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Tó Neves ergueu a Taça... em 1996

Tó Neves ergueu a Taça... em 1996
A RTP Memória tem estado a transmitir, nas madrugadas de Sábado, vários jogos de hóquei em patins. Ontem foi a vez do FC Porto - UD Oliveirense, da final da Taça de Portugal de 1996

Lembra-se de ver Reinaldo Ventura magrinho e com cabelo? E Nuno Félix? E Franklim Pais, com o mesmo olhar determinado da actualidade, mas com uma máscara?

Pois bem, na madrugada de hoje, a RTP Memória retransmitiu a final da Taça de Portugal de 1996. Na altura, o Futebol Clube do Porto, que tinha acabado de vencer a Taça CERS, derrotou, no prolongamento, a União Desportiva Oliveirense, por 5-3.

A equipa então orientada por António Vale até começou bem, com Mário Conceição a abrir o marcador.
Mas a 14 minutos do intervalo, pouco depois de entrar em pista, "um jovem nº3, um possante atacante, principalmente nos remates de meia distância, de apenas 17 anos" (palavras do comentador Luís Gouveia...), de seu nome Reinaldo Ventura, surgiu da esquerda para assistir Filipe Santos que, com o guardião Mário Almeida pela frente, empatou a partida, com um golo por debaixo das pernas deste.
A 7'20" do intervalo, a "avalanche" ofensiva do Futebol Clube do Porto, resultou no golo de Tó Rocha, autor do 2-1 com que se saíu para o intervalo. A assistência foi de Filipe Santos.


Ao intervalo, há 15 anos atrás, a presidente da Câmara Municipal de Sintra, Edite Estrela, assistia nas bancadas à final da 22ª edição da Taça de Portugal. A partida estava a ser disputada no excelente Pavilhão de Sintra, recentemente inaugurado. Na altura, Luís Gouveia comentava que "o municipio de Sintra, que apoiou a realização desta final desde o primeiro minuto, deu aqui um claro sinal de apoio". Como os tempos eram diferentes há 15 anos atrás... que o diga os actuais dirigentes do Hockey Club de Sintra!


Voltando aos jogadores: a segunda parte começou com o empate da Oliveirense, que esteve sempre muito bem organizada defensivamente, criando perigo no contra-ataque. Destacava-se, na altura, um craque argentino, chamado Sérgio Uñac. Alguém se lembra dele?


Na segunda parte, o jogo ganhou mais dureza, e teve mais paragens, e mais trabalho para o experiente árbitro internacional Luís Rei.
A 12'58" do fim da segunda parte, Filipe Santos fez falta sobre Carlos José. Foi assinalada uma grande penalidade, que o mesmo Carlos José transformou no 3-2. Na altura, podia-se driblar o guarda-redes, mas Carlos José - então com uma farta cabeleira... - optou por bater directo, sem hipóteses de defesa para Franklim Pais.
Cerca de dois minutos depois, Carlos José "vingou-se" dessa falta, derrubando Filipe Santos. Mas na altura, há 15 anos atrás, o único árbitro da partida, Luís Rei, não viu o lance e, por isso, não assinalou a falta feia de Carlos José...
Durante o segundo tempo, o comentador da então RTP2, Luís Gouveia, referiu que "o pavilhão está bem composto de público, com muito mais adeptos da equipa que está agora a ganhar, a Oliveirense, do que da equipa apontada como favorita, do Futebol Clube do Porto".

Velhos tempos, em que os adeptos da União Desportiva Oliveirense seguiam a equipa para todo o lado...
A 4'05" do final, foi assinalada uma grande penalidade. Didi, no seu estilo habitual, tentou driblar Mário Almeida, mas não conseguiu marcar.  

Cerca de um minuto depois, o árbitro Luís Rei anulou um golo ao FC Porto, porque a baliza estava deslocada e Tó Neves tocou a bola para dentro da baliza, deitado no chão. Como o árbitro tinha apitado antes de Tó Neves rematar, não havia nada a fazer. Foi "bonito" ver Franklim Pais a sair da sua baliza e, em conjunto com Tó Neves, protestar viementemente com o conceituado árbitro... que não mudou a sua decisão.
A 2'30" do fim, o jovem (e muito franzino), Ricardo Geitoeira fez o golo do empate. Tinha entrado pouco antes, e aproveitou o passe de Filipe Santos para bater Mário Almeida, forçando o jogo a ir para prolongamento.
No tempo extra, não haviam "golos de ouro". Eram dois tempos de cinco minutos, mas o jogo terminava no final do primeiro tempo, caso houvessem golos.
Foi o que aconteceu em Sintra, em 1996. Neste tempo extra, apesar de nervosos, os portistas mostraram todo o seu poderío, marcando por intermédio de Filipe Santos (na cara de Mário Almeida) e de Tó Neves (a desviar um remate de longe de Didi).
A um minuto do fim, Filipe Santos desperdiçou um livre directo e, nos instantes finais, o POrto desperdiçou um lance de 2 x 0, graças a uma excelente defesa do jovem guardião da Oliveirense, Mário Almeida.

A transmissão televisiva terminou com Tó Neves a erguer a Taça de Portugal, ao serviço do Futebol Clube do Porto.
Que bons velhos tempos, não?


As equipas alinharam e marcaram:

FC Porto (5):
Franklim Pais (Gr); Filipe Santos (2), Didi, Carlos Realista, Tó Neves (1) - cinco inicial; Jogaram ainda: Reinaldo Ventura, Nuno Félix, Tó Rocha (1) e Ricardo Geitoeira (1);
Não jogou: ??? (Gr);
Treinador: Vítor Hugo / António Pires;


UD Oliveirense (3):
Mário Almeida (Gr); Carlos José (2), António Bessa, Paulo Félix, Mário Rui Conceição (1) - cinco inicial; Jogaram ainda: Sergio Uñac, Rui Félix; Não jogaram: Júlio Mata, ??? e Paulo Freitas (Gr);
Treinador: António Vale;


Árbitro: Luís Rei;

Comentários

  • Paulof [Não autenticado | IP: 188.82.xxx.xxx]: à 15 anos atrás....lol esta modalidade, desculpem la, mas parece mesmo o Benfica vive do passado. hoje em dias as televisões, aquelas a serio, RTP, Sporttv nem querem ouvir falar de hóquei em patins.... é uma triste realidade.

  • Miguel G. Pereira: Recordar é viver, mas esta taça ainda me está atravessada na garganta,Grande equipa da oliveirense que só foi vencida por esse sr. chamado luis rei. (com letra pequena pois não merece mais) Nesse jogo valeu tudo, até bolas na trave eram golos. Assim vai-se ganhando muitos títulos,não é FCP: ?»

  • Rafael [Não autenticado | IP: 188.250.xxx.xxx]: O guarda-redes do Porto que falta o nome é Miguel Ferreira. Fez as camadas jovens np Valongo e no porto.

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