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Inter-Regiões 2012: AP Lisboa já está na final

Inter-Regiões 2012: AP Lisboa já está na final
A AP Lisboa será a primeira finalista do 36º Inter-Regiões após ter vencido a seleção do Minho na lotaria das grandes penalidades.

A AP Lisboa conseguiu garantir a presença na final do 36º Inter-Regiões após ter vencido, com recurso às grandes penalidades a seleção do Minho.

A AP Lisboa ficará à espera do vencedor do jogo entre a AP Porto e a AP Aveiro para saberem qual os seus adversários para a final, que decorrerá hoje, pelas 17:30h


Crónica AP Lisboa: 
20º Jogo - Inter-Regiões Estoril 2012

A.P. Lisboa 5 – A.P. Minho 5 (4-2 após grandes penalidades)

Pavilhão da Juventude Salesiana: 1 Abril, 09h30; 262 pessoas, 14 graus, céu escuro e boa temperatura

APL: 1 – João Lopes, 2 – Rafael Lourenço, 3 – Gonçalo Pinto, 4 – Gonçalo Nunes, 5 – Gonçalo Conceição ©, 6 - Ricardo Damásio, 7 – Henrique Pereira (sub-cap.), 8 – Pedro jordão, 9 – Diogo Neves e 10 – Rogério Silva
APL Treinador: Luís Moreira -Tikinho
APM: Luis Costa, 2 – Sarafim Silva, 3 – Guilherme Ferreira, 4 – Miguel Catarino (sub-cap.), 5 – Gonçalo Ferreira, 6 – Vitor Braga, 7 – Carlos Loureiro; 8 – Pedro Silva, 9 – Afonso Lima e 10 – Bruno Guia
Treinador: Luis Silva

Árbitros: Miguel Guilherme (Lisboa), Júlio Teixeira (Minho) e Jorge Carmona (Lisboa)

Duas equipas a procurar um lugar na final. Apesar da hora madrugadora o ritmo já é muito elevado para quem se levantou tão cedo, com ambas as equipas a lutar muito para inaugurar o marcador.

Foi o Minho, com um potente remate de Vitor Braga, que fez o 0-1 ganhando alguma tranquilidade, fazendo com que Lisboa ficasse nervosa. Tikinho faz sair Pedro Jordão que dá lugar a Gonçalo Nunes e a equipa ganha mais poder ofensivo. Com um tiraço do meio da rua Ricardo Damásio faz o empate e o jogo fica fogo.

Gonçalo Pinto de seguida põe Lisboa à frente do marcador com um golo de grande inteligência e oportunidade, enganando Bruno Guia. O Minho veio para a frente inconformado com a desvantagem no marcador.

O Minho entrou melhor e fez o primeiro, mas depois Lisboa recompôs-se e tomou a iniciativa do jogo e isso refletiu-se na marcha do marcador. O resultado ao intervalo ajusta-se, para uma segunda parte empolgante.

No recomeço, ambos os treinadores mexeram nas equipas. O Minho foi mais afoito, mas isso custou-lhe caro, com uma bola ganha por Gonçalo Conceição a meio campo, através da qual Lisboa faz o 3-1. Esse golo enerva e intranquiliza o banco e a equipa minhota.

Depois deste golo, o Minho fez o que lhe era obrigado e veio para o ataque, nem sempre com o discernimento necessário, o que prejudicava a sua finalização. Lisboa, por sua vez, com alguma comodidade no marcador, ia gerindo com calma, mas essa calma viria ser “fatal” porque Miguel Catarino consegue reduzir para 3-2, num lance de oportunidade. O jogo tornou a viver muita emoção, com lances perigosos junto de ambas as balizas.

A 10ª falta a favor do Minho, que Gonçalo Pereira converte magistralmente fazendo o 3-3, deixando o guarda-redes lisboeta sem ação. No minuto seguinte, Gonçalo Pinto faz o 4-3 e inesperadamente o Minho faz a igualdade 4-4 através de Miguel Catarino, relançando o jogo, a emoção e a incerteza até final.

Depois de uma falta dentro da área do Minho, sobre Gonçalo Conceição, ignorada pelo árbitro, o Minho no contra-ataque faz o 4-5, e 10s depois o próprio Gonçalo Conceição estabelece a igualdade em 5-5.
Um empate no final que se aceita face ao trabalho das duas equipas, que foram grandes e proporcionaram um grande espetáculo a todos os que se levantaram cedo, e aos selecionadores presentes.

Manda o regulamento que em caso de empate, haja prolongamento e golo de ouro. No prolongamento, as oportunidades dividiram-se, mas a melhor oportunidade coube a Lisboa com uma bola à barra de Gonçalo Pinto e outra de Gonçalo Conceição.

15ª falta a favor do Minho, Tikinho faz entrar João Lopes para a baliza e Gonçalo Pereira falha, mantendo-se o empate. Vai tudo para as grandes penalidades: Gonçalo Nunes 1-0; Carlos Loureiro 1-0; Gonçalo Pinto 2-1; Miguel Catarino 2-2; Ricardo Damásio (falha); Vitor Braga (falha); Gonçalo Conceição 3-2; Afonso Lima (falha) e Diogo Neves 4-2.

Que grande meia-final. Um jogo típico de meias-finais com todos os ingredientes, muita luta, muita emoção, muito hóquei, alterações no marcador e golos, a “panela” estava feita.

O melhor da A.P. Lisboa: Ricardo Damásio foi um mouro de trabalho e o mais inconformado de todos, foi grande.
O melhor da A.P. Minho: Miguel Catarino que tem sido ao longo deste Torneio um jogador apagado, mas revelou-se hoje um autêntico guerreiro, por isso merece hoje o destaque.

A equipa de arbitragem não estive no seu melhor, algo inconstante e com critérios diferentes. Os árbitros poderiam ser de outra zona do país, nem de Lisboa, nem do Minho. Nota 16.

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