04/05/2007 José Paulo Silva
Foi num pavilhão a “rebentar pelas costuras”
que a equipa azul e branca recebeu no jogo três da final
do campeonato nacional da primeira divisão. Os encarnados
estavam com disposição de vencer, para adiar o que
parecia certo… o F.C. Porto chegar ao Hexa campeonato.
Com os primeiros cinco minutos muito mornos no rinque, ia valendo
o “calor humano” que os ferrenhos adeptos portistas
davam à partida, tentando “empurrar” a sua
equipa rumo à vitória.
Nos primeiros minutos, Reinaldo Ventura dava alguns avisos ao
guardião benfiquista, que ia travando essas mesmas iniciativas.
Aos 11 minutos surge o primeiro golo, da autoria de Reinaldo Garcia,
que aproveitou o facto dos benfiquistas estarem completamente
a dormir, para fazer o primeiro golo da partida, provocando uma
grande explosão de alegria nas hostes portistas.

De imediato, Carlos Dantas lançou em jogo Ricardo Barreiros
para o lugar de Vítor Hugo, com o intuito de dar maior
acutilância ao seu sector mais ofensivo.
Aos 16:03 seria a vez de Emanuel Garcia fazer uma jogada por trás
da baliza, fazendo o segundo golo da partida, com a defensiva
benfiquista de novo a mostrar muita passividade.

Os campeões continuavam a carregar no acelerador para
tentar uma vantagem ainda mais confortável, mas a equipa
lisboeta apenas conseguia criar perigo através de fortes
remates de longe, nomeadamente através do “inconformado”
Carlos Martins.
Para a etapa complementar, Carlos Dantas mantinha o mesmo cinco,
enquanto que Franklim ia alterando o seu “xadrez”,
lançando Jorge Silva e Filipe Santos.
Começou melhor o Benfica, com Mariano a atirar forte, mas
Edo Bosch ia chegando para as “encomendas”.
O Benfica pouco depois passou a jogar com quatro elementos de
cariz defensivo, já que Carlos Dantas lançava Pedro
Afonso, para se juntar a Mariano, Carlitos e Valter Neves.
Curiosamente, menos de três minutos depois, Filipe Santos
fez um “golaço”, digno de “fazer levantar”
qualquer pavilhão.

Aos 11:51 era a vez de Jorge Silva aumentar a contagem para 4-0,
após boa assistência de Pedro Gil.

Os adeptos que se encontravam no pavilhão deliravam completamente
com o golo de Jorge Silva e pediam ainda mais… e teriam
tempo para o quinto golo.
O mágico e controverso Pedro Gil seria o homem que fazia
com que o marcador funcionasse de novo, após uma bela jogada
individual.

Os últimos minutos foram de desperdício, coma equipa
da casa a ser mais perigosa, tendo inclusivamente mandado uma
bola ao poste, por intermédio de Pedro Gil.
A pouco mais de um minuto para o final da partida, a dupla de
arbitragem assinalou uma grande penalidade favorável aos
encarnados. Na cobrança, Ricardo Barreiros permitiu a defesa
de Nelson Filipe, que havia rendido Edo Bosch a 4 minutos do final,
para que o “muro espanhol” fosse também ovacionado.
Arbitragem muito positiva de Rego Lamela e Joaquim Carpelho.
CONSTITUIÇÃO
DAS EQUIPAS

F.C. Porto: 5
Edo Bosch, Filipe Santos (1), Reinaldo Garcia (1), Pedro Gil (1),
Reinaldo Ventura – cinco inicial – Emanuel Garcia
(1), Ricardo Figueira, Jorge Silva (1), Pedro Moreira, Nelson
Filipe (g.r.)
Treinador: Franklim Pais

S.L. Benfica: 0
Carlos Silva, Valter Neves, Mariano Velásquez, Vítor
Hugo, Tó Silva – cinco inicial – Ricardo Barreiros,
Carlitos, Pedro Afonso, Daniel Guedelha, Nuno Adrião (g.r.)(n.j.)
Treinador: Carlos Dantas
AS IMAGENS DO TÍTULO