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Duelos internos dominam quartos da Liga Europeia

Duelos internos dominam quartos da Liga Europeia
Um duelo português, um italiano e outro espanhol nas quatro partidas da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europeia são reflexo de como as três...

Um duelo português, um italiano e outro espanhol nas quatro partidas da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europeia são reflexo de como as três potências continuam a dominar o hóquei europeu, pese alguma réplica vinda de França em particular.

De facto, em equipas apuradas, Portugal até fica atrás dos rivais, apurando duas contra três de Itália e Espanha, tendo ficado pelo caminho o Valongo - a acusar o peso da prova - e a Juventude de Viana, num grupo onde à partida - com Liceo e Forte - as hipóteses eram reduzidas. Por força do duelo entre Porto e Benfica, uma equipa lusa está desde já garantida na Final Four. No entanto, será mesmo só uma, contrariando os dois últimos anos em que dragões e águias marcaram ambos presença na fase decisiva da prova.

Valdagno testa Barcelona

O único duelo destes quartos de final que obriga a passar fronteiras coloca frente-a-frente os italianos do Valdagno e os catalães do Barcelona.

O argentino Lucas Ordoñez - melhor jogador da OK Liga em 2013/14 - fui anunciado pelos media como reforço do Barcelona para a época que se avizinha e todos os olhos estarão nele, numa equipa em que o jovem Maxi Oruste, também argentino, tem lutado pelo protagonismo com "Lukitas". O Valdagno é terceiro no campeonato italiano e logrou recentemente uma vitória sobre o líder Forte, moralizadora para os play-offs que se avizinham. No entanto, na recém-disputada Taça de Itália, caiu nos quartos frente ao Trissino. A equipa perdeu Massimo Tataranni mas tem noutro Massimo - o lendário Cunegatti - uma referência importante.

O Barcelona já recebeu uma equipa italiana - o Bassano - na fase de grupos

O Barcelona, pese o percurso marcado por apenas um empate na Liga Europeia, tem sido atacado pela imprensa pelas exibições menos brilhantes e pela derrota pelo segundo ano consecutivo na final da Taça do Rei. As notícias recentemente saídas a público da não continuidade de Reinaldo Garcia e Marc Torra terão deixado, naturalmente, marcas num grupo que vem todo da época passada mas, ainda assim, os blaugrana lideram a OK Liga e têm todas as hipóteses de estar presentes na Final Four para defender o título conquistado (o 20º…) em 2014.

O Clássico português

É um clássico, o maior nacional das últimas duas décadas, um dos maiores internacionais.

Nos últimos dois anos, ambas as equipas chegaram á Final Four. Este ano um ficará pelo caminho. Em 2013, protagonizaram a primeira final portuguesa da história. É uma apresentação curta mas que espelha a justificada ambição de Benfica e Porto.

O ano passado, o Barcelona, a jogar em casa, foi carrasco de Benfica nas meias e Porto na final mas este ano os portugueses surgem com renovadas e legitimas aspirações ao título.

No campeonato português, águias e dragões estão separados por três pontos. Os encarnados somaram um empate em Barcelos e o Porto no Livramento, com o Sporting, sendo a diferença de três pontos reflexo da vitória do Benfica em Dezembro último por 3-7, afirmando-se como capaz de vencer no Dragão Caixa.

Após a final da Liga Europeia realizada no Dragão em 2013, último confronto europeu entre as duas equipas, Benfica e Porto encontraram-se cinco vezes mas apenas uma na Luz. O Benfica ganhou em três ocasiões e o Porto em duas.

O Porto venceu o seu grupo registando apenas um empate em seis jogos - em Itália, com o Valdagno - enquanto o Benfica não conseguiu bater o Barcelona em nenhum dos dois jogos - empate no Palau e derrota na Luz - e se quedou pelo segundo lugar.

Pese o segundo lugar na fase de grupos, o Benfica parte com vantagem anímica. Venceu de forma clara nos dois últimos confrontos (3-8 para a Taça e 3-7 para o Campeonato) e a actualidade do Porto tem sido marcada pelas notícias da renovação do plantel, com a saída de figuras marcantes. Mas o brio de jogadores como Reinaldo Ventura, Caio, Pedro Moreira ou Ricardo Barreiros podem ser preponderantes numa resposta à altura.

Os 'verdes' querem vingar Taça do Rei

Liceo e Vic defrontaram-se nas meias-finais da Taça do Rei, que terminaria com o triunfo e a glória da elogiada equipa de Ferran Pujalte. Nesse jogo, a partida chegou ao fim dos 50 minutos com um empate a uma bola, avançando o Vic com um livre directo de Ferran Font (a repetir o feito do tempo regulamentar), depois de Edu Lamas não ter conseguido bater aquele que se sagraria MVP da final, o "portero" Carles Grau.

O Liceo já conquistou por seis vezes a Liga Europeia. O Vic chegou duas vezes à final no final da última década, mas foi batido por Reus e Barcelona (com os blaugrana treinados na altura por… Pujalte) e ainda não conta nenhuma Liga Europeia na sua vitrine.

Neste jogo, o Liceo dominou a partida mas não conseguiu ultrapassar a bem organizada defensiva contrária e procurará agora repetir o resultado do campeonato na última jornada da primeira volta, em que venceu por 6-2. Um score que Carlos Gil não enjeitaria levar na segunda mão a casa do actual terceiro classificado da OK Liga, no caminho para o desejado regresso aos festejos de 2011 e 2012.

Restará saber o que pesará mais neste Vic, com meio plantel abaixo dos 20 anos: se uma motivação extra ou uma euforia excessiva de festejos a meio da semana.

Na Taça do Rei, a vitória sorriu ao Vic; para a OK Liga sorrira ao Liceo

Um duelo adiado

Depois do encontro para o campeonato O encontro entre Forte e Breganze era o duelo que todos esperavam que acontecesse na final da Taça de Itália. Mas o Viareggio treinado por Alessandro Bertolucci afastou a equipa de Pedro Gil e o confronto entre as duas mais fortes equipas transalpinas da actualidade foi adiado… uma semana. E no espaço de duas semanas deliciará os adeptos do hóquei em patins três (!) vezes: nas duas mãos dos quartos da Liga Europeia e, pelo meio, para o campeonato transalpino.

O Forte tem o melhor ataque do campeonato italiano, com uma média de quase oito golos por jogo. Pedro Gil é o melhor marcador com 54 dos 151 golos da equipa nos 20 jogos disputados.

O Breganze chega a esta primeira mão com a moral em alta e esperançado. Conquistou a Taça de Itália, no campeonato vai longe do Forte mas a decisão é no play-off, e a derrota para o campeonato (1-2) foi pela margem mínima. E Guillem Cabestany está apostado em repetir a presença na Final Four, depois de no ano passado ter estado presente com o Vendrell.

No Forte, campeão italiano em título, o destaque vai para o tridente espanhol com Pedro Gil, Enric Torner e Pablo Cancela, já todos com vínculo renovado para a próxima época. E o treinador Roberto Crudeli, aos 51 anos, ainda vai dando uma perninha numa equipa que conta também com o ex-Porto Alberto Orlandi.

Do lado dos rubro-negros do Breganze, o tridente é multinacional. O português Sérgio Silva, o brasileiro Cacau e o espanhol Jordi Adroher são as principais armas ao dispor de Cabestany.



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