29/04/2007 José Paulo Silva
Com o Pavilhão Municipal de Fânzeres a “rebentar
pelas costuras”, num ambiente completamente adverso ás
“Águias”, o F.C. Porto conseguiu chegar ao
hexa, tendo mesmo aplicado “chapa 5”.
Além da qualidade do plantel portista, a equipa da luz
cometeu muitos erros, alguns deles de palmatória e que
foram aproveitados pelos azuis para fazerem os dois primeiros
golos. Primeiro Reinaldo “Mallea” e depois Emanuel
Garcia foram os autores dos tentos que provocaram a primeira explosão
de alegria.
Após o descanso, os campeões, aumentariam a contagem
através de um grande trabalho individual do capitão
Filipe Santos, assinando o golo da tarde. Depois seria Jorge Silva,
a passe de Pedro Gil, a reencontrar-se com a sua “veia goleadora”,
assinando um golo de belo efeito. A terminar, o “irreverente”
espanhol que, após trabalho individual fazia o 5-0, para
ir comemorar de forma efusiva com os “Super Dragões”,
neste que foi o seu último golo para o campeonato, ao serviço
dos dragões.
Após o apito final de Rego Lamela e Joaquim Carpelho, a
festa tomou conta de todo o pavilhão, com os adeptos de
forma incansável a festejar o sexto título consecutivo.
Oliveirense cantou de “Galo”
A luta pelo terceiro e quarto lugares, tal como a final, foi de
grande equilíbrio e curiosamente com o factor “casa”
a não ser nada importante. Se na primeira partida a Oliveirense
havia ganho em Barcelos por 2-3, a equipa de Vítor Silva
respondeu na mesma moeda e foi a Oliveira de Azeméis vencer
por 1-3.
Para a “negra”, a equipa da casa era claramente favorita,
já que a equipa comandada por Tó Neves se deslocou
a Barcelos muito desfalcada.
Rui Ribeiro abriu o marcador ao terceiro minuto, mas alguns minutos
depois, Cacau empatava a partida, mas o “mustang”
João Pinto, em apenas dois minutos fez 3 golos, elevando
a contagem para 1-4, que só não foi assim para o
descanso porque Rui Ribeiro iria fazer mais um golo e dar uma
confortável vantagem aos oliveirenses.
Na etapa complementar, a equipa da casa não teve engenho
para dar a volta ao marcador e limitou-se a reduzir para 2-5,
com um golo da autoria de Joel Coelho.
Com este resultado, a equipa de Oliveira de Azeméis garantiu
o terceiro lugar, com os barcelenses a quedarem-se pela quarta
posição.
Porto Santo S.A.D. “obriga” Juventude de Viana à
“negra”
A equipa de Porto Santo recebeu e bateu a equipa de Viana do Castelo,
por 4-2, depois de ter sido goleada em Viana na passada semana.
Com este resultado, o Porto Santo terá de se deslocar novamente
até ao alto Minho, para disputar a partida decisiva para
apurar o quinto e sexto lugar.
Quanto ao sétimo e oitavo lugares, estão definidos
desde a passada Quarta-Feira, quando o Candelária se deslocou
a Vale de Cambra para bater o Hóquei local, na marcação
de grandes penalidades, por 4-7. No tempo regulamentar o resultado
era um empate a 3 golos.
Quem acompanhará Física e Sintra?
De nada valeu ao Paço de Arcos golear a já despromovida
equipa do Física, por 9-4, já que a equipa da Juventude
Ouriense foi a Sintra vencer a equipa local por 4-5 dando-lhe
imediatamente “guia de marcha” rumo à segunda
divisão.
No encontro que opunha as duas equipas do norte do país,
o Valongo venceu o Gulpilhares por 2-1, garantindo dessa forma
a sua manutenção na principal divisão.
Após esta jornada, o Paço de Arcos mantém
a vantagem de dois pontos sobre a Juventude Ouriense, mas a equipa
da linha tem uma difícil deslocação a Gulpilhares,
enquanto a equipa de Ourém recebe o Valongo, em dois jogos
que podem decidir o futuro dessas equipas.