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Mundial de Hóquei em Patins, San Juan 2011

Paparuco e o roubo Espano-Suiço

Paparuco e o roubo Espano-Suiço
Apanhámos novamente o Paparuco do Cartão Azul, desta vez abriu o bico e saiu algo relacionado com o Portugal - Argentina para o Mundial de Hóquei em Patins 2011

Trocar o aveludado dos lençóis, pelas almofadas do sofá, pareceu-me o programa perfeito para a madrugada de hoje, após ter vibrado com a Selecção de Moçambique, preparei-me para ver Portugal, tentar chegar á final do Mundial de San Juan.

Mal sabia eu, nem no pior dos meus pesadelos, que em vez de um simples jogo de hóquei em patins, ia assistir a um filme de terror protagonizado por dois actores da nova geração do cinema fantástico, um tal de António Gómez Espanhol e o seu "partener" Eurico Armati Suíço.

Esses dois actores de branco imaculado, cedo começaram a interpretar o guião escrito pela CIRH, cujo prefácio já havia sido apresentado quando da mudança da hora do jogo. E quais interpretes candidatos aos Óscares de melhores actores, nem foi necessário duplos para interpretarem o papel, que passou por faltas, inventadas, golos anulados, livres directos mandados repetir até a Argentina fazer golo, e conseguirem quando a Argentina atingiu a 9ª falta estar cerca de 15 minutos sem assinalar nenhuma falta de equipa para os azuis celestes, e elas a acontecer umas atrás das outras, com lances dentro da sua área merecedores de grande penalidade, e como se isso não bastasse, eis que os dois actores principais não satisfeitos com a candidatura ao Óscar da "maior roubalheira do mundo" e de "maiores palhaços sem nariz vermelho", lutam para conseguir entrar no Guinness World Book of Records, ao inclinarem o ringue de San Juan no sentido da baliza Portuguesa, enfim são artistas de topo, palavras para quê???

Os nossos jogadores, lá iam lutando contra sete, e tentando contornar tamanha adversidade, mas as condições não permitiam, o "vento" soprava de ambos os apitos com uma fluidez nunca vista, e a "corrente" provocada por esse "vento" não deixava Portugal navegar em águas safas, e a cada "onda" que era superada, aparecia uma de maior dimensão, que ia deixando a nau Portuguesa, quase à deriva, não fosse a valentia de nossos Marinheiros e o pulso forte do Homem do leme, que por vezes foi atormentado pelo vento que soprava do quadrante Espano-Suiço.

O tempo passava, e a nau lá ia navegando rumo ao porto final, mas o "mar" passava de grosso a tempestuoso, e ao longe o Marinheiro do cesto da Gávea já avistava o Adamastor, mas desta feita os Marinheiros Lusos, ao invés de Vasco da Gama, não tinham um Adamastor, mas sim dois, que ali estavam no promontório, com a função de não deixar a nau dobrar o Cabo não das Tormentas, mas sim do "Gamanço" e chegar a bom porto.

Nas últimas milhas, ainda surgiu um raio de esperança, que atravessou o negro dos Céus, e iluminou os Marinheiros Lusos, mas logo o "vento" voltou a soprar e a afastar essa ténue esperança de levar a navegação por mais algumas milhas.

Assim terminou esta madrugada que havia ter sido de desporto puro e simples como o Barão de Coubertin idealizou no renascimento dos Jogos Olímpicos, depois de 16 séculos da sua extinção, mas não, houve alguém que neste caso num enlace perfeito entre Suíços e Espanhóis fez questão de deturpar, a mando de alguém, e aí apetece-me parafrasear o Octávio Machado que dizia «vocês sabem de quem estou a falar» a verdade desportiva, quiçá sem benefícios próprios, mas contribuindo para um descrédito total da modalidade, que passo a passo caminha para o fim anunciado, em detrimento de futsal, andebol e afins, onde a verdade desportiva, por vezes esquecida, não toma proporções destas e assim quer queiramos, quer não está na altura de dizer BASTA, e dar aquele murro na mesa que tarda em aparecer, seja dado pela Federação, seja dado pelo Instituto Português que tutela o desporto, sob pena de por mais Marinheiros bem treinados que tenhamos, por mais forte que seja o pulso do Homem do leme, por mais actualizadas que estejam as cartas de navegação, nunca chegarmos a bom porto, pois no meio das tempestades e das tormentas, aparecem sempre umas figuras bem reais, mas com contornos míticos a travar o rumo a porto seguro, seguindo sempre as regras de quem no Olimpo (leia-se CIRH) mexe os cordelinhos como do jogo “O Risco” se tratasse.


* Pararuco vive em cativeiro, mais própriamente no Cartão Azul

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