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«O hóquei ofensivo é sempre melhor»

«O hóquei ofensivo é sempre melhor»
Este temporada marca o fim de uma relação do Reus com o treinador Alejandro Domínguez, que será substituído no cargo pelo adjunto Enrico Mariotti. Em ...

Este temporada marca o fim de uma relação do Reus com o treinador Alejandro Domínguez, que será substituído no cargo pelo adjunto Enrico Mariotti.

Em sete épocas, o treinador argentino tornou o hóquei do Reus distinto dos demais em Espanha, mais directo, mais ofensivo. "O hóquei ofensivo é sempre melhor, em qualquer circunstância, do que o hóquei expectante e que não favorece o crescimento do nosso desporto", afirma ao HóqueiPT. Mas tal não significa descurar a defesa. "Há um erro recorrente na hora de julgar o hóquei que praticamos, já que apostar no ataque não quer dizer defender mal ou jogar de forma caótica", reitera.

Alejandro Domínguez, que continuará adjunto de Quim Pauls na selecção espanhola masculina, vai assumir o cargo de seleccionador feminino.

Com o Reus presente na Taça do Rei e ainda em prova na Taça CERS, Alejandro não esconde o desejo de vitória. "Gostaria de ganhar um título antes de fechar este capítulo da minha vida, mas não estou obcecado com isso", revela. "Acredito que fizemos um trabalho interessante nestes anos e espero que os adeptos tenham desfrutado ao ver-nos jogar. Sem dúvida que a CERS e a Taça do Rei são duas boas oportunidades, e tentaremos aproveitá-las", confessa.

Alejandro Domínguez

Já este fim-de-semana decide-se então a Taça do Rei. "As expectativas que temos como equipa são altas, por vários motivos. Sem dúvida, o mais importante deles é que, numa prova por eliminatórias, temos reais possibilidades de competir com os grandes favoritos, Barcelona, Liceo e Vic", explica, desejando que o hóquei-espectáculo triunfe. "Espero que, para o bem de todos, vença uma equipa que não seja expectante com a bola e que aposte num hóquei ofensivo e vistoso", deseja.

Coy procura vencer a Taça do Rei depois de ganhar a Taça em Portugal

Depois de dois anos ao serviço do Benfica, com muitas provas ganhas e despedindo-se com a conquista da Taça de Portugal, Marc Coy regressou ao hóquei espanhol.

Ao serviço do Benfica, Marc Coy conquistou uma Supertaça e uma Liga Europeia no primeiro ano e uma Taça Continental, uma Taça Intercontinental e uma Taça de Portugal no segundo.

Neste regresso é o melhor marcador e agora parte à conquista da Taça do Rei. "O nosso objectivo é chegar à final. Temos uma eliminatória com o Voltregà muito difícil e sabemos que temos de ir jogo-a-jogo", realça. "Sendo eliminatórias, são jogos de muita tensão e que se podem definir por pormenores. Temos de estar concentrados e aproveitar o nosso jogo", afirma.

Marc Coy

Podendo comparar os dois formatos ibéricos, Coy vê vantagens nos dois. "O formato em Portugal é muito interessante, porque dá oportunidade às equipas dos escalões inferiores de fazerem parte da competição ao mais alto nível. Nos dois anos em que estive em Portugal, achei incrível e gostei muito", assegura. "Mas também há que reconhecer que os quatro dias da Taça, são puro hóquei, com oito das melhores equipas da Liga a defrontarem-se em duelos sucessivos até que só fica o campeão, é uma experiência que adoro viver", diz empolgado, nesta que será a sua primeira participação na Taça do Rei.

