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Vítor Marques troca Paço do Rei pelo H.C.Fão

Vítor Marques troca Paço do Rei pelo H.C.Fão
O Guardião que representou a equipa do Paço do Rei, abraçou um novo projeto mais a norte, no H.C.Fão. Vítor Marques falou das três épocas ao serviço do clube de Vila Nova de Gaia, e do seu novo clube.

O Guardião que representou a equipa do Paço do Rei, decidiu sair no final da época abraçando agora um novo projeto mais a norte, no H.C.Fão. Numa pequena entrevista cedida pelo atleta ao MundoOK, Vítor Marques falou das três épocas ao serviço do clube de Vila Nova de Gaia, do sentimento na hora da despedida, e do seu novo clube.

Que balanço faz da sua passagem pelo Paço do Rei?
Em termos gerais considero que foi positiva. Conseguimos atingir o principal Objetivo a época passada, em Seniores e subimos à 2ª Divisão, consegui, como treinador solidificar o meu trabalho com o treino de Guarda-redes, colaborei no Centro de Formação de Hóquei em Patins assim com no escalão de Infantis e ainda tive funções de Coordenador técnico. No fundo considero que foi um trabalho muito gratificante cumprindo o objetivo de atrair mais atletas e elevar a qualidade a nível desportivo, num Clube que atravessa dificuldades mas que luta incessantemente para manter o seu bom nome!
Como foi o seu ingresso no clube?
Na altura estava sem clube, após uma passagem pela APDG Penafiel onde subimos à 2ª divisão e que devido a motivos profissionais tive de sair, no Paço Rei estava-se a iniciar um projeto, e o Pedro Cabaços, que seria o treinador, contactou-me e aceitei.

Passados três anos, decidiste sair do clube, que acaba de descer à 3ª Divisão. Sentes que poderia ter sido feito mais?
“Em primeiro lugar foram feitos esforços extraordinários a nível diretivo por parte do Sr Castilho, do Sr Paiva e do Sr Carlos, tanto para criar e manter a equipa na 3ª Divisão como para manter esta equipa a competir na 2ª Divisão. Obviamente que o ideal seria manter a equipa na 2ª Divisão mas, a nível desportivo penso que tivemos uma época atípica, com sucessivas mudanças de treinadores, e nós mesmos sentimos que algo não estaria a correr bem. Os resultados não apareceram e fomos descendo na classificação, chegamos a estar a ganhar por muitas vezes por diferença de 2, 3 golos e perdemos. A dada altura já estávamos a ver “o filme” de jogos anteriores e não aguentávamos as vantagens no resultado. No fundo tínhamos qualidade mas não conseguimos traduzir em resultados positivos, ficamos com o sentimento que poderíamos ter feito melhor mas não conseguimos no entanto fizemos o melhor possível.”

De titular indiscutível a suplente. Que sentiste quando isso aconteceu?
“Obviamente que gostamos todos de jogar sempre mas discordo da ideia de titular indiscutível. Sei que trabalhei bem para merecer o lugar, sei também que haviam outros colegas que também quereriam jogar e fiz sempre o meu melhor trabalhando sempre da mesma forma. Quanto as opções técnicas, não vou tecer qualquer comentário visto que sempre respeitei qualquer opção, sabendo eu também o que é ser Treinador, embora tenha a minha opinião pessoal mas cabe aos treinadores decidir quem joga e só eles poderão justificar as suas próprias opções.”

O que sente o Vitor Marques “Treinador”?
“Enquanto treinador foi um prazer enorme fazer parte de uma estrutura de formação que tinha e espero que continue a ter tudo para ser solida e consiga formar grandes atletas. Treinei crianças todas muito diferentes umas das outras, com necessidades diferentes em que eu as tinhas de abordar de formas diferentes. Por exemplo, no escalão de Infantis chegava a mandar atletas tomar banho mais cedo por não estarem a ser corretos e no fim tudo ficava resolvido com um pedido de desculpas e um aperto de mão, porque se apercebiam que não estiveram bem. A nível de treino de Guarda-redes foi ainda mais positivo porque conseguimos ter equipas a sofrer quase metade dos golos de épocas anteriores e Guarda-redes com prazer em estar naquela posição”



Falas-te à pouco em funções de Coordenador Técnico. Foste coordenador do clube?
“Sim fui. Desde outubro a Dezembro!” (risos)

