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Criticar , construindo

Criticar , construindo
Em 2002, preocupado com o estado do hoquei em patins na altura, (que infelizmente dez anos depois se veio a verificar) apresentei um conjunto de propostas à Federação Portuguesa de Patinagem, que anexo em baixo na integra. Não alterei o texto e sei que,

Proposta para alteração e desenvolvimento da modalidade.

Hóquei em patins

Autor : Helder Silva

Criticar construindo!

As ideias que apresento de seguida, só foram possíveis porque, tendo acompanhado regularmente o hóquei em patins nos variados escalões, fui recolhendo opiniões de jogadores, treinadores e adeptos.
Tive também a oportunidade ver e conhecer de perto outra modalidade similar nas bases, que tem um poder impressionante em quase todo o mundo, grande número de praticantes, clubes, associações, ligas, federações, apoiada num suporte económico / financeiro gigante. Refiro-me ao hóquei no gelo.
Esta modalidade tem passado por um desenvolvimento constante, no entanto no seu trajecto, também tem sofrido consideráveis alterações, na busca da evolução em todos os seus elementos, desde equipamentos, segurança de atletas, publico, regras, recintos e pavilhões, etc.
O facto de referir “quase todo o mundo” é a realidade. Para dar uma ideia, Portugal é o único país da Europa que não tem uma pista de gelo oficial. Falar do clima, não serve de desculpa porque, o gelo além de artificial, tem custos de manutenção bem menores do que em países frios, porque o maior consumo de energia é destinado à temperatura ambiente do pavilhão. Em relação ao facto de Portugal não ter tradição, vários monitores que passaram pela mini-pista de Viseu, foram unânimes em considerar os portugueses com uma capacidade acima do normal para aprender a patinar, e aqui convém referir que por certo se deve à grande importância do hóquei em patins, porque segundo eles, temos o “balanço corporal correcto”.


Hóquei em linha / Hóquei no gelo “versus” Hóquei em patins.

O facto de o hóquei em linha ter origem no hóquei no gelo, beneficiou com a evolução de elementos comuns. No período do chamado “defeso” da competição de gelo ser alargado e as pistas encerradas cerca de 2 meses, alguns jogadores começaram a organizar partidas com patins em linha.
O crescimento foi de tal ordem que, dados de 2001, referenciavam o hóquei em linha como a modalidade com maior crescimento mundial em 1998, 1999, 2000 e 2001. Esta vertente da patinagem “SÓ” tem cerca de dez, doze anos de existência. Começou com jogadores em final de carreira oriundos do gelo, depois com gente nova, e hoje conta já com largas centenas de milhares de praticantes em todo o mundo, sendo importante referir o nível e a enorme quantidade de novos valores, em Espanha, Itália e França, existindo já ligas 100% profissionais.
Agora, no que mais NOS IMPORTA, em relação ao hóquei em patins, sugiro que aproveitemos este balanço, apanhando o barco que segue a todo o vapor, com humildade, tirando partido aqui ou ali, no fundo onde seja necessário para o bem da modalidade que tanto gostamos. O hóquei em patins precisa de renovar o oxigénio que respira, e em alguns pontos não será assim tão difícil ou complicado.

Algumas considerações

Procurando uma melhoria e crescimento da modalidade, aspectos como mesquinhez, desconfiança, aversão à mudança, e principalmente ideias pré-concebidas, não terão lugar no caminho para resultados positivos.
É possível que, por meu desconhecimento, algumas destas situações já estejam por vós equacionadas, outras encontrem factores para que possam ser consideradas autênticos disparates, mas considerem que, a intenção é a melhor, não pretendo nem tenho qualquer tipo de interesses financeiros ou de protagonismo… apenas observo, registo e vivo a modalidade. Além do mais, tudo o que aqui apresento, é tão-somente, a apresentação das minhas ideias.




Proposta de alterações ou modificações

• Regras de jogo
• Equipamentos
• Pavilhões/Pisos
• Animação nos Recintos
• Árbitros
• Estatísticas
• Protecções


 

  Regras de jogo



Linha de anti-jogo

Abolir esta regra no sentido de;

• Aumentar a velocidade do jogo e favorecer os jogadores com melhores condições técnicas e físicas.
• Novos esquemas tácticos.
• Maior rotação de jogadores, por aumentar a exigência física.
• Possibilidade de pressing em todo o campo, aumentando a velocidade em contra-ataque, etc.

Pontos negativos

Segundo alguns atletas ou treinadores, passaria a existir possibilidade de jogadores mais tecnicistas, para defender resultados, esconderem a bola atrás da baliza. Penso que não fará muito sentido, uma vez que, ao estarem mais perto da sua baliza, ficariam também, mais perto de sofrer um golo.

