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Prosegur trama Paço de Arcos… mas deverá haver jogo

Prosegur trama Paço de Arcos… mas deverá haver jogo
O jogo dos 16-avos-de-final da Taça de Portugal entre Paço de Arcos e Juventude de Viana não se realizou por falta de segurança. Contactado pelo Hóque...

O jogo dos 16-avos-de-final da Taça de Portugal entre Paço de Arcos e Juventude de Viana não se realizou por falta de segurança. Contactado pelo HóqueiPT, o presidente Marco Afonso garante que o clube da Linha realizou os procedimentos correctos junto da Prosegur e não dúvida da realização do jogo em nova data.

“O Paço de Arcos pediu segurança para o jogo como pede sempre, e obteve a confirmação da empresa de segurança de que iria enviar os elementos necessários à segurança neste jogo”, assegura Marco Afonso. “Creio que o que aconteceu foi que, dentro da própria empresa de segurança, houve uma falha de comunicação e não destacaram agentes para este jogo”, analisa.

No jogo foram cumpridos todos os passos previstos em regulamento. “Chamámos a polícia mas não puderam ajudar, porque não tinham agentes suficientes para assegurar a permanência durante o tempo de jogo. Esperou-se meia hora pela empresa de segurança mas também não conseguiu colocar cá agentes. Por isso, não houve jogo e agora vamos esperar a decisão da Federação de Patinagem de Portugal. Os árbitros averbaram ao relatório de jogo o nosso pedido de segurança e a confirmação por parte da Prosegur”, descreve.

Apesar de uma “falta de comparência” veiculada, Marco Afonso está tranquilo. “Há uma precipitação na informação que porque quem vai decidir será a FPP e, em situações semelhantes no passado, o que aconteceu foi nova data para o jogo. E o Paço de Arcos acredita que será assim”, assevera.

Totalmente alheia à situação é também a Juventude de Viana que, em caso de nova data, será a maior prejudicada, obrigada a nova viagem a Lisboa num calendário já por si apertado.

No entanto, o presidente do Paço de Arcos não deixa de lamentar a situação. “Isto vai trazer custas para o clube. Para além dos custos com taxas de organização de jogo, também foi uma situação chata porque as pessoas deslocaram-se a Paço de Arcos para ver um espectáculo que não aconteceu, e como é óbvio devolvemos o dinheiro do bilhete”, explica, relegando responsabilidades para a Prosegur. “Há alguns custos que o Paço de Arcos vai suportar em primeira instância mas vai pedir responsabilidades à Prosegur, porque é uma situação que nos é completamente alheia”, afirma.

A regulamentação

O capítulo IX do Regulamento Geral de Hóquei em Patins da FPP, no seu Artigo 65º de quatro pontos, deixa claro que a “falta de comparência” apenas será averbada desde logo no caso da força de segurança se ausentar do recinto de jogo após o início da partida. Verificados os dois primeiros pontos, a decisão de novo jogo ou da eliminação do Paço de Arcos por “falta de comparência” fica nas mãos da Federação de Patinagem de Portugal e, em particular, do Conselho de Disciplina. Mas sendo reconhecida a responsabilidade por parte da Prosegur, tudo leva a crer que o jogo se realizará em data a definir, sendo que os oitavos-de-final estão agendados para 14 de Março.

Ficam os quatro pontos do artigo referido, relativo aos “Procedimentos em caso de ausência de policiamento”:

1. Se à hora marcada para início do jogo não estiver presente a força policial, os Árbitros tem de conceder uma tolerância de 30 (trinta) minutos, findos os quais - e caso o policiamento continue ausente - o jogo não será iniciado, sendo do facto efectuado o Relatório correspondente.

2. Se a força policial tiver sido requisitada e não comparecer, é obrigatória a apresentação aos Árbitros do jogo - pelo Delegado do clube visitado ou como tal considerado - duma cópia da requisição do policiamento que tiver sido efectuada pelo clube, para que a mesma seja apensa ao Boletim Oficial de Jogo.

3. Se, já depois do jogo se ter iniciado, os Árbitros constatarem que a polícia se ausentou do recinto de jogo, terão de dar imediatamente o jogo como terminado, relatando o facto no Boletim Oficial de Jogo.

4. A ocorrência do disposto no número anterior implica, para o clube infractor, o averbamento duma “falta de comparência”, sendo-lhe aplicadas as sanções estabelecidas no artigo 79º deste Regulamento.

Cinco primodivisionários não jogam oitavos

Esta segunda-feira realiza-se na sede da FPP o sorteio dos oitavos-de-final da prova rainha do calendário hoquistico.

Nas 16 vagas já só estarão presentes nove equipas da I Divisão, ainda que falte saber se a nona será para Paço de Arcos ou Juventude de Viana. O destaque irá para a Oliveirense, que afastou o FC Porto, mantendo-se também em prova Benfica, Barcelos, Valongo, Sporting, Turquel, Candelária e Póvoa.

Em destaque no sorteio, estará também o Ancorense do ex-seleccionador nacional Rui Neto, única equipa da III Divisão a marcar presença, e que afastou o Atlético do Tojal.

Da II Divisão, só dia 1 de Março se saberá se uma das 16 vagas é para o Marítimo SC ou Juventude Pacense mas outras cinco equipas já têm presença garantida. Cambra, Braga, Tomar foram “tomba-gigantes” e afastaram respectivamente os primodivisionários Tigres, Carvalhos, Sanjoanense. Sesimbra e Alcobacense são as equipas do segundo escalão que completam o quadro de equipas a sorteio.



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