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Os últimos 96 segundos do CSC-FCP

Os últimos 96 segundos do CSC-FCP
Artigo de Opinião de Hernâni Jorge

(Texto: Hernâni Jorge)

Para que não persistam e não passem impunes comportamentos como o da dupla arbitragem do derradeiro jogo de hóquei em patins entre o Candelária Sport Clube e o Futebol Clube do Porto, manifestamos aqui a nossa indignação perante o sucedido:



1. Depois de, durante toda a segunda parte do jogo, ter existido dualidade de critérios na marcação das faltas de equipa, e sempre em prejuízo do CSC, eis que nos últimos segundos, sobretudo após o 3-1 para o CSC, deixou de haver regras;

2. Embora não absolutamente convencidos, até poderíamos conceder que a falta do jogador nº 66 do FCP sobre o jogador nº 18 do CSC e que motivou o livre directo de onde saiu o terceiro golo do CSC não seria passível de sanção disciplinar, colocando o FCP com menos um jogador até final, quando faltavam apenas 1'36'' de jogo;

3. No segundo golo do FCP o jogador nº 84 do FCP atira-se deliberadamente para cima do guarda-redes do CSC, impedindo a sua acção, e o árbitro José Monteiro, bem colocado, "não viu" aquela que seria a 9ª falta do FCP, validando um golo claramente irregular;

4. O golo do empate a três do FCP foi precedido de uma falta inequívoca sobre o jogador nº 18 do CSC (que seria a 9ª ou a 10ª - ver ponto anterior - falta do FCP). Na ocasião, o árbitro Joaquim Pinto apitou sem efectuar qualquer sinalética e, quando os jogadores do CSC avançaram para a execução da falta, mandou marcá-la a favor do FCP, com o jogador do FCP a excecutar a falta rapidamente, lançando o contra-ataque que daria o empate ao FCP;

5. Embora as imagens disponíveis não sejam esclarecedoras, persiste a dúvida se o jogador nº 9 do FCP não terá cometido falta na área (passível de grande penalidade) sobre o jogador nº 18 do CSC imediatamente antes de inicia a jogada que culminaria no quarto golo do FCP;

6. A 7'' do final do jogo, o FCP dispôs de um livre directo. Na execução o jogador nº 84 do FCP prescindiu, manifestamente, de atacar a baliza, em clara violação das regras, sendo que os árbitros deixaram prosseguir a jogada até ao limite do tempo de jogo e apenas assinalaram a correspondente falta (9ª) a escassas décimas de segundo do sinal sonoro do marcador electrónico, ao ponto da falta não ter sido executada pelo CSC, pois o jogo foi dado por terminado;

7. O supra descrito pode ser observado nas imagens anexas e evidencia a intencionalidade dos árbitros em beneficiarem uma das equipas, tendo fabricado um resultado que, para além dos pontos em disputa, pode ser determinante na atribuição do título de Campeão Nacional, bem como na classificação - ou não - do CSC num dos três primeiros lugares da prova, com consequências financeiras não menosprezáveis.

O Vice-Presidente,
Hernâni Jorge

Comentários

  • ricrod80: os clubes do norte levados ao colo !!

  • pacosta: 1. Ao longo do encontro há lances que prejudicam ambas as equipas, mas o mais prejudicado, talvez tenha sido mesmo o Candelária. 2. Nem toda a falta que dá origem a um livre directo é merecedora de cartão azul. 3. Na minha opinião, há um choque involuntário provocado pela saída do guarda-redes do Candelária (ele está parcialmente fora da sua área de protecção). 4. O árbitro está a fazer a sinalética com o braço direito (é bem visível no vídeo). 5. Pelo que vejo no vídeo, não me parece que haja falta sobre o jogador do Candelária. 6. Concordo com o que foi dito. Segundo as regras, quando um jogador beneficia de uma oportunidade clara de golo e decide segurar a bola, a sua equipa deve ser punida com uma falta de equipa.

  • Sergio Morais: Bom dia,como corro por fora,penso que posso vir aqui manifestar a minha estranheza pelo facto de o "Mundo do Hoquei" enveredar por este tipo de artigo tendencioso...proveniente de uma das partes,e não optar pelo mais correcto no meu ponto de vista,que era fazer o seu proprio comentario...Digo isto porque,por muita razão que possa ter,apenas representa um ponto de vista e um site da modalidade no seu todo,como este,devia colocar-se longe destas polemicas...Por outro lado,sendo tambem vice-presidente de um clube...penso que teria muita dificuldade em criticar tudo e todos numa situação destas em que a equipa sofre 3 golos e + 1 livre direto em apenas 1.30 minutos...será que a principal culpa foi do arbitros?

  • Pedro Alves: Bom dia Sérgio, conforme estar secção assim o indica, é um Artigo de Opinião, não é uma noticia MundoOk. Onde qualquer pessoa pode expressar assim a sua opinião, até tu se assim entenderes, basta redigires um artigo e enviar ;) Mais uma vez, é uma Opinião, neste caso do Vice Presidente do Candelária.

  • niceandsharp: O Pedro Gil sempre a jogar

  • cmpaa: Bem, isto é difícil de escolher.. mas acho que o ponto 3, é o ponto alto de uma crónica que demonstra total isenção e espírito de fairplay. Se as leis da física ainda fizerem sentido, o Emanuel Garcia (ou o oitenta e quatro.....) fez um pequeno milagre. Estando no meio de dois atletas, conseguiu "atirar-se deliberadamente" para cima de um.. e ao mesmo tempo, derrubar o outro (que estava no lado oposto). Fantástico

  • Edgar Dias: so mesmo um vesgo para nao ver que nao existiu faltas por marcar ali, e muitas faltas, acho que aquilo é uma vergonha para o hoquei portugues termos arbitos daquela categoria a arbitrar jogos da 1ª divisao.

  • Nandito Sousa:

  • Nandito Sousa: Qual o clube dos prevericadodes? Sem ofensa!!!

  • Amadeu Moreira: CAMPEÃO POR DECRETO: Um árbitro que parte com o objectivo de beneficiar uma equipa, tem coragem de marcar um livre direto a 1'26 min do final que poderia dar uma desvantagem de dois golos á equipa que protegia? Absolutamente genial a atitude e querer do FC Porto, que por inesperado desfecho, criou tanto mal estar e amargo de boca aqueles que acham que o benfica deve ser campeão para impulsionar a modalidade. Pois então façam valer o estatuto de clube do regime em vez de mostrarem o ódio contra quem destronou a mouraria (sem ofensa!!).

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