Campeonato Nacional da Primeira Divisão: 9ª Jornada
Gulpilhares empata Benfica
Em Gulpilhares, o Benfica não conseguiu melhor do que um empate. A equipa encarnada dominou a partida, mas não foi eficaz. O Gulpilhares empatou na recta final da partida.
De luto, devido ao falecimento de Fernando Oliveira, pai do hoquista Cândido Oliveira, os jogadores do Gulpilhares fizeram… a vida negra aos encarnados, que sentiram muitas dificuldades, ao longo de toda a partida, para penetrar a boa defesa gulpilharense.

Sem poder contar com o avançado Cândido Oliveira, Fernando Almeida optou por uma estratégia de contra-ataque, com André Pinto como homem mais avançado.
A perigosidade do contra-ataque gulpilharense obrigou mesmo o guardião benfiquista, Ricardo Silva, a três defesas complicadas, após remates cruzados de André Pinto (por duas vezes) e Marco Dias.

Do lado do Gulpilhares, Diogo Almeida respondeu com defesas seguras, negando por diversas vezes os golos aos benfiquistas, que dominaram no capítulo da posse de bola.
O jovem guardião foi posto à prova aos 21’, quando foi assinalada uma grande penalidade contra o Gulpilhares. Chamado a converter, Caio não conseguiu bater Diogo Almeida: o primeiro remate saiu ao lado, e nem com duas recargas, Caio conseguiu violar as redes da equipa da casa!

Em cima do intervalo, Tiago Rafael não conseguiu concluir com sucesso uma jogada colectiva do Benfica: Diogo Almeida negou o golo que parecia certo, defendendo ao primeiro poste.
Logo após o intervalo, Tiago Rafael tentou novo assalto à baliza gulpilharense, tendo desta vez, mais sucesso: fez o 1-0, com um remate forte, à entrada da área, após um contra-ataque (25’47”).

Aos 31’, foi assinalada a décima falta colectiva contra o Gulpilhares. Na cobrança do livre directo, Caio voltou a não conseguir enganar Diogo Almeida, que fez uma “mancha”, tapando o espaço para marcar o segundo golo.
De referir que, só após este livre directo, o treinador do Benfica, Prof. Luís Sénica, começou a mexer no banco, refrescando a equipa com as entradas de Diogo Rafael para o lugar de Ricardo Pereira e, pouco depois, de Pedro Afonso para o lugar de Caio.
O Benfica voltou a beneficiar de soberana ocasião a 09’52” do fim da partida, quando Marco Dias viu azul, por ter cometido falta sobre Diogo Rafael, contra a tabela lateral.
Chamado a converter, Diogo Rafael também não conseguiu transformar o livre directo em golo.
Devido à expulsão do capitão, o Gulpilhares teve de jogar com menos um elemento durante dois minutos, tendo conseguido, tal como em outros jogos, aguentar a pressão ofensiva da equipa adversária.
Quando o Gulpilhares voltou a ter quatro jogadores de pista, empurrou o Benfica para a sua meia-pista por instantes: após um desconto de tempo, Ricardo Silva teve de se aplicar para defender um remate forte de Marco Dias.
O mesmo Marco Dias foi chamado a transformar o livre directo assinalado aquando da marcação da décima falta colectiva aos lisboetas. O capitão gulpilharense não teve sorte, pois apesar de ter conseguido deitar Ricardo Silva, rematou à barra.

A cerca de quatro minutos do final da partida, André Pinto apareceu isolado, na cara de Ricardo Silva, após um bom passe de Ricardo Ramos “Piolho”. Desta vez, o guardião encarnado defendeu, mas pouco depois, “Piolho” voltou a fazer um passe em profundidade, tendo André Pinto desviado a bola para o golo do empate (1-1).

Até ao final da partida, o Benfica tentou reagir, tendo num livre indirecto, assinalado a sete segundos do apito final, a melhor ocasião para desempatar a partida.
No final da partida, os muitos adeptos gulpilharenses festejaram, efusivamente, este empate do Gulpilhares, sobre o Benfica.
As equipas alinharam e marcaram:
ACR Gulpilhares (1):
Diogo Almeida (Gr); Marco Dias, Nélson Gomes, Vasco Ferreira, André Pinto (1) – cinco inicial; Jogaram ainda: Tiago Ferraz, Ricardo Ramos “Piolho”;
Não jogaram: Ruben Pereira, Daniel Oliveira “Poca” e Ricardo Pereira (Gr);
Treinador: Fernando Almeida;
SL Benfica (1):
Ricardo Silva (Gr); Valter Neves, Ricardo Pereira, Tiago Rafael (1), Ricardo Oliveira “Caio” – cinco inicial; Jogaram ainda: Diogo Rafael "Xiquinho", Pedro Afonso, Toni Sanchez;
Não jogaram: Carlos Martins “Carlitos” e Carlos Silva (Gr);
Treinador: Prof. Luís Sénica;
Ao Intervalo: 0-0;
Árbitros: Rui Torres e Rego Lamela (ambos CRAHP Minho); 3º árbitro: Paulo Sousa (CRAHP Porto);
Cartão Azul: Marco Dias;
Faltas: Gulpilhares: 14 (7 + 7); Benfica: 11 (5 + 6);
Assistência: cerca de 900 espectadores;