Importante
Estipular um tempo limite, para que em posse de bola, se ultrapasse a linha de meio campo.



 Cartões e sanções disciplinares

Manter as três cores utilizadas, sendo o amarelo para advertência, mas, ao segundo, mostragem de cartão vermelho e consequente suspensão de 2 minutos, ficando a sua equipa com um jogador a menos.
Se entretanto a equipa do jogador punido, sofrer um golo, termina automaticamente a suspensão do jogador (só no caso de 2 minutos).
Para uma falta mais grave, ou reincidência do mesmo jogador, o tempo de suspensão passa para 5 minutos, (vermelho), no entanto, se a equipa sofrer um golo, termina a suspensão de equipa, entrando outro jogador, mas não o jogador penalizado, que se deverá manter no banco de suspensão, até cumprir o tempo total (5 minutos). Para faltas violentas ou nova reincidência, (azul) e a suspensão passa para 10 minutos, sempre da mesma forma, terminando a suspensão de equipa, logo que sofra um golo, mas o jogador penalizado terá que cumprir o tempo total. A suspensão seguinte será a exclusão imediata do jogo. As sanções serão sempre a aumentar, não podendo qualquer jogador sofrer a mesma penalização duas vezes.

Equipamentos dos jogadores

Os equipamentos utilizados no hóquei em linha, nomeadamente caneleiras, patins (bota, chassis, rodas), cotoveleiras, sticks, rodas, etc, beneficiaram com a mais alta tecnologia, utilizada para o hóquei no gelo.
Este material, comparado ao utilizado no hóquei em patins, é o dia para a noite, quer a nível de qualidade dos materiais utilizados na confecção, conforto, segurança, peso, aspecto visual, etc.
Convém lembrar que, no hóquei em patins, só agora começaram a aparecer umas cores nas botas, mas, quase todo o restante material, está obsoleto. As joelheiras, cuja eficácia é bastante limitada, as caneleiras que, em oposição a remates, ou alguma stickada mais forte o seu efeito é praticamente nulo, as botas e chassis (materiais de fraca qualidade, no interior, e no exterior), com peso excessivo (por exemplo uma bota de linha além de pesar menos de metade, tem o interior normalmente em Kevlar, e gel nos pontos de fricção com o pé).
O modelo (design) das botas de hóquei em patins, precisa de um “restiling”.
No entanto, como quase todo o tipo de equipamento utilizado no hóquei em linha, não é apropriado, nem adaptável ao hóquei em patins, talvez a solução seja elaborar um dossier, com:

• Numero aproximado de praticantes, em Portugal e nos restantes países
• Valores e quantidades médias, de material utilizado numa época, por tipo e praticante
• Referir que em Portugal, a patinagem faz parte do currículo escolar obrigatório
• N.º de equipas e quantidade de escalões que praticam a modalidade

• Juntar vídeos com alguns jogos de vários escalões

• Um exemplar, como amostra, de cada tipo de material

Depois de pronto, ser apresentado, às grandes multinacionais de marcas especializadas neste tipo de material, como por exemplo a Mission, Jofa, Easton, CCM, Nike, etc. Caso alguma/s marcas se mostrassem interessadas em produzir e/ou fabricar material para o hóquei em patins, provavelmente estaria aqui, uma das soluções para o desenvolvimento da modalidade. O forte poder económico destas marcas, permitiria efectuar actividades de promoção em escolas, em parques de estacionamento, de hipermercados, praias, etc. O “nosso” conhecimento e enorme historial, aliado às mais altas tecnologias, um marketing bastante desenvolvido e agressivo, poderia decerto, ajudar a conseguir aquilo que muitos já não pensam possível … Os Jogos Olímpicos.


 Colocar o nome dos jogadores nas camisolas.


Um dos principais factores, que chama mais adeptos e novos praticantes a uma modalidade, é sem duvida o aspecto visual especialmente nos mais novos o sonho de jogar com uma camisola com o seu nome, ou até, para o adepto, ter uma camisola do seu idolo.

 Pontos Negativos nas alterações aos equipamentos

 Para ser o mais directo possível, penso que um dos principais motivos da estagnação do hóquei, se deve à “possível influência menos clara”, de marcas de pequena dimensão, principalmente a TVD, tendo como consequência um acomodar e estagnar do desenvolvimento e inovação, e quando a modalidade, exige mais e melhor material, o facto de dispor de meios e recursos técnicos bastante limitados, tem a resposta que conhecemos.
Poderemos um dia, falar de algumas situações bem caricatas, outras graves, que ao longo destes anos, tenho tido conhecimento, e só ainda não o tornei público, porque, infelizmente o mais lesado, seria o hóquei em patins.

