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Campeonato Nacional da Segunda Divisão: Zona Norte

Santa vence no último minuto

Santa vence no último minuto
A Escola Livre esteve a vencer, mas no início da segunda parte, a Juventude Pacense conseguiu a reviravolta no marcador. Só no último minuto é que a pressão ofensiva da equipa da casa se traduziu no golo da vitória…

(Foto: Blogue HC Mealhada)

Em jogo relativo à quarta jornada da Zona Norte do Campeonato Nacional da Segunda Divisão, a Escola Livre recebeu e bateu, em Oliveira de Azeméis, a Juventude Pacense, por 5-4.
O primeiro golo da partida surgiu após uma grande penalidade: Raul Meca viu azul e Ricardo Bastos deu à Escola Livre a vantagem no marcador, aos 5’.
Aos 8’, Bruno Andrade fez o segundo golo da “Santa”.
A Juventude Pacense viria a reduzir para 2-1, graças a um golo de Filipe Brandão: a equipa da casa queixou-se de bola alta, mas o golo foi validado.
Aos 15’, a Ricardo Bastos bisou, com alguma sorte. Rematou da lateral direita, ao primeiro poste, rasteiro. O guardião Jorge Mesquita estava bem posicionado e defendeu… mas a bola esgueirou-se para o interior da baliza (3-1)!
Nos últimos minutos do primeiro tempo, Nuno Leal reduziu a desvantagem pacense para 3-2. Ainda houve tempo para Ricardo Bastos ver um cartão azul, por protestos (?) deixando a Escola Livre a jogar com menos um elemento até bem perto do descanso. Apesar disso, nesta altura a Escola Livre enviou uma estrondosa bola ao poste!


Nos primeiros cinco minutos da segunda parte, a Juventude Pacense deu a cambalhota no marcador: Marcos Costa (3-3) e Nuno Leal (3-4) marcaram, e João Martins, isolado, viu Cereja negar-lhe o golo com uma espectacular defesa.
Seguiu-se a reacção escolar, que pecou por falta de eficácia: Aníbal Valente falhou um penalty (32’), e Ricardo Bastos não aproveitou o livre directo que castigava a 10ª falta colectiva visitante para empatar (35’). A equipa visitante deu a iniciativa de jogo aos anfitriões, saindo depois em contra-ataque: valeu à Escola Livre alguma desorganização no ataque pacense, já que, pelo menos em três ocasiões, faltou calma no último passe (situações de 2x1).
A 3’ do fim, André Santos destacou-se: depois de ter rematado de meia-distância ao poste, voltou a assumir a posse de bola e rematou forte, fazendo desta forma o 4-4.
O golo da vitória da Escola Livre surgiu a 44 segundos do apito final, depois de um jogador do Pacense ter obstruído a passagem a um hoquista escolar, contra a tabela lateral. Esta foi a 15ª falta colectiva da Juventude Pacense e, por isso, foi assinalado um livre directo.
Pedro Costa não perdoou, e fechou a contagem, garantindo desta forma a primeira vitória da Escola Livre no campeonato.

A partida foi um bocado confusa, ao nível da arbitragem.
Houve muitas incertezas e muitos protestos, mas pelo menos ao nível disciplinar, os dois juízes conseguiram manter a ordem.
Vasco Cortesão e António Machado não tiveram tarefa fácil, cometendo algumas falhas pouco graves, mas que geraram alguma confusão.
Os jogadores também não ajudaram…


Prof. José Carvalho, treinador da Escola Livre de Azeméis:
“Tivemos sorte no jogo, e isso também é preciso… já que nos outros jogos não a tivemos. Entrámos mal na segunda parte, a perder. Eu disse aos meus jogadores para tentarem pressionar o adversário e matar as jogadas deles logo no início, e desta vez eles conseguiram fazê-lo. Acabámos por marcar o golo da vitória e matámos o jogo no último minuto. Este foi mais um resultado feito graças às novas regras!”


Prof. António Gaspar, treinador CDC Juventude Pacense:
“Perdemos o jogo, agora vou ter de me reunir com os meus jogadores no próximo treino para tirar ilações e corrigir o que esteve mal neste jogo. Parabéns à Escola Livre, pois ganhou bem.
Gostaria no entanto de aproveitar esta oportunidade para dizer que estamos TODOS enganados! O jogo foi ganho nas novas regras. Eu só estou à espera dos primeiros confrontos internacionais, primeiro de clubes, e depois de selecções. De repente, nós descobrimos que afinal de contas fazemos poucas faltas… isto que aconteceu aqui, com este número de faltas, é uma mentira! Vivemos um hóquei de mentira em Portugal!”



As equipas alinharam e marcaram:

Escola Livre (5):
Hélder Cereja (Gr); Daniel Silva, Pedro Costa (1), Bruno Andrade (2), Ricardo Bastos “Teclas” (1) – cinco inicial; Jogaram ainda: André Santos (1), Paulo Silva, Vítor Rodrigues, Aníbal Valente;
Treinador: Prof. José Carvalho;

Juventude Pacense (4):
Jorge Mesquita (Gr); Raúl Meca, Nuno Leal (2), Pedro Barbosa, Filipe Brandão (1) – cinco inicial; Jogaram ainda: João Marques, João Martins. Marcos Costa (1), Marcelo Ribeiro;
Treinador: Prof. António Gaspar;

Árbitros: Vasco Cortesão e António Machado (ambos CRAHP Coimbra); Mostraram cartão azul a Raúl Meca e Ricardo Bastos;
Faltas: Escola Livre 7 (2+5); Juventude Pacense 16 (9+7);

Assistência: cerca de 120 espectadores;


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