Mundo Do Hoquei - Portal informativo de Hoquei em Patins

Chocolate azul e branco no Palau

Chocolate azul e branco no Palau
E não é de marca suíça. É, aliás, de uma [...]

E não é de marca suíça. É, aliás, de uma mistura catalã e portuguesa. Já não chegou a supremacia verificada em Fânzeres como ainda teve de ser novamente confirmada no Palau Blaugrana, em casa do dito ‘poderoso’ Barça, mas que de poderoso tem tido pouco esta época, quer nos resultados quer nas exibições. Cabestany voltou a provar a sua capacidade enquanto treinador de top mundial, ao controlar tácticamente o jogo durante 45 minutos, sofrendo um pouco na recta final. O que é que proporcionou esta supremacia? Vários aspectos.

Primeiro: surpresa táctica defensiva, alternando o ‘homem a homem’ com a defesa à zona, fazendo com que o Barça tivesse passado mais tempo a tentar encontrar um modelo de ataque do que propriamente a atacar.

Segundo: contra-ataque ao estilo habitual, pouco elaborado mas extremamente eficaz, à excepção da finalização, também com méritos para o guardião blaugrana, Aitor Egurrola.

Terceiro: ataque organizado dinâmico, com os quatro elementos em movimento ao mesmo tempo, durante grande parte do encontro.

Quarto: sempre que um jogador do FC Porto tinha a bola junto à tabela e estava de costas para o jogo, já sabia que tinha de soltar rapidamente a bola para o meio pois os hoquistas catalães pressionavam de imediato o portador da mesma na tabela. Saindo a bola para o meio, os azuis e brancos passavam de uma situação aflitiva para uma situação de golo iminente. Aliás, o único golo marcado em Fânzeres partiu de uma situação deste tipo. Cabestany só falhou numa situação: a posse de bola no ataque nos últimos minutos, um dos pontos de maior sucesso na primeira volta. Acontece que o FC Porto tentou fazer essa contenção de bola da mesma forma mas o Barça já estava preparado para esse modelo, pelo que seria necessário alterar para surpreender o adversário, tal como fez na defesa.

Quanto ao Barça, muita qualidade individual mas pouco ataque colectivo, valendo aos catalães o seu guardião para que os números não tivessem sido bem diferentes, fruto de desatenções nas transições defensivas, principalmente por parte de Lucas Ordóñez. É verdade que Nélson Filipe também fez uma grande exibição, mas Egurrola foi chamado a intervir mais vezes e em lances mais complicados, dado que o FC Porto usufruiu de muitos contrapés.

Já o resultado, 0-0 ao intervalo com clara superioridade azul e branca, justificada no primeiro golo do jogo, marcado por Reinaldo García logo aos 20 segundos da etapa complementar. Ele que antes do início do jogo havia sido homenageado pelo clube blaugrana devido aos seis anos passados naquela casa. Gonçalo Alves de livre directo aumentou para 2-0 (12 minutos) e a cinco minutos do fim, Xavi Barroso reduziu com um remate de meia-distância, fazendo com que o Barça voltasse a crescer, ainda que sem conseguir o golo do empate.

Com este resultado o FC Porto garante o primeiro lugar do grupo e o consequente apuramento para os quartos-de-final, quando ainda há duas jornadas por disputar.



Fonte: Modalidades

Comentários

Notícias lidas no momento

A carregar...