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CERS não sai de Portugal

CERS não sai de Portugal
Ao Minho chegou, no Minho ficou. O Óquei de Barcelos [...]

Ao Minho chegou, no Minho ficou. O Óquei de Barcelos conquistou a Taça CERS pela segunda vez na sua história, ao derrotar o Vilafranca da Catalunha na final, por 6-3, no Pavilhão Municipal de Barcelos. Os pupilos de Paulo Freitas sucedem assim ao Sporting que era o detentor do título mas que não foi além das meias-finais em 2016, caindo precisamente perante os catalães, nas grandes penalidades.

Este domingo, o Municipal de Barcelos esteve a abarrotar pelas costuras para presenciar uma final que ficou definida logo nos primeiros 25 minutos, onde o Óquei alcançou uma interessante vantagem de três tentos (5-2). Na verdade, foi um primeiro tempo de loucos. Rocasalbas marcou para os forasteiros logo aos dois minutos, Hugo Costa empatou aos seis e no mesmo minuto, Joan Vázquez voltou a dar vantagem à formação catalã.

A partir daqui surgiu a resposta barcelense que só parou nos 5-2. Luís Querido empatou de penálti (11′), Hugo Costa deu a primeira vantagem ao conjunto da casa (14′) e de novo Luís Querido dilatou para 4-2, de novo através de uma grande penalidade (20′). Ao minuto 21, Joca dá a machadada final com o 5-2, quando o Vilafranca se encontrava com menos um elemento em pista. Sabendo da coesão defensiva minhota, ficou evidente que dificilmente haveria recuperação do Vilafranca, e foi tal e qual o que aconteceu.

No segundo tempo, o Barcelos limitou-se a alargar ao máximo os seus ataques, defender em bloco e não permitir contrapés contrários em superioridade numérica. O Vilafranca ainda reduziu por Rocasalbas de livre directo (5′) mas os minhotos mantiveram a postura, acabando por dissipar qualquer dúvida quanto ao vencedor com novo golo de Luís Querido, e de novo de bola parada (livre directo), a três minutos do final.

A partir dos últimos dois minutos só houve espaço para a loucura no Municipal de Barcelos, com os adeptos em completo êxtase, sendo acompanhados pelos jogadores e equipa técnica após o apito final. Em declarações à RTP2, Luís Querido e Hugo Costa afirmaram que a conquista deste título em casa significa o concretizar de um sonho de criança que tinham quando alinhavam pelas camadas jovens do clube que à data batia-se pelos principais títulos nacionais e internacionais. O experiente hoquista Reinaldo Ventura – que curiosamente venceu apenas o seu segundo título europeu de clubes, tendo conquistado a Taça CERS pelo FC Porto em 95/96 – também não escondeu a satisfação, dizendo que este título e a sua inclusão no clube (está na sua primeira época em Barcelos) têm-lhe dado sensações fantásticas e que já não esperava viver nesta fase da carreira. Por fim, o técnico Paulo Freitas, lembrou as palavras proferidas aos jogadores antes do início do encontro: “as finais não se jogam, ganham-se”, avançou.

Com a vitória na Taça CERS, o Óquei junta-se assim ao longo lote de equipas com dois troféus ganhos, a saber: Nóia, Réus (ambas da Catalunha), FC Porto, Sporting, Benfica e Vercelli de Itália. O Liceo de Espanha e Novara de Itália são os clubes mais ganhadores, com três taças CERS conquistadas.



Fonte: Modalidades

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