Tão pouco tempo? O que aconteceu para essa passagem tão rápida?
“No final da época anterior, o coordenador técnico, que era o Nuno Carrão foi para o Infante de Sagres e veio o José Freire que por motivos que desconheço saiu da Coordenação já em finais de Setembro, penso eu. O clube estava aguardar eleições e, a convite do Presidente, acumulei as funções da Coordenação em jeito de continuidade do trabalho já efetuado. A minha saída começou a ganhar outros contornos a partir de Dezembro, quando foram renovados os cargos diretivos e mudado o que estava a ser feito com a estrutura já criada. Aquando da entrada da nova direção, liderada pelo mesmo presidente, tive apenas tempo para elaborar um evento meramente lúdico de patinagem no gelo para as camadas jovens no Marshoping, um torneio interno onde interagem os escalões todos entre si, até que foram consideradas incompatíveis essas funções coma as de atleta de uma forma súbita e sem qualquer consulta do meu ponto de vista. A partir daí dediquei-me apenas aos Guarda-redes por paixão ao meu próprio trabalho e respeito aos próprios atletas que tenho orgulho em os ter treinado.”


Quando tomaste a decisão de sair do clube em definitivo?
“Em finais de Dezembro!”

Devido a teres deixado de ser o Coordenador?
“Também. Foi o começo de tudo! A partir daí assisti a comportamentos estranhos de pessoas que pensava que estariam ali para ajudar …(pausa) mas não me vou alongar. As decisões estão tomadas e quem as tomou saberá explicar melhor o fundamento das mesmas.”

Após a saída o que guardas na memória destes Três anos?
“Do Paço do Rei guardo grandes momentos, amizades dentro e fora da equipa que nunca esquecerei. Recordarei sempre o apoio do público tanto a nível da equipa como a nível pessoal porque sempre estiveram ao meu lado em todos os momentos. Também recordarei as conquistas como o Campeonato Distrital Seniores (AP Porto)  e a subida à 2ª Divisão Nacional. Enquanto treinador sinto que ajudei o clube na sua evolução e evolui também!”

E agora qual o próximo desafio?
“Como atleta, embora tenham surgido alguns projetos, irei representar o H.C.Fão devido á sua estrutura organizada existente, á ambição imposta no clube, a toda a disponibilidade por parte dos dirigentes em contar comigo desde o primeiro contato e também porque me dará a possibilidade de conciliar com a minha vida profissional. Como treinador de Guarda-redes vou integrar um projeto de formação no Infante de Sagres, o que será um regresso a uma casa que conheço bem.

Comentários

  • anonimo [Não autenticado | IP: 188.81.xxx.xxx]: Boas Vitor Marques,
    Como amigo teu desejo-te boa sorte neste novo clube.
    Quanto ao projeto de formação no Infante de Sagres penso que tinhas mais condições noutros clubes. Mas tu lá tens o motivo para fazeres essa escolha...
    Abraço

  • EJMA [Não autenticado | IP: 213.205.xxx.xxx]: "E agora qual o próximo desafio?
    “Como atleta, embora tenham surgido alguns projetos..."

    Surgido???
    Andas-te a bater de porta em porta Vitor que eu saiba, Infante e até ao Fanzeres lá foste.

    Disses-te que respeitas-te sempre a decisão do Treinador quando foste renegado ao banco, no entanto explica lá qual a verdadeira razão de teres abandonado o Paço de Rei?

  • Atento [Não autenticado | IP: 95.92.xxx.xxx]: boas Vitor espero que te aconteça tudo aquilo que provocas te no Paço de Rei

    Saíste como entras-te sorrateiramente

  • Ana Paula Maia: Enfim...porquê que as pessoas têm sempre comentários tão tristes.
    Vitor, desejo-te as maiores felicidades no clube em que vais dar tudo por tudo pela tua nova camisola e sê excelente como treinador no Infante.

  • Ricardinho Ferreira [Não autenticado | IP: 77.54.xxx.xxx]: Boas

    Normalmente mantenho-me fora de discussões e deixo opiniões só para mim, mas depois de ter visto os comentários de EJMA e um Atento acho que não poderia ficar indiferente.

    São comentários tristes e que infelizmente acontecem, contudo vamos fazer de conta porque não é isso que realmente importa.

    Vitor meu amigo, foi um prazer jogar contigo e desejo-te toda a sorte do mundo e as maiores felicidades neste novo projecto (menos nos jogos contra mim claro). ;)

    Não ligues a estas críticas, todos (atletas) sabemos como foi uma época complicada em determinados aspectos mas sempre demos o nosso melhor e isso ninguém nos pode tirar.

    Finalizo a desejar-te mais uma vez tudo de bom em tudo que faças e aproveito para dizer que tens aqui um amigo com que podes contar, foi um prazer jogar contigo.

    grande abraço

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