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Bombardeira brilha no Lobinhos

Bombardeira brilha no Lobinhos
O Lobinhos entrou para a história do Hóquei em Patins feminino, ao conquistar o primeiro título de campeão nacional, sucedendo à Fundação Nortecoo...

(texto: FPP.pt)

O Lobinhos entrou para a história do Hóquei em Patins feminino, ao conquistar o primeiro título de campeão nacional, sucedendo à Fundação Nortecoope, «eterna» vencedora que abandonou a modalidade.
A equipa de Vale de Lobos impôs-se na Prova 2, garantindo o troféu na penúltima jornada do Campeonato Nacional, ao mostrar um potencial nem sempre evidenciado na Zona Sul da primeira fase, uma vez que terminou na segunda posição, com menos treze pontos do que o Turquel, primeiro classificado.

Rita tem seis anos, começa a jogar Hóquei em Linha por influência dos dois irmãos mais velhos. Com o fim da modalidade no Cascais, passa a dedicar-se ao Hóquei em Patins, sob a liderança de Luís Duarte, actual seleccionador nacional responsável pelos Sub-20, e, de imediato, os dotes de exímia hoquista sobressaem, embora fosse «pequenina, com dez, onze anos, no meio de matulonas, porque, na altura, não havia camadas jovens. Foi um início duro, mas beneficiei do Hóquei em Linha, que é mais físico», recorda Rita Paulo, conhecida como Ritinha, pela diferença de tamanho, em relação às companheiras, nos primeiros tempos com hoquista.

Ritinha cresceu, tem quase 1,80 metros, e foi uma das figuras de destaque da excelente campanha do Lobinhos.
Com 53 golos, tornou-se na melhor marcadora da equipa, a segunda mais eficaz no Campeonato Nacional, atrás de Marlene Sousa, e, por isso, também, é conhecida como "Bombardeira". Um epíteto que encaixa bem a alguém que só com uma garra imparável pode conciliar o Hóquei em Patins com o trabalho numa loja de animais: «O meu sonho era ser campeã nacional, o que já aconteceu, e sonho, também, ganhar ao nível do Campeonato do Mundo e da Europa. É o meu primeiro título. Entre os vários jogos, destaco o empate em Coimbra, num desafio que foi mais difícil do que estávamos à espera. Conseguimos a igualdade a 14 segundos do fim e, também, recordo os dois encontros com o Boliqueime, com quem perdemos no Algarve, com azar, porque atirámos bolas aos ferros e empatámos em casa, com a guarda-redes adversária a fazer defesas exemplares».
No lote de 53 golos, há um que sobressai: «Foi muito bom marcar um golo que serviu para ganhar ao Gulpilhares por 4-3, num encontro em que havia um empate a um minuto, minuto e meio do fim. Fico feliz por marcar, mas só consegui a maior parte dos golos devido ao trabalho das minhas companheiras. As assistências deveriam ser, também, valorizadas».
A "Bombardeira" pretende continuar a somar títulos e garante que a equipa nunca perdeu as esperanças de chegar ao primeiro lugar, depois do domínio do Turquel na primeira fase: «O Turquel realizou uma segunda fase diferente, menos coerente, regular e organizada. Sempre pensei que mais cedo ou mais tarde pudesse cair, mas não desta forma. O Boliqueime é, também, uma boa equipa, tal como a Sanjoanense. Aliás, o campeonato é bom: evoluiu e ficou equilibrado, mas queremos continuar a ganhar».
 

Fontes de inspiração
Os treinadores Luís Duarte, Carlos Pires e Cristiano Agulhas são referências, tal como os hoquistas Caio e Pedro Gil, para esta benfiquista que simpatiza com a equipa de Hóquei em Patins do… Futebol Clube do Porto: «Gosto da maneira como o Caio finaliza e de ver o Pedro Gil a jogar. O meu clube é o Benfica, mas sinto que a equipa de Hóquei do FC Porto joga com mais raça».


As outras campeãs
Ana Roxo, Andreia Barata, Catarina Coelho (Bunny), Inês Raimundo, Inês Vieira (Bé), Joana Aguiar, Débora Gonçalves, Inês Ribeiro, Inês Tavares, Tânia Freire, Mariana Couto e Diana Conde são as outras campeãs do Lobinhos.    
    

Europeu na mira…e Jogos Olímpicos desejados
Rita Paulo considera que Portugal pode lutar pelo título de campeão no Europeu da Alemanha, depois do sétimo posto no último Campeonato do Mundo: «Sonhamos com o primeiro lugar e acredito que podemos lutar por uma das três primeiras posições. No Mundial, perdemos dois jogos no ‘Golo de Ouro’, se calhar porque a equipa era nova e inexperiente. Por outro lado, o Hóquei em Patins é uma modalidade fantástica e merece estar nos Jogos Olímpicos».


A opinião de Ernesto Sebastião *
«O Lobinhos construiu uma equipa que, na época passada, lutou pelo título com a Fundação Nortecoope, conjunto que, entretanto, abandonou a modalidade. Perdeu a Final Four da Taça de Portugal no ‘Golo de Ouro’ e na Supertaça faltou-lhe alguma sorte. No início do campeonato, acusou o desgaste das jogadoras que disputaram o Mundial, mas, com o trabalho de Cristiano Agulhas, subiram de rendimento e ganharam o título que é merecido, depois do domínio do Turquel na Zona Sul.
O Boliqueime merece, também, os parabéns, mas ‘escorregou’, esteve três jogos sem ganhar e não conseguiu recuperar o domínio mostrado».


*Seleccionador Nacional

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