Campeonato Nacional Primeira Divisão: 8ª Jornada
Jogo do gato e do rato em Valongo
Equilibrada e emocionante: foi assim a partida entre Valongo e Gulpilhares, equipas rivais de longa data e que justificaram o porquê de estarem, nesta altura, nos lugares cimeiros da tabela classificativa!
Na oitava jornada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, foi disputado mais um emocionante derby regional portuense, entre a Associação Desportiva de Valongo (4º classificado) e a Associação de Cultura e Recreio de Gulpilhares (3º lugar).
A equipa da casa assumiu desde o inicio a posse de bola, tendo chegado ao golo aos 4’, por João Marques a provocar a primeira explosão de alegria aos adeptos valonguenses. Joãozinho inaugurou o marcador ao transformar um livre directo em golo.
A equipa visitante sentia algumas dificuldades para chegar à baliza de Fábio Vieira com perigo, mas acabou por chegar ao empate aos 8’, graças a um golo de Nélson Gomes, que rematou cruzado, aproveitando um buraco na defesa valonguense, à entrada da área.
A equipa da casa era a que criava mais situações de perigo, mas até aos 16’ (altura em que o técnico valonguense, Paulo Pereira, pediu o primeiro desconto de tempo da partida), foi a equipa visitante que esteve mais perto de desempatar: isolado após contra-ataque, o capitão do Gulpilhares, Marco Silva, obrigou Fábio Vieira a uma defesa complicada (9’); O mesmo Marco Dias fez um passe largo para o interior da área, mas Nélson Gomes falhou por pouco o golo, já que Fábio Vieira fez uma defesa “in-extremis”;
Do outro lado, também Diogo Almeida tinha algum trabalho, dada a pressão ofensiva dos homens de Valongo.
O desempate surgiu aos 21’, através de um remate de longa distância de “Chico” Barreira, desde o meio campo: a bola foi desviada por Hugo Azevedo e mudou de trajectória, entrando ao primeiro poste da baliza de Diogo Almeida;
A vantagem dos valonguenses durou apenas três minutos. Fábio Vieira negou ao golo a Carrais, que isolado, não aproveitou o bom passe de Marco Dias;
Pouco depois, Marco Dias voltava a empatar a partida, com um golo de livre directo. O capitão do Gulpilhares colocou a bola rasteira, entre o poste e a luva direita de Fábio Vieira (23’). ´
Até ao intervalo, o resultado não se alterou. Mas a 58”, Hugo Azevedo obrigou Diogo Almeida a uma defesa aparatosa, após um remate cruzado, à entrada da área!
A segunda parte prometia, assim, muita emoção…
Nélson Gomes desempatou a partida logo aos 28’, colocando o Gulpilhares pela primeira vez em vantagem na partida (2-3).
Aos 32’, o pavilhão de Valongo voltou a explodir de novo, com o golo de Joãozinho: uma bomba em posição frontal, desde perto do meio-rinque, que seguiu rasteira, surpreendendo Diogo Almeida (3-3).
Aos 35’, Tiago Ferraz viu um cartão azul, por protestos. O Gulpilhares viu-se reduzido a três jogadores de pista, já que na cobrança do livre directo, Miguel Viterbo não conseguiu marcar o golo, graças a uma difícil defesa de Diogo Almeida.
Os cinco minutos seguintes foram fantásticos! Um verdadeiro hino ao hóquei em patins… com novas regras.
Aos 37’, foi assinalada a 10ª falta colectiva ao Gulpilhares. Desta vez, Miguel Viterbo não perdeu a oportunidade, e fez o 4-3, de livre directo.
O empate a quatro bolas surgiu dois minutos depois, graças a um golo de Ricardo Ramos "Piolho".
Inconformado, Nuno Rodrigues voltou a desempatar a partida (5-4), mas a vantagem do Valongo, mais uma vez, durou pouco. Á entrada dos dez minutos finais, foi assinalada uma grande penalidade contra o Valongo, e Carrais não enjeitou a oportunidade e marcou (5-5).
Até aos cinco minutos finais, a partida voltou a acalmar.
A emoção voltou a 5’20” do apito final.
Diogo Almeida rasteirou Nuno Rodrigues com o stick, quando este estava atrás da baliza; Diogo Almeida viu cartão azul e, do banco, Fernando Almeida também viu cartão, por protestos.
O Gulpilhares via-se assim reduzido a apenas dois jogadores de pista. Ricardo Pereira entrou para o lugar de Diogo Almeida, tendo defendido um livre directo (de novo Miguel Viterbo a falhar…) e efectuado um par de defesas difíceis, até a partida voltar a ganhar nova polémica: a 4’40” do fim, numa altura em que o Valongo jogava com 4 e o Gulpilhares com 2 (Marco Dias e André Pinto), Hugo Azevedo protestou uma decisão do árbitro e viu azul pelos protestos, tal como o companheiro de equipa Nuno Rodrigues.
Na marcação do livre directo que castigava os protestos do Valongo, André Pinto não conseguiu transformar o livre directo em golo, graças a mais uma boa defesa de Fábio Vieira.
Até3’15”, altura em que reentrou Carrais, assistiu-se a um 2x2, um momento raro, provocado pelas novas regras.
A diferença do número de jogadores em pista não foi aproveitada pelo Valongo, que esteve em vantagem numérica até ao último minuto da partida.
Valeu a boa exibição de Ricardo Pereira nesta recta final da partida, impedindo que a equipa da casa desempatasse este verdadeiro jogo do “Gato e do Rato”!
As equipas alinharam e marcaram:
AD Valongo (5):
Fábio Vieira (Gr); João Marques (2), Miguel Viterbo (1), Francisco Barreira, Hugo Azevedo (1) – cinco inicial; Jogaram ainda: Nuno Rodrigues “Peixe” (1);
Não jogaram: Jorge Vieira, Rafael Almeida, Jorge Alves, Nuno Ribeiro (Gr);
Treinador: Paulo Pereira;
ACR Gulpilhares (5):
Diogo Almeida (Gr); Marco Dias (1), Nélson Gomes (2), Vasco Ferreira, Cândido Oliveira “Carrais” (1) – cinco inicial; Jogaram ainda: Tiago Ferraz, André Pinto, Ricardo Ramos (1), Ricardo Pereira (Gr);
Não jogou: Daniel Oliveira;
Treinador: Fernando Almeida;
Árbitros: José Pinto e Joaquim Pinto (ambos CRAHP Porto); 3º árbitro: Sofia Ferreira (CRAHP Porto);
Faltas: AD Valongo: 9 (6 + 3); ACR Gulpilhares: 14 (7 + 7)
Cartões Azuis: Tiago Ferraz, Diogo Almeida, Fernando Almeida (treinador); Hugo Azevedo, Nuno Rodrigues;
Ao intervalo: 2-2;
Assistência: cerca de 700 espectadores;
