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Hóquei em Patins na África do Sul

União de Joanesburgo pode acabar?

União de Joanesburgo pode acabar?
Passamos a publicar um artigo de opinião de Victor Silva, jornalista d’O Século de Joanesburgo, sobre os últimos acontecimentos no hóquei em patins sul-africano: a União de Joanesburgo corre sérios riscos de acabar!

(Texto: Victor da Silva)

Temos mais uma colectividade portuguesa a praticar hóquei em patins.
Trata-se do Núcleo de Arte e Cultura, que em princípio inscreveu cinco equipas para a nova época (infantis, juvenis, juniores, seniores femininos e seniores). Por enquanto terão de jogar em casa alheia mas, já começaram com escavações e brevemente terão um rinque de patinagem próprio.

Apesar de ser uma situação positiva da parte do Núcleo e de a ideia já ter nascido há algum tempo, a maior parte dos atletas transitam da União Cultural Recreativa e Desportiva Portuguesa (de Joanesburgo), cuja direcção criou um ambiente hostil ao adoptar uma política financeira absurda em relação à modalidade.
Esta atitude é uma indicação do interesse que têm em acabar com o hóquei.

A direcção deu a entender, logo após a tomada de posse, que não queriam a modalidade na colectividade, alegando que o clube não podia suportar as despesas que o hóquei acarretava, e procederam com uma guerra psicológica, gradualmente implementando uma série de obstáculos a fim de desmoralizar os intervenientes para estes por seu lado acabarem por sair do clube.

Assim, a direcção não podia ser acusada de acabar com o hóquei em patins naquele que foi o clube pioneiro da modalidade na África do Sul.
Houve perseveração por parte da secção, mas sempre que os requisitos impostos pela direcção eram cumpridos, a barra era subida, não obstante todas as despesas inerentes à modalidade serem cobertas pelos atletas, pais, amigos, etc, nomeadamente, quotas e todo o equipamento, incluindo material mais a despesa feita no bar e restaurante nos dias de jogos, a direcção ainda exigia uma quantia acrescida astronómica.

Esta situação é o mesmo que alugar as instalações e assim sendo, em meu entender, equivale aos atletas não representarem a colectividade.
Para esta época mantêm-se duas equipas em representação da União porque se não, não receberiam o dinheiro de um patrocínio que aparentemente lhes foi oferecido para a modalidade.

Assim, a União fazer-se-á representar esta época por uma equipa de seniores e uma de infantis, porque a nossa lei assim o obriga, ou seja, só pode haver seniores se houver infantis.

Eu vejo os clubes e associações portuguesas como extensões de Portugal, onde a função principal é atrair o maior número de portugueses e luso-descendentes possível.
O hóquei em patins, com um número elevado de praticantes luso-descendentes (uma média que ronda aproximadamente os 90%), é o veículo ideal para o fazer mas, pela situação que eu acima descrevi, não me parece que seja essa a intenção da presente direcção da União Cultural Recreativa e Desportiva Portuguesa.

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