Mundo Do Hoquei - Portal informativo de Hoquei em Patins

Jorge Silva quebrou reviravolta

Jorge Silva quebrou reviravolta
Desde cedo se percebeu que o FC Porto não iria [...]

Desde cedo se percebeu que o FC Porto não iria ter tarefa nada fácil para virar o resultado negativo obtido na primeira mão em Oliveira de Azeméis (3-4). Ricardo Barreiros dilatou a vantagem oliveirense nesta eliminatória dos quartos de final da Liga Europeia, ao fazer o primeiro tento do jogo logo aos dois minutos com um remate de meia-distância, gelando parte de um Dragão Caixa praticamente cheio e com muitos adeptos forasteiros.

Clique aqui para um bónus de 200 euros com a 10 Bet!

A partir daí a Oliveirense jogou a eliminatória como se de futebol se tratasse, algo pouco usual em hóquei em patins, tendo em conta o tempo que ainda havia por jogar. Lentidão no ataque, puxando ao máximo o tempo legal para rematar à baliza de Nélson Filipe, muita segurança defensiva e depois esperar pelo erro azul e branco, que chegou, a seis minutos do intervalo, por Carlos López, solto à entrada da área.

A desvantagem de 2-0 aliada aos 4-3 sofridos na primeira mão puniam o jogo muito lento dos azuis e brancos. Uma das melhores equipas a praticar hóquei em Portugal continua a baquear quando a situação está crítica para o seu lado. Sem soluções colectivas à vista, paradas quer pela defesa quer pelo guardião Puigbí – autor de uma magnífica exibição – coube ao stick quente de Hélder Nunes iniciar a recuperação que se antevia muito difícil tendo em conta o hóquei praticado por ambos os conjuntos até então. O internacional português marcou de meia-distância, a poucos segundos do descanso.

Segunda parte inicia-se com a mesma toada. A Oliveirense sem pressas, ataques longos e defesa coesa, encontrava um FC Porto que continuava à procura da melhor opção colectiva. Os aveirenses voltaram a colocar o cinismo em pista, aproveitando os erros contrários para facturar. Ao minuto 15, Ricardo Barreiros, ex-dragão, fez o 3-1 no seguimento de um contra-ataque que procedeu a um outro em que Telmo Pinto, do FC Porto, atirou ao poste.

Como a opção colectiva tardava em fazer a diferença para os da casa, voltou a ser a arte e engenho de Hélder Nunes a fazer a diferença, com dois remates do meio da rua (16′ e 20′). Faltava apenas um golo para os visitados empatarem a eliminatória e numa altura em que as duas formações estavam também empatadas nas faltas de equipa, 9-9, cada qual a uma do livre directo. E é aqui que a frase ‘pormenores definem os grandes jogadores dos vulgares’ entra neste filme europeu.

A quatro minutos do final, Jorge Silva, avançado azul e branco, comete uma falta próxima da baliza adversária, proporcionando à Oliveirense o livre directo que ditou o resultado final (3-4), com novo golo forasteiro marcado por Caio. São erros que acontecem, mas que, no caso de Jorge Silva, acontecem em demasia, já que, na Luz, para o campeonato, cometeu a falta de equipa – também desnecessária – no último minuto que permitiu ao Benfica empatar o jogo a quatro, partida que os encarnados acabariam por vencer (6-4). O mesmo dizer na final do campeonato da Europa em 2012, onde fez o ‘passe’ para Jordi Bargalló marcar a cinco segundos do final, fazendo o 6-5 e dando o título à Espanha, já que o empate servia para Portugal ser campeão.

São pormenores, pequenas situações, mas que decidiram muita coisa. No último caso, uma eliminação azul e branca nos quartos-de-final da Liga Europeia que fechou uma tarde cinzenta para os lados da Invicta, após eliminação das meias-finais da Taça de Portugal de andebol, frente ao Benfica.



Fonte: Modalidades

Comentários

Notícias lidas no momento

A carregar...