Albert Casanovas já foi Rei

Se Coy se despediu com uma vitória sobre o Porto, Casanovas estreou-se da mesma forma pela Oliveirense. E também aplaude o formato português. "Para as equipas que normalmente não jogam em competições europeias nem lutam para ganhar o campeonato é uma oportunidade muito boa de jogar jogos importantes e que motivam muito aos seus jogadores", destaca o ex-capitão do Reus. "As equipas grandes têm de concentrar-se muito para vencer este tipo de jogos e as equipas com um nível teoricamente inferior têm a oportunidade de fazer o jogo mais importante da época", vinca. Depois do Porto, a Oliveirense vai defrontar o Cambra, da II Divisão, algo que não seria possível no formato do país vizinho. "O Cambra é uma equipa que joga na segunda divisão mas tem equipa de primeira. E um derby é sempre um derby. Vamos ter de fazer um jogo perfeito para ganhar e isto é o que dá muito valor a esta competição", sustenta.

Albert Casanovas a capitanear o Reus

Formado no Reus, Casanovas veio esta época para o hóquei português e tem-se destacado ao serviço da Oliveirense, tendo sido inclusivamente ventilado como potencial reforço do FC Porto para a próxima época.

Ainda muito jovem, Casanovas fez parte da última conquista "reusence" da Taça do Rei. "Quando ganhámos em 2006 foi muito especial porque na altura o Barcelona tinha uma equipa que dificilmente perdia um jogo e, se havia alguma equipa que podia derrotá-los, era a nossa", recorda. "Também não tínhamos má equipa: Trabal, Teixidó, Gual, Caldú, …", graceja.

Pese três finais perdidas depois de 2006, a última das quais em 2013 como capitão de equipa, o agora número três da Oliveirense guarda as melhores recordações da competição. "São dias onde se respira um ambiente de hóquei total. É espectacular reunir às oito melhores equipas do campeonato e disputar, em quatro dias, um título. Todas as equipas chegam muito motivadas porque sabem que numa competição tão curta todas têm opção de ganhar", afirma.

Depois da conquista em 2006, Casanovas chegou a mais três finais pelo Reus. Perdeu em 2007 e 2011 para o Barcelona e em 2013 para o surpreendente Vendrell.

O hóquei do Reus prima pela diferença em Espanha. E agrada a Casanovas. "A mudança que Alejandro Dominguez fez à maneira de jogar do Reus foi muito positiva. O hóquei espanhol destaca-se por ser muito defensivo e estruturado. Este ar novo de um hóquei mais directo - tipo hóquei português- é muito perigoso para as equipas que pretendem controlar o jogo", analisa, vendo este estilo de jogo como potencialmente vencedor na prova que se avizinha. "Numa competição como a Taça do Rei, tens de inovar se queres ganhar. Se conseguires surpreender com um hóquei mais directo, podes criar muito perigo", garante, deixando no entanto um aviso. "Não te podes esquecer que estás a jogar em Espanha. Se te descuidas na defesa, não tens hipótese de ganhar", alerta.

Albert Casanovas com as cores da Oliveirense

A acompanhar agora o hóquei espanhol à distância, Casanovas arrisca - embora relutante - numa final entre Barcelona e Liceo. "Nos últimos anos houve muitas surpresas", relembra, justificando a sua hesitação. "O Barcelona não chega no seu melhor momento de forma e isso pode ser muito bom para as outras equipas, . Mesmo assim, o Barcelona é sempre favorito. O Liceo está a fazer uma grandíssima época e o Vic tem muito a ganhar e pouco a perder. Para mim são as equipas que partem com favoritismo. Mas há sempre surpresas, e espero que este ano também seja assim, para o bem do hóquei", conclui.

Como chega o Reus à Taça do Rei

Posição na OK Liga: 4º.

Performance na OK Liga: 12 vitórias, 2 empates e 8 derrotas, com 81 golos marcados e 72 sofridos.

Contra o CP Voltregà: Derrota 2-1 fora (18 Out), vitória 5-4 em casa (3 Fev).

Último jogo: Vitória 5-1 em casa com o Tordera, último classificado.

Momento: Quatro vitórias.

Melhor marcador: Marc Coy.

Taça do Rei: Sete vezes campeão em 17 finais.

Taça do Rei 2014: Caiu nas grandes penalidades das meias-finais (4-5) após uma igualdade a dois com o Vendrell. Nas meias-finais vencera o Voltregà por 2-5.

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Reus D 0 : 0 27 Fev 21h00 CP Voltregà


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