Recintos / Pisos

Elaborar uma proposta para os clubes, para:

Alterar a cor do piso, utilizando cores mais claras, para aumentar a visibilidade e melhor acompanhamento das jogadas, quer de quem assiste no pavilhão, quer nas transmissões televisivas.
Inspeccionar e não permitir que, em alguns recintos se jogue hóquei, prejudicando a verdade e beleza do jogo e, por vezes, colocando em causa a integridade física dos intervenientes.
Sensibilizar os clubes, no sentido de, poderem desenvolver num espaço próprio, a venda de merchandising e material para a prática da modalidade. Desta forma, o negócio de venda de equipamentos poderia ser mais transparente, a substituição de algum material danificado num treino, seria de imediato solucionada e, no que diz respeito a novos praticantes, todos sabemos que, a compra de equipamento pelos pais, é fundamental, porque uma vez lá para experimentar, ao serem confrontados com os equipamentos em exposição, dificilmente fugirão às vontades dos filhos, e, depois de comprado, já será muito mais difícil, difícil desistir à primeira contrariedade.


 Animação nos jogos

 Cada vez mais, a importância de animação durante os jogos tem papel de relevo, quer em colocar musica antes de um jogo começar, durante as paragens e no final.
Ter um tema muito curto, sempre que a equipa da casa marque um golo, ou para incentivar o publico e os atletas, para minimizar os tempos mortos, (por ex. O Hóquei de Barcelos já está a utilizar algo parecido).
Assume também valor acrescentado, a presença de um speaker, que anuncie a constituição das equipas, informações sobre o próprio jogo, os marcadores dos golos, autores das assistências, substituições, mas também incentivar o publico e anunciar resultados e próximos jogos dos vários escalões do clube.
Cabe também ao speaker, orientar concursos e sorteios que venham a ser feitos.
Alguns tipos de concursos e sorteios: Pelo n.º de sócio (com as quotas em dia), e ou pelo n.º do bilhete de ingresso, sortear várias pessoas, para que durante o intervalo, de meio campo com um stick e uma bola tentem acertar numa das balizas, sortear camisolas da equipa, assinadas pelos jogadores, fazer acordos com grupos de ginástica da zona com saltos de trampolim, acrobática, para não só, divertir o publico presente, mas também a possibilidade de lavar mais pessoas aos jogos.
Negociar com empresas locais, para que comparticipem a troco de publicidade, com prémios para os concursos e sorteios.
Iniciar uma classe de animadoras, para criar coreografias para os jogos, que, durante o jogo estariam colocadas nas escadas das bancadas e no intervalo desceriam ao recinto.


 Árbitros

Face à notória falta de árbitros, especialmente novos elementos, junto à falta de conhecimentos e gosto, a pouca qualidade de grande parte dos existentes é enorme, (provavelmente terão sido convidados a abandonar outras modalidades, ou porque não tinham sucesso), sugiro algumas mudanças.


Equipamento / Vestuário


É urgente mudar os modelos actuais, ultrapassadíssimos, passando para cortes mais desportivos, por ex. Com riscas verticais pretas e brancas ou cinzentas, para equipamentos alternativos.
Os custos de criação e produção poderiam ser suportados com permutas publicitárias nos próprios equipamentos.
Estes equipamentos deveriam ser de qualidade e confortáveis.
Nas camadas de formação, acho excelente o modelo actualmente utilizado por jovens praticantes, (Juvenis e Juniores), a apitarem os jogos.
No entanto, sugeria que fosse feito com equipamento específico, fornecido pela FPP aos clubes, pelo menos dois equipamentos.
Mas a principal e mais importante medida seria autorizar estes jovens a apitar de patins, porque terá sido o prazer de patinar um dos factores de gosto pela modalidade. (Também existe o hóquei de sala e de campo)
Caberia aos clubes recolher e nomear os voluntários para todos os jogos em sua casa.
Começando desde novos a apitar jogos, além de passarem a ter melhor conhecimento das regras e situações de jogo, poderiam também, pela proximidade de idades fazer um excelente trabalho junto das crianças.
Ao apitar patinando, o arbitro está mais integrado no próprio jogo, pode até fazer um melhor acompanhamento dos lances, chegando muito mais rápido onde tiver que intervir pessoalmente.
Aproveitar os atletas que, ao não terem grandes hipóteses de seguir como jogadores, poderiam continuar ligados à modalidade ao mesmo tempo que não teriam que “arrumar os patins”.
Ter de correr, inibe alguns árbitros, o que faz com passem grande parte do jogo encostada às tabelas, acompanhando o jogo à distância.

