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Brasil «improvisa» mundial San Juan

Brasil «improvisa» mundial San Juan
Mesmo com a falta de incentivo e o amadorismo do hóquei sobre patins no Brasil, a Seleção Brasileira segue para mais uma competição internacional da m...

Mesmo com a falta de incentivo e o amadorismo do hóquei sobre patins no Brasil, a Seleção Brasileira segue para mais uma competição internacional da modalidade.

O grupo vai disputar de 24 de setembro a 1º de outubro o Mundial, em San Juan, na Argentina. Chegará na competição sem grandes chances de subir ao pódio devido a todos os problemas enfrentados pelo esporte sobre “rodinhas”, como falta de investimentos e organização. Para se ter uma ideia, muitas seleções se prepararam para o Mundial com dois meses de antecedência enquanto os meninos do Brasil se reuniram ontem na Argentina para treinar para a competição.

O detalhe é que a base da Seleção principal é composta por atletas que atuam em clubes do Recife (Maurício Júnior e Aurélio, do Português/Chesf, e Bruno, Eduardo e Ceará, do Sport). Além deles, há o atacante Cacau, que é pernambucano mas há onze anos joga na Europa. Agora, está no Benfica. Inclusive, os seis jogadores estiveram disputando um torneio amistoso na capital pernambucana como forma de pegar ritmo e se preparar para o Mundial.


Cacau é um veterano na Seleção. Há 14 anos, defende a camisa verde e amarela e é o único dos seis que vive profissionalmente do hóquei. No último Mundial, o Brasil terminou em quarto lugar, mas ele acredita que será complicado repetir ou melhorar essa campanha. “É muito difícil competir com Portugal, Itália, Argentina e Espanha. Eles estão num nível técnico bem acima do Brasil e de outros países”, comentou o jogador, acrescentando que o objetivo principal é permanecer na primeira divisão da competição.


Outro veterano na Seleção é o atacante Bruno Matos. Há dez anos integrando a equipe, o pernambucano jogou oito anos em Portugal. No ano passado retornou ao Recife. Com tanto tempo defendendo o país, ele percebe que cada vez mais a situação do hóquei se complica. “Não vejo mais aquele forte trabalho de base. Acho que o custo do material de jogo é caro e isso acaba afastando os possíveis praticantes. É preciso apoio. Não acredito que os próximos dias da modalidade no estado serão bons.” Bruno fala que não sabe ao certo o que vai acontecer no Mundial. “Vamos meio sem previsão do que vai acontecer por lá. Não estamos treinando há tanto tempo quanto as outras equipes. Podemos surpreender de forma positiva ou negativa.”

O mundial
Dezesseis seleções participam do Mundial de hóquei. O Brasil divide chave com a Inglaterra, Colômbia e França. A estreia da Seleção será em 25 de setembro contra a forte França. A Espanha é a atual campeã do mundo.

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