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Juventude de Viana ainda não venceu...

Didi promete arregaçar as mangas

Didi promete arregaçar as mangas
Didi continua, aos 40 anos, a marcar golos no Campeonato Nacional da Primeira Divisão de Hóquei em Patins. Frente à Académica de Espinho, bisou, m...

(texto: FPP.pt)

Didi continua, aos 40 anos, a marcar golos no Campeonato Nacional da Primeira Divisão de Hóquei em Patins. Frente à Académica de Espinho, bisou, mas, no entanto, a Juventude de Viana continua sem vencer, depois das duas épocas consecutivas em que garantiu o estatuto de vice-campeã nacional.
"Este ano, a equipa foi modificada e ficou sem Luís Viana, Paulo Almeida, Pedro Alves e Gonçalo Suíssas. Não há ainda um conjunto a funcionar e temos tido alguns azares. O ponto conquistado frente à Académica de Espinho sabe a derrota, sem tirar mérito ao adversário, muito bem orientado. Estivemos em vantagem no marcador, não conseguimos dilatá-la e acabámos por empatar", afirma Didi, em declarações ao site oficial da Federação de Patinagem de Portugal.
O goleador acredita que a equipa tem qualidade para melhorar e que a recuperação depende dos jogadores: "A equipa tem um historial, um público maravilhoso e tem hoquistas com futuro, como o Zé Pedro e o Hugo. Vieram dois jogadores do Futebol Clube do Porto, mas precisam de ganhar maturidade, para que o conjunto fique mais forte e haja menos problemas. Temos de arregaçar as mangas, levantar-nos e acreditarmos em nós, porque existe um plantel com qualidade. Repetir o segundo lugar é difícil. No entanto, como jogador, penso sempre nos quatro primeiros lugares ou no acesso à Taça CERS".

Didi não definiu, ainda, o fim da carreira: "Continuo a trabalhar e a aprender até morrer. Cresci na Juventude de Viana como jogador e agradeço a confiança da direcção. Se no final da época, me sentir bem, e se a Juventude de Viana continuar a acreditar em mim, manter-me-ei a jogar. Tenho uma empresa relacionada com energias renováveis, num projecto com o Luís Viana e o Rogério, ex-jogador de futebol. As coisas estão a correr bem, mas, quando se ganha o ‘bichinho’ do hóquei, nunca mais se perde. Pode ser que me torne treinador, embora nem sempre um grande jogador se torne num grande técnico"


Carreira em três actos
O craque brasileiro é protagonista de um percurso brilhante no Hóquei em Patins, que divide em três momentos de luxo: "Em primeiro lugar, vim para a Europa, com 17 anos, e rapidamente o meu trabalho foi reconhecido na Juventude de Viana. Depois, joguei no Futebol Clube do Porto, uma equipa maravilhosa, onde passei grandes momentos e ganhei dinheiro. Representei o Barcelona, conheci a realidade de um clube do topo mundial e ganhei títulos"...


A falta de génios
Didi defende que Portugal tem bons jogadores, mas admite que qualidade tem diminuído nos últimos tempos: "Joguei com os srs. Carlos Realista, Vítor Bruno, Paulo Almeida, Pedro Alves, Borregan, Enrico Mariotti, entre outros, e fui treinado por Carlos Figueroa. Falta em Portugal génios que façam a diferença, porque os jogadores são muito iguais e estou à vontade para falar sobre isto. Já estou cá há 23 anos e os portugueses merecem ganhar o título de campeões do mundo. É necessário apostar nas camadas jovens. Quando eu ou Paulo Almeida começámos, treinávamos durante cinco ou seis horas, enquanto os jovens, actualmente, estão uma ou uma hora e meia no treino. Têm a Playstation ou o computador e isto tem de mudar. Conheço o Gonçalo Alves e já vi algumas vezes o Hélder Nunes a jogar. Espero que não lhes aconteça como os juniores que surgem com muita qualidade e depois perdem-se!"

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