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Quarteto histórico quer a Taça

Quarteto histórico quer a Taça
Esta sexta-feira, em jeito de antevisão desta Final Four, a Federação de Patinagem de Portugal promoveu uma conferência de imprensa que juntou os trei...

Esta sexta-feira, em jeito de antevisão desta Final Four, a Federação de Patinagem de Portugal promoveu uma conferência de imprensa que juntou os treinadores das quatro equipas semifinalistas. Guillem Cabestany, Paulo Freitas, Nuno Lopes e Pedro Nunes apontam à conquista do troféu, com argumentos diferentes.

São quatro emblemas primodivisionários, que acabaram o Nacional nas cinco primeiras posições, e que já conquistaram a prova rainha em pelo menos quatro ocasiões, sendo mesmo os quatro mais vitoriosos na prova.

A partir das 15h deste sábado, no Pavilhão Municipal de Ponte de Lima e com transmissão n’A Bola TV, defrontam-se Porto e Barcelos. A partir das 17h, Sporting e Benfica reeditam a final da última temporada, desta feita em busca de um lugar na decisiva partida de domingo.

Em busca de um título

O Porto dominou o início do novo milénio no hóquei patinado nacional. Desde logo pelo “Deca” (2001-2011), mas porque não perdeu o hábito de ganhar. Até 2013.

Depois de uma dobradinha, os dragões conquistariam a Supertaça António Livramento (frente à Oliveirense), último título antes de uma “seca” que, com menos de três anos, só é atípica no contexto azul-e-branco.

O Porto é a única equipa, das presentes na Final Four, que ainda não conquistou um título esta época.

Esta época representa um corte com o passado. Quatro saídas de vulto e a aposta em jovens e, em particular, num treinador catalão, representam um novo paradigma. O comboio do título foi perdido cedo, ainda que nas contas finais apenas quatro pontos separem o Porto do campeão Benfica. Pelo meio, este novo Porto derrotou – não uma, mas duas vezes – o Barcelona, falhando, no entanto, a Final Four da Liga Europeia.

Porto bateu o Barcelona em duas ocasiões, uma delas no Palau Blaugrana

Este fim-de-semana, o desafio é a Taça. Os dragões procuram a 15ª conquista (a última foi em Barcelos, em 2013) e contam com um talismã. O treinador Guillem Cabestany ganhou a “Taça” (ou seu equivalente) nas últimas três temporadas, sempre em equipas mais modestas. Em 2013 e 2014 em Espanha pelo Vendrell, e em 2015 em Itália, pelo Breganze.

Nos dois embates entre “dragões” e “galos”, sorriu quem jogou em casa. Primeiro em Barcelos, com um 5-4 em que brilhou Reinaldo Ventura frente à sua ex-equipa ao apontar quatro golos. Na desforra, no Dragão Caixa, o Porto venceria por claros 6-1.

Apontado a conquistas

Reforçado com Reinaldo Ventura, que ganhou nova alma em Barcelos, o Óquei protagonizou uma primeira volta extraordinária, ombreando com o Benfica no topo da tabela classificativa e contrariando o favoritismo que era apontado a Porto, Oliveirense e Sporting.

Mas, acusando muito a ausência por lesão de Vieirinha, o Óquei de Barcelos caiu a pique e virou baterias para a Taça CERS. Focados depois de caírem nas meias-finais em 2015, os “galos” venceram a prova europeia perante o seu público.

Reinaldo Ventura ganhou nova alma – e uma CERS – em Barcelos

“Atacaram” depois o quarto lugar de acesso à Liga Europeia, mas dois empates em quatro jogos deixaram a equipa comandada por Paulo Freitas a três pontos do objectivo.

Agora, o foco é noutra Taça. Com a decisão no Minho, como acontecera na CERS, o Barcelos almeja a quinta conquista na prova, que lhe foge desde 2004.

Com muito coração

O último dia de Abril marcou não só o afastamento do Sporting da hipótese de defender a Taça CERS conquistada em 2015 em Igualada, mas o último jogo de um grupo que no primeiro jogo oficial da época garantiu a conquista da Supertaça António Livramento frente ao eterno rival, Benfica.

A conquista da Supertaça António Livramento prometia outros “vôos”

Já sem Ricardo Figueira, Cacau, Luís Viana e Tiago Losna, o Sporting disputou cinco partidas. Venceu nos quartos de final da Taça de Portugal nos Carvalhos e, com três vitórias para o campeonato, carimbou a presença na próxima edição da Liga Europeia, emendando a tempo um descalabro na primeira volta que não se fazia prever depois de vitórias sobre o Benfica (Supertaça) e o Barcelona (Continental).

O desgaste sobre André Centeno, Estebán Abalos (“Tuco”), Daniel Oliveira (“Poka”) e o agora capitão João Pinto far-se-á sentir, ou haverá coração e pulmões para uma quinta Taça de Portugal, 16 anos após a última conquista?

Na pior fase da época, o Sporting foi à Luz sofrer uma derrota por 9-0. Na segunda volta, no Livramento, o Benfica voltou a vencer (por 1-3), num jogo com boa réplica dos leões, mas com muitas críticas às condições da pista.

Por um inédito triplete

A meio da semana, o Mundo Deportivo assinalava o feito que está ao alcance do Benfica. Na história do Hóquei em Patins, só cinco equipas na Europa lograram o triplete maior: a conquista do Campeonato Nacional, da Taça e da Liga Europeia (ou Taça dos Campeões Europeus).

Depois de Reus, Sporting, Barcelona, Porto e Follonica, o Benfica tem a oportunidade de somar a segunda dobradinha consecutiva e alcançar um inédito triplete na sua centenária história.

Conquista da Liga Europeia juntou-se à do Nacional, no caminho para a possibilidade de um inédito triplete

Após um fim-de-semana de emoções fortes em que garantiu, de uma assentada, a conquista dos títulos nacional e europeu, o Benfica entrou em descompressão. Nas três jornadas que restavam, os encarnados perderam a invencibilidade no Dragão Caixa e sofreram uma derrota em casa – que já não acontecia há muito - com a Oliveirense.

A difícil missão de Pedro Nunes é a de focar os seus jogadores para a conquista da terceira Taça de Portugal consecutiva, 16ª do palmarés encarnado.



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