06/05/2008 José Paulo Silva
A equipa da casa adiantou-se logo aos 2:04, quando
Inês Raimundo, na sobra, atirou a contar.
Meio minuto depois, surgiu nova situação de golo
para a equipa da casa, mas desta feita a guarda-redes Nídia
Vale negou o golo, após uma bela defesa.
Reagiu de imediato a equipa nortenha, com Márcia Sousa
a servir a capitã Sónia, que proporcionou uma bela
defesa a Margarida Brandão.
A guarda-redes da equipa da casa iria continuar
as boas intervenções pouco depois, quando, por duas
vezes negou o empate ás forasteiras.
O Carvalhos chegou ao empate, à passagem do minuto dez,
quando Lígia Oliveira, sobre a esquerda,
atirou forte, estabelecendo a igualdade.
As “Lobinhas” foram novamente em busca do golo, que
surgiu numa situação de 2 para 1, com Andreia
Leal a facturar, dando alguma justiça ao score,
já que a equipa da casa dominava a partida.
No minuto seguinte, foi a vez de Rita Paulo surgir
na cara de Nídia Vale, mas a guardiã conseguiu superiorizar-se
à avançada contrária. O lance repetiu-se
alguns instantes depois, mas desta feita com Andreia Leal a desperdiçar
soberana oportunidade.
Dando justiça ao ditado “quem não marca, sofre”,
a equipa do Carvalhos deu a volta ao marcador em menos de um minuto.
Primeiro aos 17:01, quando Marlene Moreira “Viseu”
serviu a meia altura, Cátia Gomes que
de primeira e sem deixar cair, fez um golaço sem hipóteses
de defesa para Margarida Brandão.
46 segundos depois, foi a vez de Lígia
facturar, concluindo uma bela jogada colectiva do Carvalhos.
Até ao descanso, destaque para a atitude de ambas as formações
que procuraram o golo, não criando no entanto situações
claras para o fazer.
No descanso, José Bernardo, técnico
do Lobinhos, efectuou algumas mexidas, nomeadamente na baliza
e no ataque.
Aos 3:36 da etapa complementar, Diana Conde foi derrubada por
Márcia Sousa, com o árbitro a assinalar para a marca
da grande penalidade. Ana Silva, entrou para
tentar converter o castigo máximo, permitindo a defesa
a Nídia Vale. Na recarga, a guardiã poderia fazer
mais e melhor, negando o golo à capitã da equipa
da casa, mas não o conseguiu fazer, permitindo o golo do
empate.
A meio da segunda parte, foi a vez de ser assinalada uma grande
penalidade favorável ao Carvalhos, a castigar uma falta
cometida por Catarina Coelho sobre Márcia Sousa, mas a
defesa do Carvalhos não conseguiu bater Patrícia
Salvado, que efectuou uma bela defesa.
Aos 10:19 Lígia Oliveira
faz o marcador funcionar novamente, de novo com um forte remate
de meia distância.
Márcia Sousa, por duas ocasiões quase conseguia
fazer o 3-5, mas Patrícia Salvado conseguiu travar os intentos
da jogadora contrária.
A equipa da casa tentava por todos os meios conseguir dar a volta
ao jogo, mas Rita Paulo, por duas ocasiões, completamente
isolada perante Nídia, não conseguiu o 4-4.
As “Lobinhas” sufocaram a equipa forasteira nos minutos
finais, mas o Carvalhos era uma equipa à “italiana”…
fria, calculista, organizada, mas acima de tudo matadora.
A três minutos do final, Cátia Gomes,
com um remate forte e colocado, sentenciou a partida fazendo o
3-5, com Lígia Oliveira a fixar o 3-6
a 14 segundos do final.
Pelo meio, as atletas da casa ainda conseguiriam
criar duas situações claras de golo, com Rita Paulo
numa delas a enviar o esférico ao ferro da baliza de Nídia.
Vitória da equipa mais organizada, ainda que por números
exagerados, frente a uma formação com muita qualidade,
mas que nem sempre consegue concluir o bom hóquei que pratica.
Boa arbitragem de Miguel Guilherme.