Desvantagens: Os árbitros antigos e os “amigos” deles.
Solução: Com o decorrer do tempo, sempre que possível juntar numa dupla um arbitro a patinar, e com o normal processo de renovação (para novos árbitros, teria de ser imprescindível saber patinar), dentro de algum tempo todos os jogos passariam a ser apitados de patins.
Outra das soluções seria, ir passando os mais antigos para formadores, delegados da arbitragem para cada jogo, etc.
Para os escalões de formação, sugiro criar fichas infantis com regras e situações de jogo, adaptadas a cada escalão, para que as crianças fossem tomando conhecimento de todas as regras e comportamentos, e, em datas marcadas os técnicos lhes entregassem questionários escritos, que teriam de ser completados por exemplo num treino específico para o efeito.


Estatísticas

Alteração dos boletins de jogo, acrescentando as assistências,
(considera-se assistência, todo o passe que na sua imediata sequência, resulte em golo de outro colega de equipa)
Ser implantado logo desde os escalões de formação, funcionando com indicação para a mesa por parte do arbitro (como acontece actualmente no nosso campeonato de hóquei em linha), juntamente com indicação do marcador.
Vantagens: Diminuir o excesso de individualismo e protagonismo, que começa logo nas camadas jovens, alguns deles incentivados pelos próprios pais, (por várias vezes, assisti a pais dizerem aos filhos para não passarem a bola a este ou aquele, porque assim marcavam mais golos do que eles).
Aumenta o sentido de colectivo, entreajuda, espirito de equipa, companheirismo e motivação.
Com o tempo, criar condições para contabilizar outros dados referentes ao jogo, como por exemplo: n.º de faltas efectuadas, n.º de cortes/intercepções, intervenções dos guarda-redes, etc.


 Protecções

Pude constatar que, a questão da falta de segurança, é talvez a principal razão de muitas desistências, durante o período de iniciação, com excepção de casos onde as crianças, são familiares de antigos jogadores ou outros ligados à modalidade. (Fiz uma pesquisa junto de alguns clubes na área de Lisboa, e depois de alguns comentários para os órgãos de comunicação social, alguns …reconheço que não o fiz da forma mais correcta, mas o objectivo principal (alertar as pessoas para uma triste e perigosa realidade), recebi bastantes e-mails de pais e familiares de crianças que sofreram acidentes ou que deixaram de jogar por motivos de segurança).
Durante a fase de aprendizagem aumenta o risco de lesões na cabeça, no pescoço, coluna e nos olhos.
Em relação aos que continuam, recordemos que o hóquei (na iniciação e formação), talvez tenha a maior taxa de assistência nos treinos, (com todos os aspectos negativos inerentes e sobejamente conhecidos). Fazendo uma pequena análise, pude constatar que em grande parte, se fica a dever a receio de que possa acontecer algum acidente, principalmente quedas para trás, ou serem atingidos por uma bola ou stick, porque não só não têm noção do perigo, como também o facto de ainda não dominar bem a patinagem e equilíbrio, poderem fazer cair ou atingir inadvertidamente outro colega.
Grande parte refere-se ao facto de estarem sempre com medo que aconteça alguma coisa.

A meu ver existem 3 fases de risco, em todo o processo de aprendizagem. 1- Na fase de iniciação o risco encontra-se exclusivamente nos choques e nas quedas.
2- Nos escalões C, B, e A, além dos riscos anteriores, existe ainda o risco de serem atingidos por uma bola ou stick, num lance acidental.
3- No escalão A, onde já se domina a patinagem com alguma facilidade, aumenta a velocidade, a força de remate e principalmente a força de choque. Por todos estes motivos, penso que na iniciação, nos escalões C, B e A, deveria ser obrigatório o uso de capacete, e facultativo daí para a frente.
O facto de algumas mentes iluminadas, defenderem que se torna perigoso, no mesmo jogo uma criança com capacete, poder chocar com outra sem capacete, lhe poderia causar danos, eu pergunto:
Será que, se não tivesse capacete, o choque cabeça com cabeça, o que poderia provocar?
Agora, a diferença é que o capacete (só os homologados pela H.E.C.C.), não só absorve parte do contacto, mas também também protege pelo menos uma delas.
De qualquer forma, já fazem parte do jogo, nos guarda-redes, e a possibilidade de choque com um jogador de campo, também é possível.

Tipo de capacetes

Só deverão ser aprovados, capacetes devidamente homologados para o efeito (HECC), e não arranjados à pressa, com interesses não muito claros.

Vantagens. Salvaguardar a integridade física e a prática de desporto em segurança.




