15/10/2007 Nelson Alves / José
Paulo Silva
Em Braga, manda a equipa da casa! Apesar de terem sido derrotados
pelo Porto Santo, em casa, uma semana antes, os pupilos de Rui
Teixeira voltaram a demonstrar que nas Goladas, é difícil
os visitantes saírem com pontos.
Os encarnados entraram com cautelas em rinque, pois tiveram um
“aviso” na pré-temporada, durante o II Torneio
“Bracara Augusta” (na altura, o Braga venceu por 4-3).
Mesmo cautelosos, os lisboetas inauguraram o marcador ao minuto
5, com um golo de Carlitos.

Após o golo, o jogo tornou-se mais veloz, com as duas
equipas a beneficiarem de várias oportunidades para marcar.
O Benfica criava perigo com remates de longe, enquanto que o Braga
tentava aproximar-se o mais perto possível da baliza de
Albert Balagué.
Destaque para uma jogada colectiva do Braga, a meio do primeiro
tempo: André Centeno falhou por pouco uma recarga a um
remate de Xixa. Uma situação de jogo que se viria
a repetir por várias vezes ao longo da partida: uma pressão
asfixiante da equipa da casa, que quase nunca desistiu de um lance!
Até ao intervalo, o marcador não sofreu alterações.
No reatamento da partida, a eficácia dos bracarenses parece
ter aumentado, ao mesmo tempo que aumentava o desacerto e a ansiedade
da equipa encarnada, quer a defender, quer a atacar.
André Centeno conseguiu o empate logo no primeiro minuto
do segundo tempo, com um remate rasteiro de meia-distância.
Dois minutos depois, Fellini colocou o Braga em vantagem no marcador,
com um remate forte, para o lado esquerdo de Balagué.
A perder, Carlos Dantas optou por fazer alterações
na equipa, fazendo entrar Ricardo Barreiros para o lugar de Vítor
Hugo. Com o Benfica a correr atrás do prejuízo,
o Braga passou a apostar, em definitivo, nas jogadas de contra-ataque.
Pouco depois de ter enviado uma bola à barra, Fellini conseguiu
bisar na partida (3-1), a passe de Favinha. Apesar de ser um golo
cheio de oportunidade, foi também um “brinde”
do guardião benfiquista.

A reacção do Benfica ao terceiro golo do Braga
surgiu pelo aléu de Ricardo Barreiros. Pouco depois de
ter rematado ao lado da baliza defendida por Jorge Correia, o
avançado benfiquista voltou a rematar de longe, descaído
sobre a esquerda, não dando hipóteses de defesa
a Jorge Correia, reduzindo dessa forma a desvantagem benfiquista
para 3-2.
Ao golo de Barreiros, o capitão do Braga, Serafim Moreira
respondeu com o quarto golo da equipa da casa, um minuto depois
(4-2, a 09’48”).
O Benfica tentou reduzir a desvantagem até ao final da
partida, mas não tiveram sucesso. Carlitos e Ricardo Barreiros,
na meia-distância, e Tó Silva, após uma rápida
desmarcação, viram Jorge Correia negar-lhes o golo.
Boa arbitragem de José Monteiro (Minho) e Joaquim Pinto
(Porto), num bom espectáculo de hóquei em patins,
com poucas paragens e poucas faltas.
Rui Teixeira (treinador do HC Braga):
“A primeira parte foi jogada de forma muito acelerada. No
segundo tempo, entramos mais confiantes e mais organizados, chegando
à vantagem. No final, sofremos a pressão do Benfica,
mas mantivemos a nossa atitude e agressividade, e o Benfica só
criou perigo na meia-distância. Estes são três
pontos muito importantes, pois foram conseguidos em casa, frente
a um candidato ao título.”
Carlos Dantas (treinador do SL Benfica):
“Na primeira parte, o Benfica dominou o jogo, teve mais
e melhores oportunidades de golo. Mas na segunda parte, três
erros fatais da defesa foram bem aproveitados pelo Braga. O Benfica
teve de correr atrás do prejuízo, mas esteve infeliz
na finalização. Apesar de tudo, em relação
a Quarta-Feira, o Benfica jogou melhor. A baixa de Mariano é
muito importante.”
As equipas alinharam e marcaram:
H. C. Braga, 4
Jorge Correia (gr); Serafim Moreira (1), André Centeno
(1), Gonçalo Favinha, Jorge Maceda – cinco inicial;
Jogaram ainda: Hélder Teixeira “Fellini” (2)
e Márcio Rodrigues; Não jogaram: João Botelho
(gr), João Araújo e Álvaro Pinto;
Treinador: Rui Teixeira.
S. L. Benfica, 2
Albert Balagué (gr); Valter Neves, Vítor Hugo Pinto,
Tó Silva e Carlos Martins “Carlitos” (1) –
cinco inicial; Jogaram ainda: Ricardo Barreiros (1) e Diogo Rafael;
Não jogaram: Carlos Silva (gr), Mariano Velásquez
e Rui Ribeiro;
Treinador: Carlos Dantas.
Ao intervalo: 0-1
NOTAS FINAIS:
- A equipa do S.L. Benfica, apesar de ter um plantel recheado
de bons valores, não explanou todas as suas capacidades,
com um jogo lento e previsível, conseguindo atacar a baliza
contrária apenas de meia distância.
Nas situações que o Benfica teve junto à
baliza bracarense, falharam-se golos de forma clamorosa, alguns
mesmo de baliza aberta.

- Quando uma equipa tenta em desespero dar a volta ao jogo e
“bombeia” bolas para o interior da área contrária,
deve ter em pista os melhores na área. Nesse aspecto do
jogo, Rui Ribeiro é dos melhores avançados portugueses,
tendo sido o segundo melhor marcador da época transacta,
com uma grande percentagem desses golos obtidos no interior da
área. Rui Ribeiro continua a não ser opção
no plantel de Carlos Dantas e em Braga jogou ZERO minutos...
- Muito se tem falado sobre as grandes qualidades do novo guardião
benfiquista, Albert Balagué, mas a verdade é que
pelos jogos que vi esta época (e apenas comento o que vejo),
o keeper tem uma forma pouco ortodoxa de defender, que permite
aos adversários golos muito estranhos, como o 3º sofrido
pelo Benfica, no pavilhão das Goladas. Será mesmo
guarda-redes para relegar Carlos Silva para o banco? O tempo dirá…
- A desconcentração com que a equipa de Rui Teixeira
entrou em pista na primeira parte, não permitiu que o Braga
pudesse fazer um jogo bem mais ofensivo e concretizador. Depois
do descanso, esse detalhe foi rectificado.
- A Arbitragem de José Monteiro e Joaquim Pinto foi um
bom teste, antecedendo um teste de fogo que terão na próxima
semana. Esperemos que no Liceo – Bassano do próximo
Sábado, a dupla possa ter uma prestação com
a mesma qualidade que apresentou no Pavilhão das Goladas.
- O jogo foi agendado para as 15:00h, uma hora nada habitual
no hóquei em patins. O motivo para a alteração
da hora do jogo foi o encontro de futebol da selecção
portuguesa no Azerbaijão. A intenção da direcção
do clube bracarense foi ter o maior número de espectadores
possível no Pavilhão das Goladas.

Com a casa cheia, o Braga aproveitou para apresentar aos sócios
a equipa de benjamins, que efectuou um treino no intervalo do
jogo.