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Com falecimento da ex-guarda guarda-redes

Hóquei Feminino do Brasil, de luto

Hóquei Feminino do Brasil, de luto
Daniela Barbosa, ex guardiã internacional brasileira não resistiu a um fatal dengue hemorrágico

(Foto: Marcelo Albuquerque)
*) Com Marcelo Albuquerque

É com profundo pesar que lamentamos a morte da ex-guarda-redes da Seleção Brasileira, Daniela Barbosa, talvez a maior fomentadora da história do hóquei feminino de Pernambuco.
Morando em Manaus desde que se casou com o jogador, e também seu ex-técnico, Rodrigo Gesteira, Daniela não resistiu à gravidade de seu quadro clínico e terminou sucumbindo, aos 31 anos, vítima de dengue hemorrágica. Seu corpo foi enviado ao Recife, onde foi enterrado no domingo.
A guarda-redes da histórica equipa do Minho chegou à reserva da seleção no seu primeiro ano de modalidade, em 1994, quando disputou o Campeonato do Mundo, em Portugal. Na convocatória seguinte, em 1996, em Sertãozinho, foi titular e considerada a melhor guarda-redes do campeonato, com a sua seleção a terminar no honroso quarto lugar.
Para manter a sua equipa forte, inúmeras vezes campeã pernambucana e, outras tantas vice-campeã nacional, Daniela era a maior incentivadora da equipa: terminou sendo responsável por toda evolução do hóquei feminino em Pernambuco. O reconhecimento veio com o destaque da sua equipa, que chegou ao terceiro lugar no Mundial de Clubes, em 2000.
Despede-se da vida, mas, com certeza, já tinha conquistado definitivamente o seu lugar na história. À família enlutada e aos seus a equipa do "Mundo do Hóquei" endereça as mais sentidas condolências.

Após esta perda, conversamos com pessoas que lidaram com a Daniela Barbosa, com as mesmas a recordarem a ex-guardiã canarinha com muita saudade:

< Marcelo Albuquerque (Treinador do Brasil):
Embora tenha estado ausente do Hóquei em Patins desde que se mudou para Manaus, Daniela foi, sem dúvida, uma das figuras mais importantes do Hóquei Feminino do Brasil.
Sua vontade de transformar o Minho na melhor equipa do país, tornou-a responsável por toda evolução que vemos hoje no hóquei feminino do Recife.
O prémio de melhor guarda-redes no Mundial de 1996, só a recompensou pelo trabalho árduo, mas não foi factor decisivo para torná-la inesquecível.
Por tudo que fez pelo hóquei, Daniela já está eternizada na história da modalidade, há anos, e isso, talvez, seja o grande consolo deste momento.
Patrícia Albuquerque (Internacional Brasileira):
Quero prestar a minha sincera homenagem a essa grande atleta que foi Daniela Barbosa, com quem tive o prazer de compartilhar 4 mundiais, num deles ela se sagrou a guarda-redes menos batida, em Sertãozinho 96.
Foi uma das figuras mais proeminentes para o desenvolvimento do Hóquei Feminino, no estado do Pernambuco. Foi com um grande pesar que recebemos a notícia do seu falecimento. A comunidade hoquística internacional deverá homenagear a grande atleta e dinamizadora que foi a Daniela Barbosa.
Mariana Cabral (Internacional brasileira):
A Daniela foi uma jogadora muito importante para Recife. Comecei a jogar Hóquei em 1997 e a Daniela era a líder da minha equipa e foi sem dúvida, uma grande incentivadora do Hóquei. Era ela quem tratava de todas as questões na nossa equipa (Minho) e inclusivamente arranjava patrocínios para viajarmos e jogar noutros sítios.
Participamos na copa do mundo, na Nortecoope muito por força do trabalho que a Daniela fez e pela vontade de desenvolver o Hóquei em Recife.
Era uma excelente guarda-redes, deixou muitos amigos e o Hóquei brasileiro sofre uma perda muito grande.

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