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Vitória polémica de um Porto eficaz

Porto vence clássico na Luz

Porto vence clássico na Luz
O jogo entre o Sport Lisboa e Benfica e o Futebol Clube do Porto teve de tudo: muitos golos, muita emoção, alternância no marcador e… polémica!

Benfica e FC Porto defrontaram-se, ontem à noite, num Pavilhão Império Bonança quase lotado, a fazer lembrar os tempos antigos, do velhinho Pavilhão da Luz. As duas equipas chegaram a esta sexta jornada empatadas no primeiro lugar, pelo que, apesar de ainda estarmos no início da temporada, qualquer resultado poderia ser decisivo para as contas finais.

O Benfica entrou melhor na partida, com um golo de Ricardo Pereira, após um remate de Caio que Edo Bosch defendera de forma incompleta. O guarda-redes portista lesionou-se, pouco depois, após um choque com um colega de equipa. Entrou Filipe Magalhães, que se manteve na baliza até Emanuel García fazer o golo do empate.
O FC Porto adiantou-se no marcador por intermédio de Pedro Moreira, que finalizou uma jogada iniciada por Pedro Gil, que passou cruzado para Emanuel Garcia. O argentino desviou o esférico, Ricardo Silva defendeu, mas a bola sobrou para Pedro Moreira, que não perdoou…
Seguiu-se depois um dos casos do jogo, com a dupla de arbitragem a marcar penalty, mas a não mostrar cartão a Edo Bosch, após uma falta sobre Cacau. Na cobrança, Luís Viana não conseguiu marcar, falhando depois a recarga.
A três minutos do intervalo, Edo Bosch voltou a fazer nova falta, desta feita sobre Luís Viana, e viu cartão azul. Chamado para o lugar do espanhol, Filipe Magalhães negou o golo a Cacau, de livre directo.
Antes do intervalo, foi assinalado penalty, por uma falta sobre Pedro Moreira. O “bombardeiro” Reinaldo Ventura encarregou-se de dar ao Futebol Clube do Porto uma vantagem de 1-3 ao intervalo…
Uma diferença de dois golos que castigava a equipa lisboeta, que teve azar no primeiro tempo: o Benfica enviou duas bolas aos ferros…


A segunda parte começou com um remate de Pedro Gil ao poste. Pouco depois, foi assinalada a 10ª falta de equipa do Benfica. Na cobrança do livre directo, Ricardo Silva negou o golo a Pedro Gil.
Esta defesa de Ricardo Silva animou os adeptos encarnados, que saltaram de alegria quando Diogo Rafael fez o 2-3. “Chiquinho” rematou de primeira, após um passe certeiro de Ábalos!
O Benfica poderia depois empatar: Filipe Santos viu cartão azul mas, na cobrança do respectivo livre directo, Caio não conseguiu enganar Edo Bosch. O Futebol Clube do Porto esteve em power-play, o Benfica chegou por um par de vezes com perigo junto da baliza azul-e-branca, mas neste período, a melhor ocasião pertenceu a André Azevedo, que obrigou Ricardo Silva a uma defesa extraordinária!
Pouco depois do final do tempo de power-play, o Benfica conseguiu, finalmente, chegar ao merecido empate (3-3). O golo foi do capitão Valter Neves que, isolado, finalizou após um passe de Caio. A bola embateu no ferro e depois tocou em Edo Bosch, sobrando para dentro da baliza…


Polémica começa aqui…
Como é do conhecimento geral, a arbitragem esteve em destaque, sobretudo devido a factos ocorridos na segunda parte.
A 13’03” do final do encontro, Esteban Ábalos viu cartão azul, por uma falta sobre Gonçalo Suíssas. Na cobrança do livre directo, Reinaldo Ventura bisou e desempatou a partida (3-4).
Cerca de dois minutos depois, novo livre directo, desta vez a castigar a 15ª falta colectiva encarnada. Reinaldo Ventura fez o “hat-trick” (3-5), e no banco, Luís Sénica protesta, vendo por isso um cartão azul. Cacau saiu devido ao cartão mostrado ao técnico encarnado, e o jogo prosseguiu mais alguns segundos.
Os portistas reclamaram junto da mesa e o jogo foi interrompido durante alguns minutos.
Os juízes conferenciaram e, no final, foi mostrado um cartão vermelho a Luís Sénica (por indicação da mesa…) e um vermelho a Diogo Rafael, alegadamente por ter entrado antes do fim da suspensão. Como não temos todos os detalhes em termos de tempos de jogo, resta saber o que vai decidir o Conselho de Disciplina da Federação de Patinagem de Portugal sobre este caso…
O jogo prosseguiu com um livre directo, que Reinaldo Ventura, inspirado, transformou no quarto golo da sua conta pessoal e no 3-6 para o Futebol Clube do Porto, quando entravamos nos 10 minutos finais…


