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Campeonato Nacional da Primeira Divisão: 3ª Jornada

Encarnados suam para vencer em Espinho

Encarnados suam para vencer em Espinho
Incerteza até ao final do encontro, equilíbrio no marcador e dois guarda-redes excelentes, a fazer grandes exibições perante grande número de espectad...

Incerteza até ao final do encontro, equilíbrio no marcador e dois guarda-redes excelentes, a fazer grandes exibições perante grande número de espectadores que lotaram o Pavilhão arquitecto Jerónimo Reis, em Espinho.

Ano após ano, as visitas do Benfica a Espinho tornam-se cada vez mais difíceis e, depois do empate do ano passado (3-3), seguiu-se uma vitória muito suada dos encarnados, por 4-7.

O jogo começou a todo o gás, com o Espinho a ter mais posse de bola, mas com o Benfica a criar mais situações de golo eminente. Eduardo Brás inaugurou o marcador aos 7 minutos, após uma jogada de contra-ataque (2 para 1), mas Valter Neves empatou a partida logo após a reposição da bola em rinque.
Dois minutos depois, João Pinto voltou a dar vantagem ao Espinho, com um golo de “picadinha”, após uma jogada individual por detrás da baliza de Ricardo Silva (2-1).



A perder, Luís Sénica olhou para o banco. Depois de Paulo Freitas fazer alinhar Filipe Sousa e Fred Saraiva, o treinador encarnado pediu desconto de tempo e respondeu, com a entrada de Tiago Rafael, Cláudio Selva Filho e Luís Viana para os lugares de Valter Neves, Ricardo Pereira e Diogo Rafael.
A constante rotatividade dos jogadores do Benfica viria a ser fundamental para o desfecho do jogo…


Benfica roda todos os jogadores…
Pouco depois deste desconto de tempo, Cacau mostrou serviço, ao rematar ao poste da baliza de Girão (13’). Logo depois, o árbitro Paulo Rainha assinalou de pronto uma grande penalidade contra o Espinho. Chamado a cobrar, Luís Viana não conseguiu marcar, já que Girão efectuou uma grande defesa com a luva direita. No entanto, a bola sobrou para Luís Viana que, na recarga, empatou a partida (2-2).
A 6 minutos do final da primeira parte, Esteban Ábalos foi admoestado com um cartão azul, por falta sobre João Pinto, que tinha acabado de reentrar em rinque, após alguns minutos de descanso. Vítor Hugo foi chamado a converter o respectivo livre directo, mas Ricardo Silva negou o golo ao avançado espinhense.
A jogar em power-play, o Espinho pressionou muito o Benfica, que voltou a rodar a equipa para poder ultrapassar com mais confiança estes dois minutos de inferioridade numérica.
Com o fim do power-play (a 4’01” do intervalo), deu-se a estreia de Caio em jogo.
Até ao final da partida, Caio foi uma das peças que deu mais dinamismo à estratégia ofensiva encarnada. A pressão resultou, e o Benfica acabou por marcar um golo que dava a vantagem ao intervalo, por Valter Neves, a 54 segundos do descanso. O capitão do Benfica aproveitou uma perda de bola de Fred Saraiva no seu meio-rinque, para seguir isolado para André Girão e marcar (2-3).


O facto de as duas equipas terem ido empatadas em número de falta de equipa (9-9), condicionou a entrada das equipas em pista. No entanto, as faltas tinham de acontecer…
Assim, o Espinho foi a primeira equipa a atingir a 10ª falta, aos 29’. Luís Viana foi chamado a marcar, mas Girão voltou a negar o golo, com mais uma impressionante defesa.
Cerca de um minuto depois, foi assinalada a 10ª falta ao Benfica.
Desta feita, foi Ricardo Silva que negou o golo a João Pinto, ao defender o livre directo.


