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Não vai ser em Casernes

Não vai ser em Casernes
O presidente do CERH, Carlos Graça, negou a possibilidade de Les Casernes acolher a final-four da Taça CERS. A prova vai ser em Vilanova, mas noutro pavilhão, garantiu.

(texto: Paula Capela Martins / O JOGO)

Benfica, Braga e Física estão na final-four da Taça CERS (7 e 8 de Maio) e preocupados com o facto do clube catalão Vilanova ser o anfitrião da fase final desta prova. "Depois dos incidentes no jogo Vilanova-Oliveirense, estamos preocupados com as questões de segurança", referiu o dirigente dos encarnados José Trindade, o qual chegou a admitir "uma posição articulada com a Física e o Braga de forma a apelar à federação para que esta tomasse uma posição junto do CERH".
José Trindade disse que "a segurança e a qualidade dos acessos e pisos devem valorizar o espectáculo" e assumiu que, caso não se reúnam todas as condições, "um boicote não seria cenário possível", mas que os três clubes portugueses poderiam "jogar sob protesto ou até enveredar por um conjunto de acções que sejam construtivas".
 
Do lado do Braga, o presidente Alberto Botelho não quis entrar em detalhes, mas, ao mesmo tempo que concordou que "todas as acções estão em aberto", optou por um discurso cauteloso: "O Braga e a Física nunca estiveram na final de uma prova europeia e por isso, no Braga, não gostaríamos de ficar ligados a uma situação negativa".
 
João Sousa, dirigente da Física, lamentou que "não tenham surgidos mais candidaturas" para além da do Vilanova, sublinhando que "com três finalistas portugueses, uma organização lusa seria mais positiva, especialmente ao nível da assistência" e afirmou ainda que o seu clube "vai confirmar os acontecimentos do passado sábado [Vilanova-Oliveirense] para saber onde se vai meter".
 

Pavilhão que foi cadeia não serve
Está descartada a hipótese do pavilhão, onde actua o Vilanova, uma antiga prisão ("Les Casernes", como é popularmente conhecido), se transformar no palco da final-four da Taça CERS.
Carlos Graça, presidente do Comité Europeu de Hóquei em Patins (CERH), afiançou que o organismo que dirige "nunca autorizaria que uma final europeia se realizasse no pavilhão do Vilanova". Tranquilizando as três equipas portuguesas finalistas - Benfica, Braga e Física -, Carlos Graça avançou: "Na quarta-feira [amanhã] desloco-me a Barcelona para uma reunião com os dirigentes do Vilanova, com o objectivo de tratarmos de todos os aspectos inerentes à segurança, competição e outros. A final-four não será no pavilhão da Plaza Casernes, onde jogou a Oliveirense, mas num pavilhão novo, que fica na cidade, e onde jogou o Candelária na final da CERS [2006/07]. A pista fica longe das bancadas, é em parquet 40x20 e o pavilhão garante todas as condições de segurança e está apto às exigências da televisão".
Em relação ao jogo Vilanova-Oliveirense, Carlos Graça defendeu: "O pavilhão é pequeno e os apoiantes são gente que faz pressão, mas o relatório oficial não registou ocorrências. Foi um jogo normal com os seus problemas normais".

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