Sintra, 24 de Fevereiro de 2002

Helder Silva 
 

Comentários

  • Ze Pedro Ze Pedro: amigo, so uma correcção, para alguem que sabe muito de hoquei em patins, devia saber como se escreve o nome da unica equipa portuguesa campeã do mundo, nao é hoquei de barcelos, porque s assim fosse seriamos iguais aos outros, mas nos somos diferentes, e escreve-se ÓQUEI DE BARCELOS!

  • Helder Silva: Obrigado. Sem a sua ajuda, creio que todos estes temas propostos com o objectivo de "tentar" ajudar a modalidade, não faria sentido algum. P mais importante mesmo estava no nome da equipa que por sinal, dava como um exemplo positivo. Ao clube e aos seus adeptos, as minhas desculpas.
    É por estas e por outras, que estamos onde estamos e somos o que somos. Sinceramente.

  • Helder Silva: Mas como os anos vão passando e tudo muda, hoje, em 2011, apresentaria como propostas...

    1- O hóquei em patins precisa sair do "casulo" e chegar às escolas, um dos principais locais de "angariação" de novos atletas.
    a) Através de acordos com as Camaras Municipais, os Clubes em troca de apoios, justificando os apoios que recebem ou deveriam receber para fomentar o desporto.
    b) Os clubes, envolvendo e mobilizando os seus atletas, de Juniores e Séniores para cada um, "dar" pelo menos 1 hora por semana à comunidade e nessa hora ser "colocado" numa escola do concelho a ensinar as crianças a jogar hóquei ( ainda sem patins ).
    As Camaras têm subsidios especificos para quem o faça, embora pagando valores diferentes a licenciados e a não licenciados, fazendo mesmo contratos de prestação de serviços com essas pessoas e não falo de recibos verdes.
    c) Desta forma, o "bichinho" do jogar e competir seria passado de uma forma saudável, por quem sabe, porque afinal é alguém que deve ser motivo de exemplo para os mais novos.
    d) Da mesma forma, criar-se-iam laços especiais com essas mesmas crianças que provávelmente até se deslocariam ao pavilhão do clube, para ver jogar o seu professor ( isto acontece porque já vi e fui exemplo disso mesmo, enquanto joguei em Espanha e onde as coisas funcionam assim).
    e) Aos jogadores, seria ainda pedido, para darem " um olho" às crianças que pudessem vir a ser bons praticantes da modalidade, encaminhando-os, depois de conversar com os pais claro, para os treinos de iniciação do clube, então aí já com patins.
    f) Para que esta acção pudesse ter mais impacto, sugeria que fosse levada a cabo com sticks e bolas de floorball, por causa do preço, do peso, e da facilidade de poderem jogar em qualquer local sem estargar as paredes, ao mesmo tempo que trabalhando o stick-handling com este material, aumenta a sensibilidade e capacidade de executar depois com o stick e bola de hóquei em patins. (treinar com bolas + pesadas, desenvolve a força e capacidade muscular, treinando com bolas e sticks mais leves, desenvolve a motricidade fina, logo a sensibilidade e correspondente apuro da técnica individual aumenta)
    g) Possibilidade de mais adeptos e pessoas envolvidas nos clubes, logo, na modalidade.

    2- Procurar em cada zona, quais os colégios particulares com condições para a prática de hóquei em patins, ou mesmo estabelecendo acordos com os clubes e camaras para se disponibilizar os pavilhões durante o dia (estão às moscas) envolvendo os autocarros das juntas de freguesia.
    a) Da mesma forma, envolvendo e delegando a cada jogador do clube, pago pela Camara para orientar cada uma dessas escolas, cujo objectivo final, seria criar uma liga escolar com todos esses colégios, primeiro por concelho, depois por distrito e por ultimo a nivel nacional.
    b) Novamente, teriam de procurar "angariar" os melhores elementos para integrar as equipas locais.

    3) Esforço por parte da FPP, junto dos organismos do governo para "forçar" a que todos os pavilhões camarários disponham de tabelas, quanto a mim, um dos principais problemas da modalidade, porque com a evolução dos pisos (materiais) parte deles não são adequados nem se conseguem mesmo lá patinar.

    4) Alteração de mais algumas regras de jogo...

    a) Deixar de ser falta, quando um jogador falha o remate, creio mesmo que já estará a ser penalizado por não o ter concretizado. Não serve a desculpa de ser uma protecção para o adversário, pelo facto de o stick lhe acertar, porque mesmo sendo falta, não deixa de acontecer.
    b) Deixar de ser falta o jogador parar atrás da baliza.
    Não serve de desculpa o anti-jogo, porque hoje uma equipa tem ( creio que 45 seg) para rematar à baliza e dez segundos para passar a linha de meio campo.
    Essencialmente, evitar mais uma "paragem" de jogo.
    c) Os bancos de suplentes terem de mudar ao intervalo, obrigando os seus elementos a andar com a casa às costas durante o intervalo, mas principalmente dando aos treinadores opções de estar mais perto da defesa e também do ataque, coisa que hoje não se verifica, dando a sensação que se defende mais a defesa do que o ataque.

