Paço de Arcos com vitória importantíssima em Torres Vedras
JoHe resolve
Com três golos em apenas dez minutos, não poderia ter corrido melhor o jogo de estreia do luso-angolano no presente nacional da primeira divisão. Primeira vitória no campeonato para a equipa da Linha
(Foto: Mundial Vigo)
Pela terceira vez neste ano civil (2009), o Paço de Arcos visitou a Física de Torres Vedras e só desta vez levou a melhor sobre os encarnados.
Com a ausência de Vítor Fortunato por motivos de saúde e o regresso de JoHe após lesão, a equipa da Linha de Cascais não desperdiçou tamanha ocasião de conquistar a primeira vitória na competição, baralhando ainda mais a classificação de um campeonato talhado pelo equilíbrio.
Os forasteiros desde cedo mostraram para o que vinham, conseguindo criar perigo logo nos primeiros oito minutos, com dois remates no interior da área efectuados por Nélson Ribeiro e um outro de meia distância da autoria de Carroça que acabou por embater no ferro da baliza de Carlos Coelho.
A melhor resposta da Física só aconteceu aos 12 minutos com um bom remate de meia distância de Alan Fernandes, que proporcionou uma excelente parada com o capacete a Costa Pereira. Os mesmos intervenientes tiveram ao minuto 17 sortes diferentes, tendo sido Costa Pereira a sorrir primeiro, ao defender uma grande penalidade de Alan, que pouco depois acabaria por marcar com um excelente remate de meia distancia, desferido na zona central e direccionado ao ângulo direito da baliza dos forasteiros.
Com o golo a partida animou e os contra-ataques começaram a surgir, mas até ao descanso o resultado não sofreu alteração. Um primeiro tempo onde a posse de bola foi palavra de ordem para as duas turmas, preterindo assim os lances de técnica individual e a velocidade.
O segundo tempo trouxe um Paço de Arcos bem mais expedito e com uma troca de bola bastante veloz, perante uma Física que pouco fez para dilatar a magra vantagem no marcador, limitando-se a trocas de bola de gestão do encontro e sem qualquer intuito de chegar à baliza adversária.
A entrada de JoHe para os últimos 15 minutos do encontro revolucionou por completo a partida, sendo a cereja no topo do bolo para o hóquei que os azuis estavam a praticar. Uma verdadeira lição de técnica individual por parte do avançado luso-angolano que abrilhantou um encontro que já pedia tamanho artista sobre patins dentro de ringue. O hat-trick inicia-se ao minuto 13, num golo fortuito em que o remate ainda sofre um desvio num patim e trai Carlos Coelho, no entanto, é antecedido de um grande lance individual. No minuto seguinte nova obra de arte de JoHe, que no livre directo deixa Carlos Coelho sem qualquer hipótese ao executar o chamado gancho-conta-gancho, pondo o Paço de Arcos pela primeira vez na frente do marcador.
Com esta rápida reviravolta a partida ganha novo ânimo e os contra-ataques são uma constante. O facto do Paço de Arcos contar nesta altura com nove faltas não foi aproveitado pela Física, que prescindiu ao longo de vários minutos do lance individual, e na única vez que o procurou para forçar a décima falta conseguiu-a à passagem do vigésimo primeiro minuto, inevitavelmente por Carlitos Godinho, que foi, como já vai sendo habitual, o torriense com maior sucesso na criação de desequilíbrios no ataque encarnado.
Na conversão do livre directo Alan Fernandes volta a marcar, num rápido gancho puxado à sua esquerda seguido de um rápido remate enrolado, elevando também a sua técnica individual a excelentes níveis. No minuto seguinte, JoHe volta a colocar em vantagem o Paço de Arcos, na conversão de uma grande penalidade.
No último minuto o mesmo jogador ainda teve nova ocasião, mas desta vez desperdiçou a grande penalidade, atirando à barra.
Vitória justa que premiou a equipa que mais fez para vencer um jogo caracterizado pelo elevado equilíbrio entre os dois conjuntos.
A nível individual de destacar o autor do hat-trick, JoHe, pelo esplendor técnico que exibiu nos 15 minutos que esteve em ringue e também pela reviravolta que deu no resultado, dando três pontos da máxima importância à sua equipa.
Arbitragem algo conturbada por parte de Jorge Ventura e António Fialho, prejudicando os dois conjuntos nalgumas situações de jogo importantes para o desfecho do resultado.
Ficha de Jogo:
Pavilhão José Maria Antunes, em Torres Vedras
Cerca de 400 espectadores;
Árbitros: Jorge Ventura (Lisboa) e António Fialho (Alentejo).
Cartões Azuis: Não houve;
Faltas: Física de Torres, 15; Paço de Arcos, 10;
Ao intervalo: 1-0;
Marcha do marcador: 1-0, 1-2, 2-2, 2-3;
Física de Torres (2): Carlos Coelho (GR), Filipe Grileiro, "Carlitos" Godinho (Cap.), Alan Fernandes (2) e Germán Dates. Ricardo Miranda (GR, nj), Nuno Brilha (nj), Carlos Garrancho (nj), Vicente Alves e Samuel Lima;
Treinador: Bruno Goucha;
Paço de Arcos (3): Costa Pereira (GR), Nélson Ribeiro, Rui Pereira, Rui Ribeiro "Carroça" e Hugo Lourenço "Caleta". Pedro Alegria (GR, nj), Diogo Oliveira (nj), João Vieira "JoHe" (3), Gonçalo Pestana (Cap.) e André Pereira;
Treinador: Pedro Nunes;
