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Uma final que não merecia tão feio final

Uma final que não merecia tão feio final
Há textos que não devem ser tocados, de tão exactos [...]

Há textos que não devem ser tocados, de tão exactos que estão. O texto que um dos maiores ídolos do hóquei português dos últimos tempos, Pedro Alves, vencedor de tudo o que é título e o atleta mais internacional das selecções nacionais, escreveu na sua página oficial do Facebook, descreve na perfeição o que aconteceu hoje na Luz, na final da Liga Europeia, tristemente estragada por uma dupla de arbitragem que nem Benfica nem Oliveirense mereciam.

“Parabéns ao Benfica pela conquista da Liga Europeia, o Oliveirense foi um digno vencido , no entanto, sem tirar mérito a quem venceu, não posso deixar de dizer que estava a assistir a um excelente espectáculo de Hóquei em Patins e que a partir do momento em que a equipa de arbitragem resolveu ser protagonista, o jogo passou a ser um circo…a taça estava ao alcance de qualquer das equipas, o jogo estava a ser bem disputado e de seguida vem um cartão azul a Ricardo Barreiros…decisão ridícula , depois os jogadores da Oliveirense foram perdendo a “cabeça” e vem tudo por acréscimo, o Benfica não tem culpa disso, e teve sempre em busca da vitória , tem uma equipa fantástica e por isso parabéns aos novos campeões europeus”.

O que escreveu Pedro Alves foi precisamente isto que aconteceu no Pavilhão Fidelidade. Quem lá esteve, notou a diferença dos acordes da voz entre o antes e o depois da decisão ridícula de Xavier Bleuzen que tudo mudou em relação ao futuro vencedor da Liga Europeia. Até os adeptos ficaram comprometidos. Expulsou Ricardo Barreiros num lance inofensivo e, de seguida, fez o mesmo a Souto, deixando a Oliveirense com menos dois elementos quando a segunda parte ia a meio. Em jogos deste calibre que, como vimos no sábado nas meias-finais, decidem-se em detalhes, as expulsões que originaram o 4-3 a favor do Benfica fizeram imensa diferença, deixando os aveirenses completamente desnorteados.

Foi um final que ninguém desejava de uma final e a prova disso foi a quantidade de adeptos encarnados que abandonaram o pavilhão mesmo antes do troféu ter sido entregue. A vitória deixou de fazer tanto sentido como teria se tivesse sido limpa, que não foi.

No que toca ao jogo jogado, a Oliveirense esteve melhor e merecia a vitória. O Benfica adiantou-se por Diogo Rafael (14′), os forasteiros empataram por Souto (16′) e viram Diogo Rafael bisar (17′), até que Caio, o melhor elemento em pista, empatou a dois (18′). O internacional português protagonizou uma excelente jogada que deu o 3-2 a João Souto (19′), resultado com que as duas equipas atingiram o intervalo.

Na segunda parte o Benfica empata por Adroher (8′) e a partir daí Nicolia faz o 4-3 com os encarnados a jogarem com mais dois elementos (13′) e novamente Adroher finaliza com as esperanças da Oliveirense ao fazer o 5-3 quando os bi-campeões jogavam com mais um elemento em pista (21′).

Para os que apreciam a modalidade e não resumem as justiças das vitórias à mera conquista da mesma, fica difícil atribuir justiça a esta conquista, não por falta de mérito do Benfica, mas por obra da péssima arbitragem que decidiu ganhar protagonismo ou ele não deveria ter lugar, tirando ao vencedor um possível mérito da vitória.



Fonte: Modalidades

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