    Aos poucos, aqui irei colocando mais algumas sugestões que, valem o que valem e se destinam unicamente a TENTAR ajudar.
    Quando alguém fizer uma critica seja ela boa ou má, pelo menos que se refira só e unicamente à ideia em si, porque eu dispenso e não sou assim tão importante que o mereça.

  • Pedro [Não autenticado | IP: 94.132.xxx.xxx]: Deus nos livre de profanarmos o santo nome do todo poderoso e omnipresente Hóquei de Barcelos.... Ooops, queria dizer Óquei de Barcelos... Andam as pessoas preocupadas com o estado do desporto no qual reina (de acordo com o senhor...) o clube cujo nome não deve ser indevidamente pronunciado ou escrito, (ou será que já la vão mesmo uns anos que isso aconteceu...????) e no entanto, como é óbvio, é sempre mais importante salvaguardar a forma correcta como se escreve o nome dos clubes do que tentar mudar as coisas para melhor.
    Se tanta gente se preocupasse com a forma como se escreve o nome dos clubes e tantas mesquinhices se calhar o teu clube nem tinha chegado a ser campeão mundial devido a extinção desta modalidade que nos é tão querida mas que ao longo dos anos é relegada para 2º plano por outros desportos e pelas mais variadas razões, mas parabéns, vive do passado e esquece o presente, pode ser que quando acordes o teu clube já nem exista devido a alhada em que o mundo e o hóquei patins em especial estão metidos.

    PS: Não quero com isto insultar o teu clube até porque faz parte da história como um dos grandes clubes da história do hóquei em patins, mas simplesmente achei piada que num artigo tão extenso e útil simplesmente te tenha saltado à vista a forma incorrecta como foi escrito o nome do Hóquei de Barcelos.... Ó que caraças.... lá me enganei outra vez... ;)
    E agora sim já sendo mauzinho,orgulha-te do teu clube sim, mas não vivas do passado, é feio, e já existem muitos milhões em Portugal que o fazem infelizmente... ;)

  • Helder Silva: Mais algumas sugestões, para serem debatidas, alteradas, melhoradas, enfim o acharem por bem, que volto a dizer, valem o que valem e não se destinam a ENSINAR nada, mas simplesmente a ajudar a APRENDER.


    Parte II, Agosto de 2011


    1- Associção de jogadores, e sua participação activa, nos centros de decisão da modalidade, em Portugal


    À semelhença da existência de uma associação de árbitros, de treinadores e dos clubes, creio que seria de todo importante criar uma associação que pudesse representar os jogadores, defendendo os seus direitos, que pudesse apresentar soluções para o desenvolvimento da modalidade e que tivesse também participação activa na promoção do hp junto das camadas jovens, indo ao encontro do ponto 1 da minha proposta, Parte I, publicada no Mundook.


    2- Arbitros, seu recrutamento, e sinalética.


    Um dos principais problemas da modalidade, reside na fraca qualidade dos árbitros de uma forma geral. Tal se deve a meu ver, à forma como aparecem na modalidade e à falta de rigor na avaliação das suas prestações.
    Senão vejamos...
    Mais de 80% dos actuais árbitros da modalidade fizeram "escola" na arbitragem no futebol e no futsal, sendo que grande parte deles, aparece no hp, ou por desclassificações continuas, alguns mesmo terão sido "colocados na prateleira".
    Como o hoquei em patins é a modalidade "mais fácil" e muito mais acessivel, uma vez que vem precisando de árbitros como de pão para a boca, está garantida a entrada e encosto aqui, encosto ali, cá estão eles, óbviamente que provávelmente, terão de estar a jeito de pagar essa entrada fácil, sempre que assim seja necessário.
    Justiça seja feita que felizmente, já se mudou alguma coisa nos ultimos 2/3 anos a esta parte com o aparecimento de alguns elementos de qualidade que já pude testemunhar.
    Tenho bases concretas para justificar o que digo, bastando para isso pensar que os "movimentos" da bola, do stick, das travagens, dos ressaltos e em geral a patinagem é algo que está completamente fora de contexto para estas pessoas, o que já de si, é forte handicap no momento da decisão.
    Defendo que o árbitro de hóquei em patins tem de ter tido "escola" na modalidade, terá de ter sido praticante, nem que tenha sido só na iniciação.

