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Macau, a grande vencedora de Montreux

Macau, a grande vencedora de Montreux
O hóquei em patins de Macau sai do Torneio de Montreux com muitas derrotas. Mas aprendeu com os grandes da modalidade e adaptou-se às novas regras. Poderá voltar em 2013.

(Texto: pontofinalmacau )
Vítor Rebelo

Para se fazer um balanço total da presença de Macau no credenciado Torneio de Montreux, em hóquei em patins, também conhecido por Taça das Nações, só faltava a derradeira jornada, que terminou a poucas horas do fecho desta edição. A equipa orientada por Alberto Lisboa, um veterano que ainda calça os patins e ajuda a selecção da RAEM a dar a melhor imagem possível neste tipo de palcos internacionais, defrontou a Alemanha para o escalonamento final da classificação e perdeu, sem surpresa, por 12-2.

Até aí, também só derrotas, o que não surpreende, face à qualidade de todas as restantes formações, incluindo o Hockey Club Montreux, que celebrava este ano os 100 anos de existência e integrou meia dúzia de jogadores habituais convocados da selecção suíça

As ambições de Macau eram praticamente nulas.
Só um milagre daria qualquer vitória a Lisboa, Hélder, Antunes e companhia.
Seis jogos corresponderam a outras tantas goleadas, numa prova que contou com oito equipas convidadas pela organização helvética.

O “cinco” do território, sem qualquer rotina de competição há já vários meses, o que deixou surpreendidos todos os que abordavam a comitiva de Macau, começou por disputar uma fase de grupos, tendo perdido face à França (21-1, golo de Hélder Ricardo), Argentina (28-2, tentos da RAEM marcados também pela principal figura da equipa, Hélder Ricardo) e 30-3 (Ricardo Atraca, Nuno Antunes e Hélder Ricardo).

Seguiram-se os desafios para escalonamento da tabela final, com Macau a perder com o clube da casa, Montreux, por 11-0, no único encontro em que os pupilos de Lisboa não conseguiram “fazer o gosto ao stick”, num pavilhão Pierrier Clarens praticamente cheio.

“Se fizéssemos a verdadeira comparação de qualidade entre Macau e os adversários, em especial na fase de grupos, então nós poderíamos ter levado 50 golos em cada jogo. Há talvez algum exagero, mas a diferença é enorme e nós conseguimos evitar esses números”, referiu ao PONTO FINAL o treinador Alberto Lisboa, algumas horas antes da única selecção asiática presente no torneio disputar o derradeiro encontro.

“Mas há, apesar dos desaires e da desvantagem a vários níveis, alguns aspectos positivos desta nossa segunda presença em Montreux. Desde logo a adaptação às novas regras internacionais, em situação concreta de jogo”, realçou Lisboa. “Havia algumas dúvidas se realmente as equipas menos fortes iriam ser beneficiadas, mas na prática não acontece bem assim. É que temos agora 45 segundos para rematar à baliza adversária e isso provoca os contra-ataques rápidos. Foi assim que sucedeu. No entanto, tirámos grandes ensinamentos de tudo isto e fomos corrigindo ao longo da competição.”

Para o técnico, a selecção de Macau teve uma boa evolução defensiva, apesar dos muitos golos sofridos. “Realizámos um bom jogo face ao Montreux, que surgiu muito reforçado este ano. Demos, é certo, uma imagem de enorme diferença em relação às outras equipas, mas fomos alvo de elogios pela forma como remamos contra a maré e nos esforçamos para melhorar, face à ausência de competição, o que muito surpreendeu as restantes delegações, que queriam saber coisas da modalidade em Macau”, contou. “Participámos igualmente na festa do hóquei em patins, o que era igualmente importante, dignificando, de acordo com as nossas possibilidades, o convite que nos foi mais uma vez endereçado.”

Autênticos aviões


De referir que o outro grupo integrou selecções igualmente de enorme prestígio no mundo do hóquei, como são principalmente Portugal e Espanha, ao lado de Angola e Montreux. “Eles são uns autênticos aviões”, disse Lisboa em relação à velocidade dos jogadores em pista, que passavam como setas pelos atletas de Macau, habituados a andamentos bem mais lentos, isto para além do aspecto físico, muito superior ao dos elementos da RAEM.

O técnico rodou todos os jogadores convocados para esta deslocação à Suíça, “o que vai ser bom para o futuro a curto/médio prazo da selecção, tendo em vista os nossos próximos compromissos internacionais, em 2012, com o Asiático e o Mundial B”.

Macau tem conquistado o direito de participar neste famoso torneio, que todos querem ganhar, pelo facto de ser o campeão asiático da modalidade, dando assim um cunho de maior interesse, com vários continentes representados.
Só falta a Oceânia

Em termos absolutos, à hora de fecho desta edição ainda não era conhecido o vencedor da prova, uma vez que o jogo grande, a discussão do título, entre Portugal (campeão na última edição, 2009) e Espanha, estava agendada para as 22h locais (4h de hoje em Macau).

Nas meias-finais, a selecção portuguesa, treinada por Rui Neto, derrotou Angola por 6-2, enquanto os espanhóis ultrapassavam com dificuldade a Argentina por 2-1, após prolongamento.

Esta foi a 64ª edição do torneio e tudo aponta para que Macau seja formalmente convidado para uma terceira participação, a realizar em 2013.

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