Mundo Do Hoquei - Portal informativo de Hoquei em Patins

Hóquei em Patins: Campeonato Nacional da Primeira Divisão

Gulpilhares e Braga empatam

Gulpilhares e Braga empatam
As equipas do Gulpilhares e do Hóquei de Braga empataram, num jogo onde a mistura entre juventude e experiência resultou num bom espectáculo de hóquei em patins

O jogo entre o Gulpilhares e o Braga começou com a equipa minhota a dominar. Os primeiros lances de perigo pertenceram a Pedro Alves, que obrigou, por um par de vezes, Nuno Moreira a defesas “in-extremis”.
Pelo meio, surgiu o primeiro cartão azul da partida, para Cândido Oliveira, por falta sobre Fellini (5’34”).
Do livre directo não resultou nada, já que Rodrigo Sousa falhou a marcação do castigo. Quando o tempo de “power-play” acabou, entrou Ricardo Ramos (“Piolho”), e o Gulpilhares começou, ainda que timidamente, a reagir, com remates de média e longa distância, que Guilherme Silva tratava de defender.
A dez minutos do intervalo, Vítor Silva e Francisco Silva começaram a mexer nas respectivas equipas, refrescando o ataque. Apesar destas mexidas, o jogo manteve a toada equilibrada e morna.
O marcador só foi inaugurado por Rodrigo Sousa, após passe de Fellini, quando faltavam 5’13” para o intervalo.



Até ao intervalo, há a assinalar o emocionante último minuto: a 54 segundos do apito, Daniel Oliveira, sozinho, obrigou Guilherme Silva a defesa difícil.
De registar ainda que, ao intervalo, tinham sido assinaladas 6 faltas colectivas ao Braga, e nenhuma ao Gulpilhares: um factor a ter em conta para o arranque da segunda parte…


Nos primeiros minutos da segunda parte, apesar de o Braga continuar a dominar a partida, o Gulpilhares estava agora mais solto, demonstrando muita vontade de chegar ao golo: Marco Dias (dois remates cruzados) e Cândido Oliveira (uma recarga a meia-altura) obrigaram Guilherme Silva a aplicar-se…
O golo do empate chegou de penalty, com uma rápida concretização de Cândido Oliveira, que foi mais rápido que Guilherme Silva (36’40”). Este golo fez vibrar o público gulpilharense, e deu nova motivação aos jogadores da equipa da casa.
Pouco depois deste golo, Vítor Silva voltou a refrescar a equipa: agora, os experientes Rodrigo Sousa e Tiago Barbosa jogavam com os jovens Hélder Nunes e Jorge Faria.
Pouco depois da entrada de “Rato”, o jogo foi parado (faltavam 12’21”) para a limpeza da zona à frente da baliza de Nuno Moreira. Nesta altura, o jogo estava com 6 faltas para o Gulpilhares, e 7 para o Braga…
Á medida que os minutos iam passando, a velocidade e a emoção foram aumentando.
Nos minutos finais, os espectadores gulpilharenses vibraram, com a boa exibição da equipa: os primeiros aplausos surgiram com um remate de longe de “Piolho”, que surpreendeu tudo e todos (a 8’55”). Depois, foi “Poka” que surgiu na área isolado, mas rematou ao lado (faltavam 7’35”). Por fim, em ataque rápido, Gustavo Vidal concluiu, sem sucesso, uma boa jogada do Gulpilhares em 3 para 2 (a 6’45”).

A 4’42” do final, foi assinalada uma grande penalidade contra o Gulpilhares. Chamado a converter o castigo máximo, Tiago Barbosa não teve sorte, já que a bola embateu, com estrondo, no poste. Na recarga, Nuno Moreira negou o golo a “Sapo”.
O marcador assinalava 9 faltas para o Braga e 8 para o Gulpilhares.



Pedro Alves, que tinha saído aos 15 minutos da primeira parte, voltou a entrar em rinque nesta altura.
O Pavilhão calou-se, quando Rodrigo Sousa conseguiu fazer, pouco depois, o 1-2, em contra-ataque.
“Sapo” esteve perto dos 1-3, mas os ferros e depois Nuno Moreira impediram a equipa bracarense de festejar.
A 2’29” do apito final, foi assinalada a décima falta de equipa ao Braga. Na cobrança do livre directo, Ricardo Ramos (“Piolho”) marcou o golo do empate (2-2), festejando efusivamente o tento, juntamente com os adeptos locais.
O jogo estava emotivo, e a 1’27”, novo lance capital: o Gulpilhares chegou à 10ª falta colectiva.
O experiente Pedro Alves foi chamado a cobrar o livre directo, mas Nuno Moreira opôs-se.
Até ao apito final, as duas equipas tentaram chegar à vitória, tendo a equipa da casa, sempre apoiada pelos seus adeptos, chegado ao fim do jogo em cima do adversário minhoto.



Num jogo bastante equilibrado, entre duas equipas que misturam experiência e juventude, o empate foi quanto a nós, o resultado mais justo.
Apesar da contestação da equipa da casa, a arbitragem de Luís LaSalete e Paulo Afonso foi bastante positiva.


As equipas alinharam e marcaram:

ACR Gulpilhares (2):
Nuno Moreira (Gr); Marco Dias, Nélson Gomes, Daniel Oliveira “Poka”, Cândido Oliveira “Carrais” (1) – cinco inicial; Jogaram ainda: Ricardo Ramos “Piolho” (1), Vasco Ferreira, Gustavo Vidal;
Treinador: Francisco Silva;

HC Braga (2):
Guilherme Silva (Gr); Rodrigo Sousa “Roger” (2), Pedro Alves, Nuno Teixeira “Fellini”, Tiago Barbosa “Sapo” – cinco inicial; Jogaram ainda: Vítor Oliveira “Viti”, Hélder Nunes, Jorge Faria “Rato”;
Treinador: Vítor Silva;

Ao intervalo: 0-1;

Árbitros: Paulo Afonso (CRAHP Coimbra) e José LaSalete (CRAHP Aveiro); Mário Coelho (CRAHP Porto, 3º árbitro);
Cartões Azuis: Cândido Oliveira;
Cartões Vermelhos: Nada a registar;

Faltas: ACR Gulpilhares: 10 (0+10); HC Braga: 11(6+5);

Comentários

Notícias lidas no momento

A carregar...