    Aproveitar os escalões de Juvenis de ultimo ano e Juniores, para arbitrarem jogos dos escalões de formação, sendo da responsabilidade da equipa da casa a sua convocação, sabendo eles (ler mais à frente) que o poderiam fazer de patins.


    Sugiro então que:


    a) A actual Associação de Árbitros, "orientada e fiscalizada" pela Federação, crie e envolva com caracter obrigatório os actuais árbitros a integrarem um departamento de "FORMAÇÃO de ARBITRAGEM" , cuja função seria, "ensinar" as regras da modalidade, o trabalho do árbitro e como se pode ser um árbitro de hóquei em patins.
    Acções a terem lugar em datas afixadas no inicio de cada época, destinadas a todos os treinadores e jogadores seniores, que teriam lugar por concelho (todos os clubes do concelho teriam de estar presentes) acordando a Federação previamente, com as respectivas camaras municipais a cedência dos auditórios, para estas acções de formação e reciclagem ( 1 x ano ), todas elas com avaliação escrita, para treinadores e jogadores, selada no momento e enviada à Federação.

    Os custos aqui seriam então, praticamente zero.

    Esses elementos de cada clube, treinadores e jogadores séniores, teriam depois a "obrigação" de o fazer também, em moldes pré-estabelecidos e disponibilizados por esse mesmo departamento de formação.
    Teriam lugar nos próprios clubes, para os restantes treinadores e jogadores das camadas jovens, e também eles ,com avaliação escrita, que seria selada no momento e enviada à Federação.

    Esse departamento de formação, passaria a ser também o orgão que formaria os futuros árbitros da modalidade.


    Desta forma poder-se-ia solucionar entre outros, dois problemas actuais e bem graves...


    - Grande parte dos jogadores e árbitros ainda desconhecem as regras da modalidade e muito menos as sabem interpretar.
    - Possibilidade de angariação de novos elementos para a arbitragem, porque após a formação, poderiam encontrar algum sentido e gosto em tal.

    MAS, lá volto eu ao mesmo de há muitos anos e cada vez mais convicto estou que é o unico caminho para a evolução.


    Aos novos árbitros a serem aprovados, ser-lhes-ia permitido arbitrar de patins, porque quer queiram quer não, acreditem que não é de todo motivador para um atleta, ou ex-atleta de hoquei em patins, que sabe e que gosta de patinar, começar a ter de andar a CORRER, ainda por cima, atrás do jogo.
    Além disso, acreditem que a própria velocidade do jogo aumentava porque também o árbitro estaria mais em cima dos lances possibilitanto uma melhor leitura e posterior actuação.
    Posso provar, mas acredito que se fizerem um dia uma experiência a sério, com àrbitros que saibam patinar, o dificil será depois voltar ao passado.
    A pergunta que se põe... Então e os actuais árbitros ?
    Fácil, para já teria de ser dado um prazo de pelo menos 3/4 anos para que fosse obrigatório arbitrar de patins, pelo menos na 1ª divisão.
    Poderiam apitar escalões de formação com um prazo mais dilatado, por exemplo 6/7 anos e depois seriam integrados de forma definitiva no depsrtamento de formação de novos elementos.
    Para aqueles mais "resistentes" os veteranos seriam sempre a alternativa de suguir apitando, embora sempre o pudessem fazer durante as formações dos novos elementos.
    Em suma, os novos árbitros teriam sempre de passar por este departamento de formação e não a sua entrada directa como acontece hoje, pela Associaçõe de árbitros e Federação.


    b) Sinalética


    Defendo que os árbitros deveriam assumir de forma integral e obrigatório um conjunto de sinais (já existem praticamente iguais, no hockey no gelo e em linha eposso entregar a quem o pedir) que após ajustamento e adaptação especifica ao hoquei em patins.

    Essa sinalética deveria ser tornada publica e todos os intervenientes na modalidade e no "jogo" os deveriam saber de cor, desde treinadores, jogadores, dirigentes e seccionistas, que teriam a "obrigação de os fazer passar aos pais e restantes adeptos do clube, afixando-os em local visivel nos pavilhões.


    Desta forma também com uma só medida, bem fácil e praticamente sem custos, poderiamos reduzir e até eliminar as confusões que se geram após cada decisão do árbitro, que ninguém entende por vezes e ao mesmo tempo , faria o árbitro pensar duas vezes antes de apitar, porque teria de o justificar, acabando a história do "é falta e mais nada".
    Para todos os presentes seria entendível e muitas vezes se entenderia então a decisão do árbitro, que hoje, cada vez que acontece levanta mil e uma justificações ou falta delas.


