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Com patim e meio no título...

Com patim e meio no título...
O Benfica venceu esta sexta-feira o Paço de Arcos por 7-3 e ficou às portas do título. Os dérbis entre Benfica e Paço de Arcos são jogos de velhos con...

O Benfica venceu esta sexta-feira o Paço de Arcos por 7-3 e ficou às portas do título.

Os dérbis entre Benfica e Paço de Arcos são jogos de velhos conhecidos. Na partida que marcou o arranque da 23ª jornada, o Benfica começou com dois jogadores ex-Paço de Arcos - Valter Neves e Tiago Rafael - e tinha mais três no banco - Pedro Henriques, João Rodrigues e Miguel Rocha. Do outro lado, todos os jogadores do cinco inicial - Diogo Alves, Miguel Dantas, Tiago Gouveia, Ricardo Pereira e Guilherme Silva - já representaram as águias e como opções no banco ainda havia mais dois (Diego Dias e João Beja). Para além deste passado do "outro lado" entre os jogadores, também os treinadores Pedro Nunes e Paulo Garrido já estiveram à frente do agora adversário.

Valter Neves e Diego Dias, com Tiago Gouveia e Diogo Alves de costas; já todos vestiram a camisola do adversário neste jogo

Nostalgias à parte, a primeira metade da partida foi marcada pelo equilíbrio e poucas situações de golo. O Benfica - a uma semana de receber a Final Four da Liga Europeia - foi mais eficaz e os golos de Marc Torra e João Rodrigues valiam a vantagem ao intervalo perante um Paço de Arcos que teve em Trabal um inultrapassável obstáculo.

O golo para os visitantes surgiria no reatamento. Aos dois minutos, no ataque encarnado, Diogo Rafael, em boa posição para alvejar a baliza, hesitou, e Rui Pereira, em contra-ataque, desfeiteou o guarda-redes catalão do Benfica.

Nicolía regressou ao rinque da Luz após praticamente mês e meio de afastamento por lesão.

No entanto, o golo não teve o efeito certamente desejado por Paulo Garrido. Um certo deslumbramento trouxe desconcentração e, em pouco mais de um minuto, Adroher e João Rodrigues praticamente sentenciaram a partida ao elevarem para 4-1.

Sendo certo que ainda havia muito tempo para jogar, a vantagem de três golos era confortável para o Benfica que, com o jogo mais aberto, prometia mais golos. E Jordi Adroher cumpriu. E de que maneira. Aos oito minutos, o catalão mostrou porque tem o epíteto de "el mago" em Espanha, ao marcar em três toques. Recebeu de costas, rodou, e colocou sobre Diogo Alves.

O Paço de Arcos ainda respondeu ao 5-1, de grande penalidade, por Rui Pereira, mas os encarnados responderam na mesma moeda, com Nicolia a sublinhar o seu regresso com o 6-2 também de grande penalidade.

Adroher marcou três e isolou-se na lista de melhores marcadores

Faltavam jogar cerca de 14 minutos e o Benfica, já com Pedro Henriques na baliza, mas sempre com um quarteto experiente à frente, controlava, baixando o ritmo do jogo. Entre algumas boas oportunidades que o Paço de Arcos dispôs - Pedro Henriques foi complicado de ultrapassar como Trabal -, só Tiago Gouveia marcou, reduzindo para 6-3. O ponto final nas contas surgiria... no final. A 25 segundos do derradeiro apito, Miguel Dantas viu o azul e Adroher não desperdiçou o consequente livre directo, fazendo o 7-3 que fica para as contas do campeonato.

No final, Pedro Nunes reconheceu um jogo menos conseguido da sua equipa, mas recusou qualquer desconcentração por via da Final Four da Liga Europeia que se aproxima. Paulo Garrido, lamentou os números exagerados da vitória encarnada, defendendo que na primeira metade - e face ao número de reais oportunidades - não escandalizaria se fossem os visitantes a recolher aos balneários em vantagem.

Perto

Cumprindo-se este fim de semana cinco partidas, a luta pelo título passa pelo jogo entre Porto e Valongo, que se defrontam dia 14 de Maio. À mesma hora que se inicia a meia-final da Liga Europeia entre Benfica e Barcelona, tem inicio no Dragão um jogo que, caso não termine com a vitória azul-e-branca, coroa as águias bicampeãs. Uma expectativa que não será certamente fácil de gerir.

Caso os dragões vençam, a decisão - ou não - fica adiada para 28 de Maio, quando o campeonato regressa após os quartos-de-final da Taça. No Dragão Caixa haverá um Clássico entre Porto e Benfica em que, caso os encarnados não cheguem já com o título matematicamente assegurado, lhes bastará um empate para festejar. O Porto terá necessariamente de vencer os quatro jogos que lhe faltam para manter o campeonato vivo e esperar que o Benfica não empate ou vença - em função da diferença de golos que se possa registar no Dragão - Sanjoanense (em São João da Madeira) e Oliveirense (na Luz, na derradeira jornada).

Contas que são feitas no papel para um campeonato que se decide em rinque...



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