DIGRESSÃO
EM PORTUGAL
Qual a importância que tem, para si,
estar em Portugal?
Esta experiência foi importante para nós, pois estivemos
a treinar a selecção dos Estados Unidos a um nível
de jogo diferente. Foi importante para nós saber o quanto
bons ou maus nós somos. Assim, voltaremos a casa, vamos
treinar, para melhorar em alguns aspectos.
SELECÇÃO NORTE-AMERICANA
Os Estados Unidos vão jogar com Portugal
no Campeonato do Mundo… qual o seu objectivo para esse jogo?
Bem, vai ser um jogo muito difícil (risos)…
Mas sabes, eu diria que cada jogo tem a sua história. Gostaria
que o jogo fosse competitivo, e que nós pudéssemos
jogar bem, e conseguir um bom resultado. A selecção
portuguesa é obviamente muito boa, com muito talento, e
não posso prometer uma vitória (risos)!!!
Mas vamos tentar dar-lhes um bom jogo. Eu creio que podemos ser
competitivos.
Em relação ao campeonato?
Qual é o lugar que ambiciona?
Não há dúvidas que queremos terminar no “top-8”
mundial. Esperamos qualificarmo-nos no nosso grupo, e na fase
final, apenas competir e evoluir. Ultrapassar as nossas fraquezas
e ter algum sucesso.
Agora que se passaram dois anos, pode-me
dizer o que ganhou o hóquei norte-americano com a organização
do Campeonato do Mundo?
Os Estados Unidos acolheram o Campeonato do Mundo em 2005. Foi
uma oportunidade para nós organizarmos uma grande competição,
mas pessoalmente, não tenho a certeza que nós fossemos
suficientemente grandes para acolher esse tipo de eventos. Mas
os americanos fizeram o melhor que puderam. Talvez graças
ao Mundial, nós consigamos desenvolver o nosso programa,
e trazer mais pessoas para praticar esta modalidade…

HÓQUEI NOS ESTADOS UNIDOS
Quais são as maiores dificuldades
que vocês têm para praticar hóquei nos Estados
Unidos?
Temos várias. As distâncias são enormes, e
para disputar um jogo, com o clube mais próximo do meu,
tenho de fazer uma distância equivalente a ir de Portugal
até à Alemanha!
E depois, há o hóquei em linha. No meu rinque de
patinagem, tenho 200 praticantes de “inline”, e apenas
20 de hóquei em patins. Tento trazer alguns “inliners”
para o hóquei tradicional, e a maior parte acaba por ficar…
Falta-nos também o estatuo olímpico. Precisamos
de ter mais praticantes. A selecção norte-americana
tem de lutar pelos primeiros lugares, tal como no hóquei
no gelo e no hóquei em linha. Mas temos ainda um longo
caminho a percorrer…
O que ambiciona para o hóquei em
patins norte-americano?
O hóquei em patins está a crescer. Estamos a ter
algum sucesso na reorganização do desporto, mas
acho que ainda somos muito pequenos. Temos apenas 500 ou 600 hoquistas
em toda a América, e isso é muito pouco. Mas como
disse, há sinais de melhorias, há sinais de que
a actual estrutura organizativa é melhor. Esperamos duplicar
os números actuais nos próximos anos. Também
vamos trabalhar duro na nossa selecção nacional,
tentar desenvolver o seu modo de jogar… por isso, tenho
esperança! Eu não acho que seja bom queixarmo-nos…
bom é trabalhar, tentar descobrir soluções.
E em relação às pistas
de patinagem?
Nós precisamos de mais rinques. Há muitas pistas
de patinagem nos Estados Unidos. Mas na maior parte delas, não
se pratica hóquei em patins. Penso que se organizarmos
ligas, se desenvolvermos o nosso programa, estou confiante de
que haverão mais espaços para jogar hóquei
em patins no futuro.
Nesse seu programa, você está
a tentar promover a modalidade um pouco por todo o país,
ou aposta em alguma região específica?
Nós temos três regiões: Ocidental, Central
e Oriental. Cada uma dessas regiões, tem mais ou menos
o tamanho da Europa… temos um país muito grande!
O nosso objectivo é desenvolver o hóquei em patins
em cada região. Organizar campeonatos, onde de cada região
se apurariam os clubes para os nossos campeonatos nacionais. Seroa
excelente se tivéssemos clubes de todo o país nos
Nacionais, e seria também um excelente meio de promoção
do desporto no futuro.