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Macau não pode acolher Asiático

Macau não pode acolher Asiático
Sem condições estruturais para acolher o Campeonato Asiático de 2012, Macau já desistiu da sua candidatura

(foto: Coupe des Nations)
(texto: Hoje Macau)

A hipótese afigurava-se remota e o volver dos meses serviu para confirmar o que se impunha como inevitável: Macau não vai acolher a próxima edição do Campeonato Asiático de Hóquei em Patins, não obstante o nome do território ter sido equacionado como o candidato mais viável à organização do evento após a 13ª edição da prova, que teve a cidade de Dalian como palco em Janeiro de 2010.

A possibilidade esfumou-se em termos definitivos, não por falta de disponibilidade da Associação de Patinagem de Macau (APM), mas por falta de condições estruturais para acolher o evento. O hóquei patinado do território tem desde o final do ano passado o Pavilhão do Fórum como casa provisória e o piso da infra-estrutura poderia acolher sem problemas de maior a principal prova continental da modalidade, não fosse a ausência de uma pista adaptada às corridas de velocidade inviabilizar a hipótese.

Num dos seus últimos congressos, a Confederação Asiática de Roller Skating (CARS) decidiu centralizar o seu modus operandi, no que diz respeito à organização dos eventos desportivos na sua dependência directa. Desde então, os países e territórios que se prontificam a organizar o Campeonato Asiático de Hóquei em Patins têm também de mostrar capacidade para organizar a variante feminina da competição, o Campeonato Asiático de Hóquei Inline e a principal prova continental de corridas de velocidade.
A ausência, em Macau, de uma pista adaptada ou construída de raiz para acolher o Campeonato Asiático de Corridas de Patins, diz António Aguiar, é a única formalidade que impede o território de acolher a prova de maior cartaz da CARS: “Enquanto a RAEM não tiver uma pista de corridas de velocidade, vai continuar a passar ao lado das principais competições do continente asiático. A Confederação Asiática de Patinagem (CAP) decidiu, e a meu ver, bem que a prática do hóquei em patins e da patinagem sai reforçada se as competições forem organizadas em simultâneo por um único comité organizador e num futuro próximo não estou a ver as autoridades de Macau a mostrarem disponibilidade em criar condições para que tal seja possível”, lamenta o presidente da APM.


O que ainda está para vir
O Instituto do Desporto (IDM) anunciou recentemente a construção de novas infra-estruturas desportivas de pequena envergadura, destinadas sobretudo a fomentar o desporto para todos, mas da lista de novas valências a construir não consta a ambicionada pista de corridas de velocidade. A ausência serviu para destruir toda e qualquer réstia de esperança que pudesse existir ainda junto dos praticantes e dos adeptos que o hóquei patinado ainda vai tendo em Macau.
A 14ª edição do Campeonato Asiático de Hóquei em Patins deve realizar-se no início do próximo ano, mas o facto de ainda não existirem propostas concretas para a organização do evento pode obrigar os responsáveis da CAP a repensarem a organização do evento.

Sem condições estruturais para acolher a principal competição continental de hóquei em patins, os responsáveis pela APM equacionaram ainda a possibilidade de organizar no território a próxima edição do Mundial-B, mas o interesse do Uruguai na organização do certame acabou por levar a direcção presidida por António Aguiar a abdicar do projecto.

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