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Emoção até ao fim
Num pavilhão completamente cheio, F.C. Porto e S.L. Benfica demonstraram o porquê de serem as duas principais candidatas à conquista do título nacional

25/01/2007 José Paulo Silva e Nelson Alves

Foi num pavilhão completamente cheio, com as cores azul e branco a predominarem, que se disputou mais um quente Porto – Benfica. Apesar de nada decidir directamente em relação ás posições, já que os penta campeões tinham, à partida para este jogo oito pontos de avanço para os rivais de Lisboa.
As equipas alinharam com cincos iniciais um pouco diferentes do habitual, já que no F.C. Porto, Reinaldo Ventura começava a partida no banco, ao contrário de Pedro Gil, que já está recuperado da lesão que o apoquentou nas últimas semanas e que iniciou na pista. Quanto ao S.L. Benfica, Carlos Dantas fez alinhar de início Pedro Afonso e Vítor Hugo, deixando no banco de suplentes os habituais titulares, Mariano Velasques e Ricardo Barreiros.
As equipas, com a lição muito bem estudada, entraram bem no jogo, principalmente os comandados de Franklim Pais que entraram muito pressionantes, dando poucas veleidades à turma lisboeta, que nos primeiros minutos, se limitava a fechar os caminhos para a baliza de Carlos Silva, mas sem nunca descurar os rápidos contra-ataques, que iam levando algum perigo à baliza de Edo Bosch.
As jogadas de perigo apenas apareciam por intermédio dos grandes executantes que ambas as formações têm, já que ao nível colectivo as defesas superiorizaram-se sempre aos ataques, sendo por esse motivo, perceptível que esta partida se iria decidir com um rasgo de génio.
Não foi de um rasgo de grande técnica, mas sim de uma “bomba” atirada do “meio da rua”, que surgiu o primeiro golo da partida, quando Reinaldo Ventura, a 7:39 do intervalo, provocou uma explosão de alegria no pavilhão municipal de Fânzeres.

Após a marcação do golo, os penta campeões continuaram com a pressão alta, que ia dificultando muito o ataque organizado da equipa de Carlos Dantas, que fez uma primeira parte muito aquém das suas qualidades, devido a ter sido muito bem neutralizada por um F.C. Porto que defendeu muito bem e que cortou as linhas de passe aos atletas do Benfica.

Na etapa complementar as equipas voltaram à pista com vontade de marcar, a primeira grande situação, saiu do stick de Filipe Santos que criou muito perigo para Carlos Silva.
Seguiu-se um período, onde a toada era de parada e resposta, com Barreiros por três situações a não conseguir bater o guardião espanhol do F.C. Porto.
Pelo meio dessas três situações dignas de registo, outras duas muito relevantes.
A entrada em campo de Carlitos, ele que é, um dos mais completos atletas portugueses da actualidade, e que estranhamente apenas foi utilizado nos últimos 15:34.
Também de destacar o forte remate de Pedro Moreira ao poste da baliza benfiquista, com Carlos Silva já completamente batido.
A dez minutos do final da partida, o inevitável Pedro Gil, após uma jogada individual de fino recorte técnico, atirou forte e colocado, com Carlos Silva a responder com uma defesa muito apertada.
Quando todos estavam já à espera do final da partida, o Benfica cria uma situação de grande perigo, cortada em cima da linha de golo por Reinaldo Ventura, mas com o esférico a sobrar para Tó Silva que se limitou a atirar a contar, “silenciando” as muitas centenas de adeptos que encheram o municipal de Fânzeres.

Faltavam apenas 1:17 para o final da partida e tudo era feito para que o resultado ainda pudesse sofrer alterações, já que, tanto portistas, como benfiquistas, disputaram todos os lances até final, sempre em busca da felicidade.
Arbitragem ao nível do jogo!

Franklim Pais: Na primeira parte o F.C. Porto foi mais dominador, não conseguimos concretizar mais situações de golo, mas também com muito mérito para o Benfica que se defendeu muito bem. Na segunda parte, acusamos o desgaste dos muitos jogos que temos disputado, aliado a alguns jogadores que têm vindo a recuperar de lesões.

Carlos Dantas: Soube-me a pouco, já que em contra-ataque tivemos situações que poderíamos ter facturado, mas não conseguimos. O golo a terminar, acaba por dar alguma justiça pelo que fizemos ao longo da partida, principalmente na segunda parte.
A grande diferença entre as duas equipas é que os atletas do F.C. do Porto vão disputar um lance, é para o ganhar, ao contrário de alguns atletas do Benfica.

F.C. Porto – Edo Bosch, Filipe Santos (c), Reinaldo Garcia, Pedro Gil e Emanuel Garcia – cinco inicial – Reinaldo Ventura (1), Jorge Silva, Ricardo Figueira, Pedro Moreira e Nelson Filipe (n.j.)
Treinador: Franklim Pais

S.L. Benfica – Carlos Silva, Valter Neves, Pedro Afonso, Vítor Hugo e Tó Silva (1) – cinco inicial – Mariano Velásquez, Ricardo Barreiros, Carlos Martins, Daniel Guedelha (n.j.) e Nuno Adrião (n.j.)
Treinador: Carlos Dantas

 

 
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