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ARTIGO DE OPINIÃO
José Carlos Lopes Pereira

Trinta anos depois do Mundial da Argentina (1978)…


Seleção de Moçambique em 1978 (foto arquivo/jclp)

Em cima, da esquerda para a direita:
Tomé dos Santos (preparador fisico), Carlos Pinto, Américo Tavares, Neutel de Abreu, António Simões, Fernando Adrião (Seleccionador Nacional) e João Mangue (massagista);
Em baixo, da esquerda para a direita: Alfredo Nicolas, Miguel, Arsénio Esculudes, José Mauro, José Carlos Pereira e João Boavida;

 

21/02/2008 Nelson Alves

José Carlos Lopes Pereira, é um antigo hoquista e ex-seleccionador nacional moçambicano e da Selecção Africana que disputou o Torneio Internacional de Montreux, em 1994.

Natural da Beira, reside há muitos anos no sul de Inglaterra (Southsea). A partir da Europa, tenta ajudar como pode, a sua modalidade preferida: o hóquei em patins!

Assim, com o objectivo de tentar captar mais pessoas que ajudem ao relançamento do hóquei em Moçambique, pediu a divulgação do seguinte artigo de opinião, que é, ao mesmo tempo, um convite para apoiar esta nobre causa!!!

O convite é destinado, principalmente, aos jogadores que fizeram parte daquela selecção moçambicana que disputou o Mundial de 1978, em San Juan, na Argentina, e da qual José Carlos fez parte. Essa foi a primeira participação de Moçambique como nação independente. Trinta anos depois, a recordação dessa participação, serve de mote ao relançamento de várias iniciativas, para tentar que o hóquei em patins não acabe em Moçambique…

Trinta anos depois do Mundial da Argentina (1978)…

Estimados amigos e colegas de equipa:

Este ano fazemos trinta anos que nos enchemos de orgulho e valentia, e depois duma preparação dedicada, em que não faltaram lições de História de Moçambique e palestras sobre os sucessos anteriormente alcançados, nos metemos a caminho pela Europa e depois Continente Sul-Americano, com destino a San Juan, na Argentina, para disputarmos o nosso primeiro Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, liderados pelo nosso saudoso Campeoníssimo Fernando Adrião, donde voltamos com recordações e histórias para contar que ainda hoje perduram nas nossas memorias e nos deliciamos a recordar… aqueles momentos unicos na nossa vida e na vida de um desportista;

Essa participação fez com que o hóquei moçambicano tivesse continuidade num Moçambique Independente e a modalidade até hoje continua a existir, ou melhor sobreviver, mas destinada a morrer se não formos mais uma vez capazes de resgatar as conquistas que alcançamos colectiva e individualmente ao longo destes anos todos; Fomos os primeiros moçambicanos duma Nação emergente a participar numa competição a nivel planetário. O resultado da participação nao pode ser visto só em termos de resultados alcancados dentro do campo, mas olhando para aquilo que foram os ultimos anos, podemos verificar sucessos, vitórias e divulgação do nome de Moçambique por esse Mundo fora… apesar de todas as perdas que também fizeram parte deste percurso; Muitos desses nossos amigos, colegas, dirigentes, treinadores e membros do publico já não fazem parte deste mundo dos vivos, mas todos eles merecem o nosso respeito e admiração, independentemente das diferenças de opinião que, ao longo da nossa convivencia fomos disputando, mas que, chegada a esta altura, nos devemos inclinar e saudar por tudo aquilo que fizeram;

O actual estado do hóquei em Moçambique é moribundo e chegou a hora de nos metermos em campo outra vez, calçarmos os patins e mostrarmos ainda o nosso valor, apesar dos anos decorridos, provar que nunca nos esqueceremos de como se patina, como se controla uma bola, ou se faz um passe ou uma stickada mais poderosa ou defesa de outros remates, de como se pode ainda nesta nossa idade mostrar que o hóquei não morreu, ele está vivo e precisa mais do que nunca, de uma injecção de motivação, de agregação e união daqueles que ainda sentem e sofrem pela modalidade;

Toda esta introdução, para vos convidar a participar nesta homenagem que faço a todos nós, a todos aqueles que já partiram, uma homenagem aqueles que ainda persistem em manter a modalidade viva e se preparam para o seu lançamento, juntando-nos em Maputo, em Agosto deste ano, na segunda quinzena, por um período de uma semana, em que poderemos reviver e reavivar a modalidade através de um programa de estadia que incluirá, naturalmente, jogo de veteranos, um seminário para o relançamento da modalidade, visitas e contactos com entidades governamentais da altura e correntes, fazendo desta data mais um novo marco histórico pela modalidade!

Aqui fica o convite, e cá fico á espera das vossas respostas e contribuições;

Abração
Zé Carlos

jclpmz@hotmail.com

 

 
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