Recta final muito emotiva
A 8’03” do fim da partida, Caio e Reinaldo Ventura viram cartão azul, mas como o jogo estava parado, as duas equipas mantiveram os quatro elementos de pista.
Cerca de trinta segundos depois, Cacau deu início a nova recuperação encarnada; o brasileiro desviou com sucesso um passe de Esteban Ábalos.
Pouco depois, Pedro Gil viu cartão azul, por falta sobre o argentino Ábalos. Aquando da marcação deste livre directo, o jogo estava 19-9 em faltas de equipa…
Chamado a converter o livre directo, Luís Viana… voltou a não conseguir marcar, e Edo Bosch defendeu na recarga.
A 5’57”, o Futebol Clube do Porto cometeu a 10ª falta colectiva. Ábalos foi chamado a marcar, mas também não conseguiu ser eficaz na cobrança do livre directo. Edo Bosch voltava, assim, a negar o golo ao Benfica…
Menos de um minuto depois, o capitão portista, Filipe Santos, viu o seu segundo cartão azul.
Apoiado pelo público, Cacau transformou este livre directo no 5-6! Numa noite para esquecer, este foi o único golo encanado surgido na transformação de um livre directo…
A um minuto do final da partida, numa altura em que o Benfica fazia tudo para chegar ao empate, Reinaldo Ventura viu mais um cartão azul, por falta sobre Ábalos. Apesar de ir com confiança, após a marcação do golo, desta vez Cacau não conseguiu ser feliz…
O resultado final ficou estabelecido a 7 segundos do fim da partida. O Benfica atingiu a 20ª falta de equipa, e Emanuel García foi chamado a cobrar mais um livre directo. O FC Porto chegava assim ao 5º golo resultante de um livre directo, estabelecendo o resultado final em 5-7…



Liderança para dois
Graças a esta vitória na Luz, o Futebol Clube do Porto mantém a liderança no campeonato nacional da Primeira Divisão, com os mesmos 18 pontos da União Desportiva Oliveirense, que foi vencer em Tomar por 2-7.


As equipas alinharam e marcaram:

SL Benfica (5):
Ricardo Silva (Gr); Valter Neves (1), Ricardo Pereira (1), Esteban Ábalos, Caio – cinco inicial; Jogaram ainda: Diogo Rafael (1), Cacau (2), Tiago Rafael, Luís Viana;
Treinador: Luís Sénica;

FC Porto (7):
Edo Bosch (Gr); Filipe Santos, Pedro Moreira (1), Reinaldo Ventura (4), Pedro Gil – cinco inicial; Jogaram ainda: André Azevedo, Emanuel García (2), Gonçalo Suíssas;
Treinador: Franklim Pais;

Árbitros: Joaquim Pinto (CRAHP Porto), Luís Peixoto (CRAHP Lisboa);
Cartões azuis: Luís Sénica, Esteban Ábalos, Caio; Edo Bosch, Filipe Santos (2), Reinaldo Ventura (2), Pedro Gil;
Cartões vermelhos: Luís Sénica, Diogo Rafael;

Faltas: SL Benfica = 20 (9+11); FC Porto = 11 (6+5);

Comentários

  • fabian19: Ainda não foi desta! A eficácia do Porto foi determinante! Parabéns! Força Benfica, ha que continuar o bom trabalho. Toca a ganhar pois o hoquei precisa de um Benfica forte!! Saudações hoquisticas

  • pirolito: Fui ver este jogo, estava um ambiente como já não via há muitos anos no hóquei, começou por ser um bom jogo, foi emotivo. Mas foi completamente estragado pela arbitragem. O Benfica devia tomar a decisão de acabar com a modalidade, porque assim não vale a pena construir uma boa equipa para lutar pelo título, nunca há-de conseguir; o campeonato está enviesado para mais uma vitória do Porto.

  • toques: o que acho mal é o SLB ter posto um limite de bilhetes para os jogadores federados é uma injustiça porque o pavilhão não estava completamente cheio e quando algum jogador do SLB vai ver jogos de seniores a outros pavilhões deixam-os entratar besta mostrar o cartão de jogador ou dirigente isto não ajuda nada á modalidade uma autêntica vergonha...

  • Nelson Alves: Caro Toques, Discordo de muitos dos comentários que foram feitos, mas no seu, permita-me que informe que em todos os jogos no Dragão e / ou na Luz, seja qual fôr o adversário, há limites para "cartões", não foi só neste jogo. Quem vai muitas vezes ao hóquei na Luz pode sempre fazer-se sócio com quota "modalidades", e quem vai muitas vezes ao Dragão tem vantagens em ser sócio do FCP. Assim fica mais barato e está a ajudar os respectivos clubes.

  • toques: Hum obrigado pela informção juro que não sabia mas eu vou várias vezes ver jogos do benfica e sempre entrei com o cartao ... mas mesmo assim não entendo atras das balizas estava vazia varias lacunas nas bancadas laterais podiam deixar miudos verem idolos como reinaldo ventura, emanuel garcia, edu bosh... Não gostei e muitos jogadores federados de varias equipas ficaram ca fora sem poderem ver os seus idolos acho muito mal havia muitos lugares mas pronto ... SR. Nelson Alves obrigado pela informção nao conhecia... Parabens pelo site voces dão muito ao hoquei em Patins a nível Nacional e mundial Parabens

  • Nelson Alves: Só expliquei porque já assisti a situações de jogadores / as que tiveram de pagar bilhete, também foi num Benfica - Porto, por isso estou a par. Quer na Luz, como no Dragão, há limites para portadores de cartões, mas o pessoal só repara nisso nos jogos "grandes" ;)

  • cfcr2010: Pirolito, com ideias como as tuas é que o hóquei acabava....é preciso pessoas para ajudar e não para destruir....deves ser mesmo um pirolito......aprende a ser desportista e a aceitar as vossas fraquezas... o FCPORTO tem sido o melhor e continua a sê-lo

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