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Herói de outras conquistas dá «25% de possibilidades»

Herói de outras conquistas dá «25% de possibilidades»
Foto de capa: O Jogo Chegou ao Sporting num ano de 1974 que foi quente para os lados da Luz, onde se tinha formado. Pelo Sporting conquistaria, entre...

Foto de capa: O Jogo

Chegou ao Sporting num ano de 1974 que foi quente para os lados da Luz, onde se tinha formado. Pelo Sporting conquistaria, entre outros, a então Taça dos Campeões Europeus (1977), a Taça CERS (1984) e a extinta Taça das Taças (1985). António Ramalhete relembrou com o HóqueiPT a conquista da CERS, olhando já para a decisão deste ano.

A Taça das Taças de 1985 foi a segunda do palmarés leonino. A primeira foi conquistada em 1981, estava Ramalhete no Benfica.

Na segunda época com António Livramento como treinador dos leões, o guardião António Ramalhete regressou ao Sporting em 1981 para uma última época com Sobrinho e Chana, que abandonariam a modalidade após um brilhante percurso. Ramalhete continuaria e, ainda sob a orientação de Livramento, seria um dos esteios da conquista da CERS em 1984.

Com uma equipa que se foi renovando - "da Taça dos Campeões Europeus já não havia nenhum nessa equipa, era eu o único", conta Ramalhete ao HóqueiPT -, os leões chegaram à final da CERS com o Novara, após uma meia-final memorável com o Voltregà.

Nessa meia-final, na primeira mão na nave de Alvalade, um resultado invulgar: 10-9 para o Sporting. "Os ataques estiveram bem e os guarda-redes não estiveram no seu melhor", constata Ramalhete. “Não era uma equipa que já jogasse há muito tempo, alguns dos jogadores entraram nesse ano. Era uma formação jovem", justifica, desculpando alguma irregularidade.

No entanto, na segunda mão o Sporting foi categórico. Em Sant Hipolit, os leões profanaram o sagrado e venceram por 3-6, marcando encontro com o Novara em Itália.

Em 1983/84, Livramento tinha às suas ordens Parreira, Ramalhete e Serra (guarda-redes), Camané, Fernando Gonzaga, João Campelo, José Rosado, Luís Nunes, Pedro Trindade, Realista e Sérgio Nunes.

Mais uma vez a primeira mão não correu de feição. O Sporting perdeu 4-1, ainda que contasse com o apoio de alguns indefectíveis. "Havia sempre muitos adeptos a acompanhar e, mesmo nos jogos internacionais, acompanhavam", recorda. "No mínimo, um autocarro ia sempre a acompanhar a equipa", precisa o ex-guarda-redes.

Na segunda mão tudo foi diferente. "A nave encheu completamente", conta-nos. “Hoje em dia os pavilhões também enchem, só que agora há lugares individuais… naquele tempo havia sempre lugar para mais um, era até não caber mais", descreve.

Frente aos italianos, o Sporting não deu hipóteses. "Éramos superiores e sabíamos que podíamos ganhar", sublinha. E assim foi. 11-3 foi o resultado que virou a final e valeu ao Sporting a Taça CERS.

António Ramalhete abandonaria o hóquei em patins em 1986, com 39 anos, consagrado um dos melhores guarda-redes de todos os tempos, mas continuou espectador atento.

Uma fórmula mais dada a surpresas

Agora, 31 anos volvidos, a Taça CERS é decidida em dois jogos de “vida ou morte”, sem uma segunda mão para dar a volta. "Com a final disputada desta forma, a eliminar numa só partida, não sei se haverá favoritos porque qualquer dos adversários é difícil”, analisa.

“As equipas são muito iguais. Enquanto naquela altura o Sporting era sem dúvida alguma 100% favorito, agora são 25% de possibilidades para cada equipa", antevê. Na baliza do Sporting brilha agora Girão mas, para Ramalhete, a decisão não passa por aí. "Os guarda-redes fazem sempre a diferença. Muitas vezes pode não se notar mas fazem sempre. No entanto, os espanhóis também nos habituaram a ter sempre bons guarda-redes, pode não ser por aí", perspectiva.

Ramalhete sagrou-se duas vezes campeão do Mundo (1974 e 1982) e quatro vezes campeão da Europa (consecutivas, entre 1971 e 1977), relegando sempre a Espanha para “vice”. E há uma rivalidade ibérica que lhe corre nas veias. “Era interessante haver uma final portuguesa”, deseja, com algum requinte de malícia. “Isso faz mossa nos espanhóis, não gostam de perder. Era uma afronta para o hóquei espanhol”, vinca, satisfeito com a possibilidade mas sem reconhecendo dificuldades. “O Barcelos joga com o Reus que também não é nenhum adversário fácil”, observa. ”Nas Final Four com a Espanha, eles até se saem melhor, mas estou esperançado que o Sporting possa passar a meia-final”, deseja.



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