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II Taça da Europa de Clubes Femininos
Fundação vence Düsseldorf
A Fundação Nortecoope recebeu e venceu as alemãs do Düsseldorf-Nord, controlando sempre a partida.

10/03/2008 Nelson Alves

Foi disputado, no Pavilhão da Nortecoope, da Maia, o jogo da primeira mão da pré-eliminatória da Taça da Europa de Clubes Femininos, entre as bi-campeãs portuguesas, da Fundação Nortecoope, e as vice-campeãs alemãs, Düsseldorf-Nord.

A equipa portuguesa venceu com naturalidade, apesar de ter pela frente uma equipa que praticava um hóquei muito defensivo, num quadrado bem montado e muito recuado, que fez com que as oportunidades de golo fossem poucas.

Foram poucas, mas quase todas bem aproveitadas. Patrícia Albuquerque abriu a contagem aos 6', dando à equipa portuguesa uma vantagem que já merecia. Dois minutos depois, a guardiã Maren Van der Fels negou a Patrícia Albuquerque o segundo golo, ao defender uma grande penalidade.

Mas a equipa alemã mostrava, pouco depois, que apesar do favoritismo das portuguesas, não estavam ali para passear: aos 10', uma jogada de contra-ataque (3 para 2) foi concluida, com alguma sorte à mistura, por Marte Theiler.
Após este "deslize", a Fundação carregou no acelerador, tentando a todo o custo romper a teia defensiva da equipa liderada por Nicole Paczia - jogadora que só em contra-ataque ia criando perigo. Assim, foi com muito suor, mas com naturalidade, que a Fundação acabaria, nos minutos finais da primeira parte, por marcar mais dois golos: Raquel Pinto, de "penalty", aos 18' e Cláudia Rego, perto do intervalo.

A equipa da casa começou melhor o segundo tempo, com Cláudia Rego a fazer o 4-1, aos 23'. Uma vantagem de três golos que parecia confortavel.

Durante o segundo tempo, após o 4-1, o treinador da Fundação, Custódio Silva, tentou rodar a equipa, pensando no jogo que as maiatas disputaram ontem à tarde, com o Boliqueime.
A Fundação deixou de arriscar tanto, aproveitando as alemãs para se aventurar no meio-rinque adversário. Depois de várias tentativas, quase sempre em contra-ataque, as jogadoras alemãs lá conseguiram criar perigo, com Sandra Fernandes a negar o segundo golo por várias vezes...
Só a 27" do fim é que as alemãs conseguiram reduzir para 4-2, com um grande golo de Anne-Marie Sesterhenn, a concluir uma jogada colectiva.

Apesar da vitória, este segundo golo na recta final da partida pode dificultar a vida às bi-campeãs nacionais. No entanto, em termos gerais, a equipa portuguesa mostrou ter muito mais potencial do que a equipa alemã.

Arbitragem a roçar a perfeição da espanhola Teresa Martínez, com uma arbitragem rigorosa, praticamente sem erros.

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