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O ‘apito de Deus’ esteve em Torres Vedras

O ‘apito de Deus’ esteve em Torres Vedras
Maradona não está só, na ligação das forças divinas ao [...]

Maradona não está só, na ligação das forças divinas ao fenómeno desportivo. Substituindo a mão pelo apito, Luís Peixoto também não será o único no hóquei em patins a fazer a mesma conexão, mas esta quarta-feira as luzes são-lhe apontadas única exclusivamente. Trouxe o ‘apito de Deus’ ao pavilhão do Sporting de Torres, aquele que deu os três pontos ao Sporting na recepção ao HC Braga, quando a formação da casa estava à beira de ceder o empate, justo tendo em conta a exibição dos dois conjuntos.

O início de jogo bem que avisou os leões de que a série das dez vitórias consecutivas estava ameaçada. Ângelo Fernandes inaugurou o marcador para os forasteiros, ao minuto três. Centeno empatou numa bela combinação com Luís Viana, ao minuto 11, mas João Campos voltou a dar vantagem aos minhotos, cinco minutos depois, num lance seguido de falta do atleta bracarense, não assinalada. Ainda na primeira parte Tuco foi expulso após agressão a Ângelo Fernandes mas nem por isso o Sporting deixou de marcar, em inferioridade numérica, com Poka a marcar de grande penalidade ao minuto 20.

Na segunda parte, a qualidade do jogo que já estava interessante melhorou, com um grande ritmo de jogo e muitos contra-ataques. O Sporting demonstrou-se menos preparado fisicamente para este ritmo e sofreu as consequências, com muitos lances de perigo a porem à prova Ângelo Girão, antes e depois do terceiro tento sportinguista, marcado por Luís Viana (minuto dez) de grande penalidade… inexistente. Arbitragem à parte, o ‘tu cá tu lá’ continuou. O HC Braga fez pela vida, patinou sem cessar, viu uma grande penalidade indiscutível transformar-se em falta de equipa por Luís Peixoto, mas conseguiu empatar a três (minuto 21), numa iniciativa individual de Rúben Sousa, autor de uma grande exibição.

Com o empate praticamente definido, Luís Peixoto pendeu novamente para o lado da casa, inventando uma grande penalidade que deixou o técnico bracarense Vítor Silva em completo descontrolo. E mal sabia ele o que estava para chegar. Penalti falhado por Viana que, alguns segundos depois, faz o 4-3 em nova grande penalidade, desta vez bem assinalada, a dois minutos do final.

O Braga não desistiu e continuou a ter bola e oportunidades de golo, mas o feito quase impossível de voltar a empatar ficou-se mesmo por aí, até porque a 45 segundos do fim a equipa de arbitragem decidiu expulsar Vítor Silva e Tiago Jorge, por este ter entrado em rinque antes do tempo de castigo ter terminado. Estranho, já que Vítor Silva tinha em mãos o papel dado pelo terceiro árbitro, José Nave, com o tempo de entrada do quinto jogador. E o treinador forasteiro mostrou-o, aos três árbitros, olhos nos olhos. Certo é que as expulsões deitaram tudo a perder e o resultado não se alterou mais. Desfecho injusto, muito por culpa do ‘apito de Deus’. E este, ao contrário da ‘mão de Deus’, todos viram.

O Sporting prepara agora a recepção ao Benfica, em partida a realizar no Livramento e sem direito a adeptos encarnados, dado que a direcção leonina já informou de que não irá disponibilizar bilhetes ao rival.



Fonte: Modalidades

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