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«A chave é pensar e jogar como verdadeiros Campeões»

«A chave é pensar e jogar como verdadeiros Campeões»
Em 2014, o Noia venceu a Taça CERS em Itália, numa final a quatro com dois emblemas espanhóis – o Igualada era o outro – e dois italianos, apontados à...

Em 2014, o Noia venceu a Taça CERS em Itália, numa final a quatro com dois emblemas espanhóis – o Igualada era o outro – e dois italianos, apontados à partida como favoritos. O Noia afastou o anfitrião Forte dei Marmi na meia-final (3-2 nas grandes penalidades) e garantiu o triunfo frente ao Breganze, com um golo de ouro de Alex Esteller, após um empate a três no fim do tempo regulamentar.

Ferran López foi o timoneiro desta conquista, a segunda na história do Noia, e explica ao HóqueiPT como se ganha uma CERS. “Para ganhar este tipo de competições, a chave é pensar e jogar como verdadeiros Campeões, sem desculpas, dar o melhor de ti”, afirma.

Ferran López sairá no final desta temporada do Noia, encetando uma nova aventura. O sucessor será Pere Varias, actualmente no Vendrell.

Este é o momento alto de uma época e a equipa tem de se focar no objectivo, preparando-se para um fim-de-semana de grandes emoções. “Tem de se trabalhar em equipa a meia-final e a final, acreditar no planeamento, ser forte mentalmente porque há muita tensão e acreditar que estes jogos são os mais importantes da tua carreira desportiva e que não sabes quando voltarás a ter a oportunidade de disputar um título europeu. Acreditando que o que vives pode ser irrepetível, já tens um ponto ganho”, garante.

Igualada com o factor casa

O Noia venceu a CERS fora de portas, afastando logo nas meias a equipa organizadora, o Forte. Agora o anfitrião será o Igualada. Jogar em casa é uma vantagem ou trará mais pressão a uma equipa que, pelo plantel, não partirá como favorita? “O Igualada tem de superar o ‘handicap’ que supõe jogar em casa. Ainda que acredite que devem jogar sem pressão, não devem conformar-se em pensar que o prémio é estar entre os quatro melhores. O verdadeiro prémio é ganhar o título. O Igualada tem de fazer valer o factor casa e actuar como visitado”, aconselha. “Se superar essa ‘pressão’ tem hipóteses, porque é uma equipa com recursos. Têm de assentar o seu jogo no trabalho em equipa”, sublinha.

O detentor do título, Noia, de Ferran Lopez, foi afastado esta época pelo Barcelos

Um Barcelos sólido na defesa

“As duas equipas portuguesas são muito fortes. Compactas e que sofrem poucos golos”, analisa Ferran Lopez, que conhece bem um dos semifinalistas, adversário e carrasco do Noia na primeira eliminatória.

Nos 16-avos-de-final, o Barcelos venceu o Noia por 2-1 no Minho e empatou em Sant Sadurni a três.

“O Barcelos, em particular, é uma equipa muito sólida na defesa, que sabe aguentar os ataques do rival sem perder o sentido posicional. Tem jogadores corajosos no ataque, com boa técnica e táctica individual, bons patinadores e fisicamente fortes”, detalha. “É uma equipa com um bom contra-ataque, um adversário difícil de vencer. Se controlar o ritmo do jogo contra o Reus, pode passar a eliminatória. O Reus é melhor no ‘um-para-um’“, afirma.

A experiência leonina

À outra equipa portuguesa, o treinador do Noia aponta a experiência como outra virtude, para além da segurança defensiva. “O Sporting também é uma equipa que sofre poucos golos. É uma equipa muito vertical e acredito que a mais experiente”, confidencia-nos. “Será um rival difícil para o Igualada. Além de tudo, individualmente tem jogadores muito tecnicistas”, realça.

Ricardo Figueira, um dos mais experientes e esteio defensivo dos leões

Reus vai a jogo sem Jepi

A mais de um mês da Final Four, o Reus perdeu Jepi Selva por lesão na mão esquerda, factor que pode ser condicionante na manobra da equipa de Alejandro Dominguez. “O Reus é muito perigoso no contra-ataque. A questão é ver como se jogam sem o seu jogador "estrela", Jepi Selva, baixa por lesão. É, sem dúvida, o jogador mais desequilibrador e vertical da equipa”, assegura, apontando as dificuldades com que os ‘rojinegros’ se irão deparar. “Têm de saber romper uma defensa sólida como uma rocha, a do Barcelos, que também sai bem no contragolpe”, alerta.

A terminar, Ferran dá o mote para um grande fim-de-semana de promoção da modalidade. “Esperamos que seja um grande espectáculo e que haja muito público em ‘Les Comes’, um pavilhão histórico que viveu tardes de Hóquei memoráveis, e que, sobretudo, ganhe o nosso desporto preferido”, deseja.



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