Vítor Hugo em destaque!
Nos minutos seguintes, Vítor Hugo Pinto esteve em destaque por, em dois minutos, bisar na partida e dar a volta ao marcador, devolvendo a vantagem à equipa da casa. Vítor Hugo foi o autor de dois golos que animaram os adeptos espinhenses, com dois fortes remates cruzados que surpreenderam Ricardo Silva (4-3).
Cerca de um minuto depois desta fantástica reviravolta, foi assinalado um penalty contra o Espinho. Esteban Ábalos não conseguiu enganar Girão. O guarda-redes espinhense não conseguiu evitar, porém, o golo de Cláudio Selva Filho (“Cacau”), pouco depois, num livre directo que castigava a 15ª falta da Académica (4-4).
Com o jogo empatado, Eduardo Brás (“Rato”) viu um cartão azul, por falta sobre Cacau. Esteban Ábalos cobrou o consequente livre directo com um remate directo, defendido por André Girão, que defendeu também a recarga.
Ainda decorria o power-play, quando João Pinto, sem qualquer tipo de escrúpulos, atinge deliberadamente Esteban Ábalos, vendo um cartão azul que poderia muito bem ter sido um merecido vermelho.
Cacau foi chamado a cobrar o livre directo.
Desta vez, André Girão não conseguiu defender o remate em jeito do internacional brasileiro, que festejava assim o 4-5.



Benfica segura vantagem
Os nervos eram muitos, e pouco depois, o jogo teve de ser interrompido. O terceiro árbitro tinha mandado entrar dois jogadores do Espinho, erradamente. Aquando da marcação do golo, acabou o “power-play” decorrente do castigo aplicado a Eduardo Brás. Restava ao Espinho continuar a jogar dois minutos em inferioridade numérica, devido à suspensão de João Pinto.
Apesar de continuar em inferioridade, a Académica nunca deixou de pressionar.
Assim, o Benfica acabou por atingir a 15ª falta, tendo sido assinalado um livre directo. Vítor Hugo foi chamado a marcar mas, apesar de ter “deitado” Ricardo Silva, não teve sorte, já que o forte remate saiu à trave.
A 8’ do fim, esta terá sido a última grande oportunidade da Académica de Espinho de empatar. Com a cabeça quente, os jogadores espinhenses não conseguiram encontrar soluções para marcar.
A 3’53” do apito final, Cacau completou o “hat-trick”, de novo na transformação de um livre directo, que castigava a 20ª falta de equipa dos espinhenses. O resultado final foi estabelecido por Luís Viana, a dez segundos do apito final (4-7).



Arbitragem contestada pelos espinhenses
Apesar da contestação dos espinhenses, a arbitragem de Rego Lamela e de Paulo Rainha esteve a um bom nível, pecando talvez numa ou outra situação, ao nível da disciplina.
Os árbitros conseguiram resolver sempre as situações mais “quentinhas” com base no diálogo, mas ainda tiveram de mostrar três cartolinas azuis.
Como curiosidade estatística, o Benfica não converteu nenhum dos três penalties de que beneficiou. No que a livres directos diz respeito, o Espinho não conseguiu marcar nenhum dos três de que beneficiou. O Benfica foi mais eficaz, já que teve quatro livres directos a favor e marcou por duas ocasiões…


As equipas alinharam e marcaram:

AA Espinho (4):
André Girão (Gr); Miguel Sousa, Eduardo Brás (1), João Pinto (1), Vítor Hugo (2) – cinco inicial; Jogaram ainda: Filipe Sousa, Fred Saraiva, Rui Silva;
Treinador: Paulo Freitas;

SL Benfica (7):
Ricardo Silva (Gr); Valter Neves (2), Esteban “Tuco” Ábalos, Ricardo Pereira, Diogo Rafael – cinco inicial; Jogaram ainda: Tiago Rafael, Cláudio Selva “Cacau” (3), Luís Viana (2) e Ricardo Oliveira “Caio”;
Treinador: Luís Sénica;

Árbitros: Rego Lamela, Paulo Rainha (ambos CRAHP Minho); José Gonçalves (3º árbitro, CRAHP Porto);

Cartões Azuis: Eduardo Brás, João Pinto; Esteban Ábalos;
Faltas: AA Espinho= 23 (8+15); SL Benfica= 16 (9+7);

Ao intervalo: 2-3;

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