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Benfica goleou em Oliveira de Azeméis

Benfica goleou em Oliveira de Azeméis
O Benfica venceu e convenceu em Oliveira de Azeméis, rinque onde o FC Porto sofrera uma das suas duas derrotas. A falta de sorte da equipa da casa facilitou a tarefa da equipa encarnada... que acabou por conseguir uma inesperada goleada.

O Pavilhão Dr. Salvador Machado encheu, esta noite, para assistir ao jogo grande da 25ª jornada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão. Frente-a-frente estavam o anfitrião, terceiro classificado, e o segundo classificado (em igualdade pontual com os enea-campeões do FC Porto). Nas bancadas, um cenário que há muito já não se via: cerca de 3500 espectadores a assistir a um jogo de hóquei em patins, que estava a ser transmitido em directo na televisão (Porto Canal).

A lembrar velhos tempos, portanto!

 

O jogo começou a alta velocidade, com as duas equipas a criarem perigo junto dos dois guarda-redes (que vão representar Portugal na Taça das Nações, em Montreux). A primeira grande defesa da noite pertenceu a Domingos Pinho, que negou o golo a Valter Neves, que rematara cruzado, sem ângulo (3')! O “assalto” encarnado à baliza oliveirense estava agora a começar.

Aos 5'30”, Luís Viana inaugurou o marcador, após uma jogada de contra-ataque.

Os nervos estavam à flor da pele, pelo que, para além de fantásticas jogadas, estes minutos iniciais ficaram também marcados por alguns atritos. Aos 11'45”, Tó Neves teve de sair, lesionado, após um choque com “Tuco” Ábalos. Antes, o argentino já tinha estado em confronto com Domingos Pinho. Quando saíu, para ceder o lugar a Jo~ºao Rodrigues, não voltou mais nesta primeira parte.

 

Com o passar dos minutos, os dois técnicos começaram a fazer substituições, pelo que o ritmo de jogo não abrandou.

Aos 13', Tó Silva rematou com raiva, mas a bola embateu na barra.

A 9'27” do final do primeiro tempo, primeiro lance de bola parada. Tó Silva fez falta (atacante) sobre Caio, e viu cartão azul. Na cobrança do livre directo, Luís Viana entrou para ver Domingos Pinho fazer duas excelentes defesas, negando ao Benfica o segundo golo.

O Benfica viria a festejar esse segundo golo cerca de três minutos depois quando, depois de Tó Neves ter perdido a bola, com João Rodrigues a servir de bandeja o golo a Diogo Rafael (0-2).

Logo depois, a Oliveirense voltou a estar perto do golo. Foi assinalado um penalty a favor da equipa da casa, mas Nuno Araújo não teve sorte: a bola foi aos ferros...

Até ao final do primeiro tempo, Tó Neves viu um cartão azul (faltavam 1'27”).

Chamado a cobrar o livre directo, João Rodrigues foi muito lento, dando a Domingos Pinho a oportunidade de fazer uma defesa fácil.

A tensão era crescente, e o intervalo chegava logo depois de ser assinalada a nona falta colectiva ao Benfica.

 

A Oliveirense começou a segunda parte em inferioridade numérica, e na expectativa de o Benfica cometer a décima falta colectiva.

Aos 3', surge esta décima falta. Tó Silva tinha no “stick” a hipótese de relançar a partida mas Ricardo Silva foi mais rápido que o avançado da Oliveirense.

Aos 5', surgiu o terceiro golo encarnado. Num lance fortuito, “Tuco” Ábalos acabou por brilhar, ao marcar com o braço esquerdo.

Um minuto depois, a Oliveirense cometeu a 10ª falta colectiva. Chamado a cobrar novo livre directo, Luís Viana voltou a não conseguir desfeitear Domingos Pinho.

A Oliveirense continuou a remar contra a “maré vermelha”, mas Tó Silva voltou a rematar ao poste, para desespero dos jogadores de Oliveira de Azeméis.

Dez segundos depois, surgiu o quarto golo encarnado. Num lance em que Tó Neves reclamava falta, a bola sobrou para Cacau, que rematou certeiro, para o fundo das redes de Domingos Pinho.

Seguiu-se depois o 5-0, de novo da autoria de Cacau, que finalizou em velocidade um passe acertado de Luís Viana. Logo após a bola de saída, Tó Neves reduziria para 5-1, dando aos adeptos oliveirenses o prazer de gritar “Golo!”.

A 13'54” do final, o Benfica aumentou a contagem para 1-6, com Luís Viana a facturar, pela segunda vez na noite. Menos de um minuto depois, foi a vez de Diogo Rafael bisar: fez o 1-7 a 13'03” do apito final. Cacau fez o 1-8 de livre directo, e Valter Neves aumentou para os 1-9.

De referir que este livre directo foi assinalado quando Tó Neves viu o segundo cartão azul, por protestos. Resultado? O experiente jogador / treinador passou a ver o jogo atrás da baliza de Ricardo Silva...

Na entrada dos dez minutos finais, Tó Silva voltou a rematar... na barra, desperdiçando uma grande penalidade.

A 8'25” do apito final – que parecia nunca mais chegar para os jogadores da Oliveirense! - foi assinalada a 15ª falta colectiva à equipa da casa. Pela primeira vez, Domingos Pinho não conseguiu parar um livre directo: João Rodrigues fez o 1-10.

Com o “bis” de João Rodrigues (1-11), a partida acabou, quando faltavam ainda cerca de sete minutos.

 

 

As equipas alinharam e marcaram:

 

UD Oliveirense (1):

Domingos Pinho (Gr); Nuno Resende, Diogo Silva, Tó Neves (1), Tó Silva – cinco inicial; Jogaram ainda: Nuno Araújo, Nélson Pereira, Francisco Silva, Tiago Santos;

Treinador: Tó Neves;

 

SL Benfica (11):

Ricardo Silva (Gr); Valter Neves (1) Esteban Ábalos “Tuco” (1), Cláudio Filho “Cacau” (3), Luís Viana (2) - cinco inicial; Jogaram ainda: João Rodrigues (2), Diogo Rafael (2), Ricardo Oliveira “Caio”, Ricardo Pereira, Pedro Henriques (Gr);

Treinador: Luís Sénica;

 

Ao intervalo: 0-2;

 

Árbitros: Rego Lamela e Paulo Rainha (ambos CRAHP Minho); Manuel Oliveira (CRAHP Aveiro, 3º árbitro);

 

Faltas: UDO 15 (8+7); SLB 15 (9+6);

 

Cartões Azuis: Tó Silva, Tó Neves (2);

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