogo! Separem as águas e sejam justos na avaliação dos factos!

  • Bruno Daniel: É grave da passividade das autoridades, mas isso já é habitual em tudo eles só querem o ordenado ao fim do mês, é grave o clube ter permitido o acesso da mãe/irmã aos balneários para confrontar o juiz sobre a expulsão, quantos as reacções do publico, em qualquer parte do mundo existem e vão existir, o clube teria de ser castigado pelo fácil acesso de pessoas desconhecidas ao jogo, colocando a integridade física do juiz em causa.

  • Pedro Bento: Não vou comentar a gravidade da situação no q diz respeito ao jogador pq não presenciei. Mas grave é haver em Portugal um árbitro de hóquei q sistematicamente responde, provoca com palavras e insulta quem está nas bancadas. Isso sim já presenciei vezes de mais e por vezes estes senhores só colhem aquilo que semeiam. Este Paulo Romão é exemplo disso e se não tem cuidado com o que diz para as bancadas, mais vezes irá acontecer.
    Quanto ao facto de pessoas "estranhas" terem acesso aos corredores ou balneários, é obviamente grave.

  • Helder Silva: Como não estive presente não devo tecer comentários sobre o assunto.
    A unica razão que me leva a escrever, tem a ver com o facto de recear que seja o jogador o unico a pagar por isto tudo.
    Por atitudes dos pais, correctas ou não, espero que os "amigos" não se vinguem mais uma vez, como infelizmente o vêm fazendo há muitos anos a esta parte.
    É o tal " modus operandi " que intimida e catiga todos aqueles que não alinham e não aceitam, quer com a incompetência dos árbitros, quer o mau caracter de grande parte deles.
    Atenção ao castigo.

  • Canavarro: http://www.ojogo.pt/28-76/artigo976632.asp

  • Marsim [Não autenticado | IP: 93.108.xxx.xxx]: Penso e deram-me cabeça para pensar, mas pouco. Que lendo a opiniao e da descrição dos factos, que a situação que se passou, teve mais a haver com senhora de atirou agua com para o árbitro, que com a expulsão. Por isso não devemos misturar as situações. O jogador certamente será castigado na base em que foi expulso. Quanto ao resto, se existe pessoas que mais são injuriadas e mal tratadas de todas as formas e feitios são os árbitros. Isto com conivência dos próprios ao não agir no momento certo e forma certa. Mas pergunto qual o momento certo e forma certa, chamar a policia, mandar agir os responsaveis dos clubes.
    Não seria melhor, que todos em vês de assobiarem para cima para ver a banda passar, era ser mais pro activos em materia de segurança.
    POrque razao em muitos pavilhoes os árbitros são injuriados e cuspidos com as forças de segurança a ver ou dirigentes dos clubes e estes nada fazem, a não ser que o arbitro seja o mau da fita e faça queixa do acontecido.
    Porque será só o arbitro tem que ser como alguem muito importante na historia universal, oferecer a face direita a quem lhe bateu esquerda. Porque será que só os árbitro são os incompetentes e pessoas de mau carater. Porque todos nós não assumimos um pouco da nossa culpa, ao não trabalhar o que deviamos, ao não respeitar o outro para sermos respeitados.
    Esse caso deverá acima de tudo fazermos uma reflexão do nosso comportamento, enquanto pais, enquanto amantes de uma modalidade, enquanto árbitros (para quem o for), enquanto responsaveis da organização de um espectaculo seja a nivel de clube, associativo ou federativo.
    Os espectaculos desportivos seja qual for, cada vez mais assemelham-se ao circo dos gladiadores da antiga Roma. Uns combatem, outros gritam, "matem , matem" e quanto mais sangue houver na arena mais o povo reburiza.
    Siga a festa, enquanto ninguem morrer não á problema, é tudo legal

  • Bernardo Manuel: Olá
    quero desde já informar que eu estava lá e vi o que aconteceu.
    O arbitro não apitou o jogo correctamente,no entanto na parte dos cartões, ele foram bem mostrados.
    No final do jogo, os adeptos estão a refilar com o árbitro(que acontece frequentemente quando este não apita como deve ser). O Romão sai do campo e começa a rir-se para a bancada, como que se tivesse a gozar com os adeptos. Então,com esta provocação, houve uma mãe que se passou(que por mera coincidência era a mãe do jogador expulso do Dramático) e mandou com água que tinha numa garrafa.A obrigação do árbitro era seguir para a sua cabine. MAS não,voltou a trás e fez a seguinte pergunta:"quem foi a vaca de merda que me atirou água".Ora a dita senhora passou-se e foi ter com o árbitro. Ora, o árbitro, que já estava na cabine, ouviu a mulher e foi ter com ela (até um espaço intermédio, onde as pessoas podem estar sem conseguir chegar à cabine do árbitro) e com a bola de jogo, que não entregou, e interceptou ainda estava a senhora a descer as escadas.Com a bola, este sujeito deu uma pancada forte na cara dela, fazendo com que esta ficasse com um hematoma grande.Então, como qualquer pessoa, a senhora defendeu-se e começaram a lutar. Mas não por muito tempo, visto que rapidamente chegaram pessoas e os separaram.
    O arbitro foi posto dentro da cabine e a mãe foi para cima.

    CONCLUSÃO:Quem começou esta confusão foi o senhor João Paulo Romão, que tem como obrigação não ouvir as acusações da bancada e seguir para a bancada mas não o fez.Voltou atrás e insultou uma senhora. Depois disto, vai a entrar na cabine e volta para trás para a interceptar. Isto tudo para arranjar confusão, que já é normal neste árbitro
    Recordo, que este senhor pediu anteriormente para não apitar mais jogos do GDSC e no primeiro jogo que o faz depois disso, apita mal

  • Fernando Moreira: Boa Noite,

    Na sequência do artigo de opinião que faz a apologia do arbitro e que se compreende pois dá a ideia que foi feito a pedido uma vez que quem o efectuou não estava presente, teci alguns comentários mas pelos vistos não foram aprovados. É pena pois denota que a intenção não foi recolher diversas opiniões mas sim tentar defender um indivíduo que se colocou mais baixo que o jogador que expulsou por o ter injuriado.
    Espero que na próxima situação possam publicar mais opiniões sobre o tema que lançarem para discussão.
    M/ melhores cumprimentos,
    fmoreira

  • Fernando Moreira: Este meu comentário vem na sequência de um outro que não foi publicado. Será que agora seria possivel colocarem também o comentário inicial?
    Agradecido,
    fm

  • Pedro Alves: Boa noite Sr Fernando Moreira, agradeço que NÃO MINTA, você NÃO FEZ QUALQUER TIPO DE COMENTÁRIO, e se não foi aceite foi porque não se identificou devidamente.

  • Pedro Alves: PS: Não sou de «pedidos» como o senhor diz, se reparar bem é um texto baseado nas duas versões ( arbitro e mãe ). Não sei quais são as suas «companhias» mas «pedidos» desses não entram no meu dicionário, se fosse um texto «a pedido» teria simplesmente dito algo como «ah, coitado do árbitro que levou porrada de uma senhora, tudo mentira, a senhora tá a mentir». Ganhe juízo antes de colocar em causa a minha seriedade enquanto pessoa, penso que você já tem idade suficiente para deixar de brincar às «mentirinhas». E aproveito este meu comentário para avisar os comentários a esta noticia serão encerrados ( não haverá novos comentários nesta noticia ). Caso tenha mais alguma dúvida tem o meu contacto neste website, envie e-mail.

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