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Hóquei em Patins «Apostar na China»

Hóquei em Patins «Apostar na China»
Artigo de opinião, escrito por Helder Antunes, responsável pelo «Treinadores HP»

Começo esta publicação de índole pessoal por pedir desculpas a todas as pessoas que irão reler aqui um pouco daqui que em conversas informais e troca de opiniões tiveram para comigo.

Outro, depois de lerem esta publicação, também se questionarão sobre o que tem esta publicação a ver com o formato do blogue THP – Treinadores de Hóquei em Patins e nesse sentido afirmo desde já que esta publicação é um resumo de ideias por parte de muitos treinadores da modalidade acerca do que poderá ser o futuro do hóquei em patins.
Comecemos então por uma breve revisão do passado que muitos não saberão, mas que ainda hoje poderá ter alguma influência na modalidade.

Algum do descrédito e perca de visibilidade que a modalidade teve poderá estar na associação que muitas entidades e pessoas fazem do hóquei em patins ao regime ditatorial do Sr. Salazar. O hóquei em patins foi sempre uma modalidade acarinhada por esse regime e prova disso é o facto do hóquei em patins, nomeadamente a sua seleção principal ter sido sempre a única seleção a ser recebida pessoalmente nos aeroportos pelo Sr. Salazar e quer queiramos ou não, isso fez sempre com que a modalidade fosse sinonimada de uma modalidade da ditadura. Com a queda do regime ditatorial, começa também o “declínio” do hóquei em patins.

É sempre importante perceber-se este tipo de razões que muitas das vezes estão associadas ao crescimento ou decrescimento de algo.
Passando agora mais ao presente da modalidade, penso que neste âmbito não há muito a dizer, uma vez que todos os agentes que estão ligados atualmente à modalidade sabem muito bem qual é o presente da modalidade. Então, faz é mais sentido “ter-mos ideias” ou sugestões para o futuro para que a modalidade possa ser catapultada e merecer o lugar de destaque que merece.
Em termos futuros e, a curto prazo, penso que deveríamos seguir o exemplo de outras entidades e apostar na China…
Porquê a China?
A China tem somente 1,3 biliões de habitantes, o que corresponde aproximadamente a um sétimo dos habitantes da Terra. Juntando a isso o potencial económico que tem, faz todo o sentido apostar nela.
Temos de nos convencer que a nível mundial continuamos a ser uma modalidade regional e em meu entender não faz sentido apostarmos numa globalização impossível do hóquei em patins, faz sim sentido, é apostar bem e em locais estratégicos como a China.
Porque não começar a vender jogos de hóquei em patins à China? Porventura numa fase inicial teríamos de pagar para os jogos passarem lá, mas porventura começariam a ver hóquei em patins uns 4 ou 5 milhões de pessoas e quiçá esse número rapidamente crescesse e chegaria o tempo dos chineses quererem comprarem jogos de hóquei em patins.
Já imaginaram o que são 4 ou 5 milhões de chineses a verem e a interessarem-se por hóquei em patins? Apenas quase metade da população portuguesa…
E quando os chineses descobrirem que equipas como o FC Porto, SL Benfica e FC Barcelona têm hóquei em patins…
Será que não valerá esta aposta?
Já imaginaram o que seria os chineses começaram a fabricar material de hóquei em patins? Isso poderia revolucionar muita coisa, nomeadamente o material ficar a custos bem mais acessível  para todos e até para as nossas escolas se equiparem minimamente de forma a que o hóquei em patins pudesse começar a ser abordado nas escolas.
Fica aqui a ideia.

Outros pontos fundamentais para o futuro da modalidade e dos quais alguns já aqui foram abordados em algumas publicações são:
- Existirem organismos autónomos nacionais e internacionais somente de hóquei em patins;
- A modalidade ter o mesmo nome em todo o Mundo;
- Os stick’s por exemplo, com todo o respeito que os fabricantes me merecem, terem Nike e Adidas estampados, faça-se publicidade;
- À semelhança do que se faz em Espanha, todos os jogos transmitidos na TV, independentemente do pavilhão onde decorre o jogo, ser sempre o mesmo piso claro e somente com as linhas de hóquei em patins visíveis. Em Espanha há um acordo entre todos os clubes e uma entidade responsável assegura a colocação de um piso amovível para que os jogos sejam transmitidos na TV sem prejudicar os telespectadores.

Isto são pontos-chave que podem tornar a modalidade apetecível e que carece previamente de investimento. Mas sem investimento nada feito. E um bom investimento gera sempre retorno.
A modalidade nunca poderá ser olímpica sem primeiro dar passos deste género. O ser olímpica será sempre uma consequência de um bom investimento e de uma boa promoção da mesma.


Autor: Helder Antunes TreinadoresHP

Comentários

  • Nelson Alves: Os macaenses têm feito o possível para tentar expandir a modalidade, mas sem ovos não há omeletes. O hóquei em patins tem um potencial enorme no sul da China o que, a bem dizer, já não seria nada mau. Outro país com grande número de habitantes e com cada vez maior poder económico (e muitas tradições no hóquei em patins...) é a Índia. E... não precisamos de ir mais longe. Já alguém ouviu falar de um país que está a crescer muito, chamado Brasil?

  • Allan Monteiro [Não autenticado | IP: 186.241.xxx.xxx]: Por que não o Brasil?
    Um país que tem uma proximidade cultural muito grande com Portugal além de ser um país tão carente em número de modalidades esportivas.
    Poderia começar investindo na região Nordeste onde já existe, na cidade de Recife, clubes que praticam hóquei e a partir de Recife expandir para o restante do Estado de Pernambuco e para os outros Estados que Recife exerce grande influência como Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte alcançando assim uma população de aproximadamente 18,5 mihões de habitantes, além disso a região Nordeste é a região que mais cresce economicamente no Brasil e onde só existe clubes profissionais de futebol, diferente do Sul e Sudeste onde o hoquei teria que concorrer espaço com equipes de futsal, volei e basquete. A partir do momento que o Brasil conseguir montar uma seleção competitiva e conquistar titulos chamaria atenção da mídia do eixo Rio - São Paulo passando a ser difundido rapidamente para as outras regiões do Brasil.

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