    Mais uma vez, volto a pedir, que façam criticas, que ponham duvidas que digam algo e não se limitem a ataques pessoais que conforme já referi, pouco importam para o grave problema que hoje temos, com o afundar da modalidade a olhos vistos e quem disser o contrário não estará a ser verdadeiro.


    São talvez estes pequenos, grandes detalhes que a juntar a muitos outros que vão na cabeça de muita gente, mas que não os colocou ainda para fora que podem vir a fazer a diferença e quanto mais não seja, tornar a modalidade "aberta" deixando de uma vez a politica de "esconder" que não leva a lado nenhum.


    Partilhemos o que sabemos, porque mil cabeças pensam muito melhor que uma.




    Helder

  • Ze Pedro Ze Pedro: meu caro amigo, se nao sabe reduza a sua insignificancia, o OQUEI DE BARCELOS; é passado, presente e futuro. foi aqui que apareceram jogadores como pedro alves, paulo alves, guilherme silva e etc. isto falando no passado, agora vamos rumar ao presente. ja que o senhor acha q nos vivemos do passado, foi aqui que comecaram a patinar jogadores como o rafael costa, 3vezes campeao d juniores, uma delas pelo barcelos, e tambem campeão europeu d sub 20, foi aqui que o helder nunes tambem aprendeu a andar d patins,embora depois nao tenham dado seguimento ao seu talento no maior de Portugal, mas isso já é tema para outro debate!o senhor se esta a pensar no futuro do hoquei em patins em portugal, nao se esqueca que o BARCELOS é um clube com grandes conquistas no passado, mas que esta sempre a pensar no futuro, se assim nao fosse eramos mais um daqueles que sobe e desce de divisao, que acaba e depois ressuscita....mas nao meu amigo embora muitos nos queiram ver enterrados, estamos vivos e bem vivos, e nao viramos a cara a luta, é por isso que voce gostando ou nao gostando, o BARCELOS é e será O MAIOR DE PORTUGAL!


    Campeão do mundo (1992)
    Campeão Europeu (1991)

    Tri-campeão nacional (1993; 1996; 2001)
    Tetra-vencedor da Taça de Portugal (1992; 1993; 2003; 2004)
    Vencedor da Taça das Taças (1993)
    Vencedor da Taça CERS (1995)
    Tetra-vencedor da Supertaça de Portugal (1993; 1998; 2003; 2004)

  • Nelson Alves: Isso é tudo muito bonito, mas o que é que isso do Óquei Clube de Barcelos tem a haver com este assunto?
    Caro Zé Pedro, diga-nos a nós, que somos insignificantes, que sugestões é que tem para melhorar o panorama do hóquei em patins actual?

  • Atento [Não autenticado | IP: 89.154.xxx.xxx]: Pedro Alves e Paulo Alves, apareceram no Óquei? Reveja os seus arquivos caro Zé Pedro.

  • Nelson Alves: Eu ajudo: http://www.mundook.net/player/209-pedro-alves.html

    e... http://www.mundook.net/player/45-paulo-alves.html

    E já agora, alguém sabe porque é que estes dois, como outros jogadores, se mantêm em actividade até bem perto dos 40?

  • Pedro [Não autenticado | IP: 94.132.xxx.xxx]: Caro Zé Pedro, leve a taça para casa.... o que realmente está aqui a ser discutido é o seu clube, o seu sucesso e a forma como é escrito o seu nome e não a tentativa de melhorar o panorama do hóquei em patins tanto a nível nacional como internacional.... Palminhas, beijinhos e abraços para o "maior de Portugal" e desculpe la a ignorância de tantas pessoas virem aqui tentar ajudar o desporto que todos nos adora-mos em vez de dar graças a super Hiper Mega Hoqiei d' barcelus que por sinal de tanta grandeza até deveria jogar num campeonato só seu de tão enorme clube que é (visto do seu ponto de vista....)!!!! (mais uma vez escrevo o nome de forma extremamente correcta e com ênfase no H para ver se tira as palinhas e se interessa pelo que realmente deve ser aqui discutido...)

  • jbr [Não autenticado | IP: 213.22.xxx.xxx]: que azia destes gajos!!!! se calhar gostavam que o vosso clube tivesse metade do palmares do GRANDE BARCELOS!!! mas n tem qualidade para isso...BARCELOS SEMPRE!!!

  • Pedro Alves: Não serão aceites mais qualquer tipo de comentários relacionados com clubes.

    Este artigo de opinião serve para todos darem as suas ideias para melhorar a modalidade, não como um clube está ou não escrito.

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