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Entrevista a Vítor Hugo

"Se eu fui campeão do mundo, qualquer pessoa pode se campeão do mundo!"

Vítor Hugo está prestes a voltar aos rinques. Depois de ser inscrito como jogador da A.D.R. Pasteleira, ainda não pode voltar a jogar, devido a lesão. Mas Vítor já acompanha a sua nova equipa para todo o lado. Fomos encontrá-lo… em Oliveira de Azeméis, após o jogo Escola Livre – Pasteleira.

FOTO: Vítor Hugo (esq) e Oscar Alves (dir)

12/02/2007 Nelson Alves

Mundo Hóquei (MH): Na sua carreira, representou Porto, Novara, Espinho… e agora Pasteleira?
Vítor Hugo (VH): E aliás, eu comecei na Académica de Espinho! Mas sim, joguei no Porto, depois um ano o Novara; Regressei ao Porto e, passados uns anos, fiz uns jogos por brincadeira na Académica de Espinho. O Pasteleira foi um desafio que alguns colegas e amigos meus me propuseram. Comecei a treinar com eles, pois tinham treinos “fora de horas”, e sem responsabilidade alguma. Como gosto de hóquei em patins, inscrevi-me e… pronto!

MH: Há alguns anos, fez uns jogos por “brincadeira” no Espinho, mas a verdade é que, nesse ano, o Espinho subiu de divisão…
VH: Foi, foi… (risos) Curiosamente. Sinceramente, eu não tenho grandes objectivos desportivos. Acho este grupo fantástico, onde se treina pelo prazer de jogar hóquei. Esta equipa também não tem grandes objectivos desportivos. Até porque se tivessem, não me aceitariam neste grupo, não é? (risos)

MH: A carreira de treinador… está em “stand by”?
VH: Carreira de treinador nunca posso ter, pois não tenho nenhum curso e treinador! Fiquei muito contente por ter sido campeão do mundo aqui em Oliveira de Azeméis. Foi uma vitória ligada a duas outras, também muito importantes: os “jogos Mundiais” e a “Taça Latina”. Ora, essas provas foram entre 2001 e 2003, e estamos em 2007… Isto quer dizer que desde então, nada se ganhou…
E se pensarmos que nessa Taça Latina já estavam vários jogadores da “nova geração”, fico triste porque pessoas profissionais – porque eu não sou profissional, nem nunca fui – não conseguiram resultados melhores.

MH: Quais são as possibilidades de Portugal no próximo mundial?
VH: Acho que Portugal pode ser campeão do mundo! Eu costumo dizer que se eu fui campeão do mundo, qualquer pessoa pode ser campeão do mundo!

MH: Com o F.C. Porto quase a conquistar o sexto título consecutivo, e assegurada a passagem à “final four” da Liga dos Campeões, quais são para si as principais diferenças entre esta equipa e a equipa penta-campeã dos anos oitenta?
VH: A primeira diferença… é que no meu sexto campeonato, não estava cá, pois fui para Itália; Este seria um recorde muito importante para o Futebol Clube do Porto.

MH: Mas você ganhou nove consecutivos…
VH: Exacto. Mas realmente, só tenho pena de na altura não ter ajudado na conquista de um sexto título para o F.C. Porto, porque não estava cá… Mas agora desejo que o Porto seja campeão nacional, porque eu sou portista! Seria também muito importante que o F.C. Porto juntasse a mais um título nacional, o título de campeão da Europa, que nós na altura ganhamos duas vezes, mas que falta a esta equipa, para estar ao mesmo nível que aquela que existiu há uns anos atrás (…). Este objectivo esteve perto de ser conseguido no ano passado. Como portista, desejo que o Porto seja campeão (europeu) este ano.

MH: Agora está a jogar na 2ª Divisão. Segue com regularidade a carreira da Académica de Espinho?
VH: Mas eu ainda não joguei! (risos) Mas, claro que sigo, sim. É o clube do meu coração, pertenço ao Conselho Geral, e estou a par de tudo o que acontece. Aliás, inscrevi-me no Pasteleira a seguir ao jogo Pasteleira – Espinho.
Mas (em relação ao Pasteleira), são duas equipas totalmente distintas. A Académica está a lutar por uma subida de divisão, tem equipa para consegui-lo… e julgo que vai conseguir!

MH: Mas depois há as equipas da outra zona…
VH: Nestas coisas, é muito difícil fazer esse tipo de juízos de valor. A zona “B” é teoricamente mais fraca que a zona “A”, mas na segunda fase baralha-se e vai dar tudo ao mesmo. E podem haver surpresas na fase seguinte. Neste tipo de coisas – provas disputadas em várias fases – eu dou sempre o exemplo do futebol: que é o caso da Dinamarca, em que todos os jogadores estavam de férias, mas no final sagraram-se campeões da Europa!

 

 
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